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Férias remuneradas

por Rui Rocha, em 06.08.12

Daqui a uns dias, iniciarei um período de 15 dias úteis de férias remuneradas. São a contrapartida de um ano de trabalho. Mas são também o resultado de centenas de anos de lutas políticas e sindicais. E se é verdade que o sentimento actual é de desilusão com políticos e sindicalistas, que sinto que uns e outros perderam algures o fio da história e que não me revejo no modelo da luta de classes que constitui o mainstream do movimento sindical, devo todavia reconhecer que sem essa luta histórica não teria sido possível alcançar algumas das marcas de civilização que  caracterizam o mundo do trabalho actual. E mais. Perto de vinte anos de experiência profissional em diversas empresas deixam-me a certeza de que o equilíbrio entre os interesses de trabalhadores e o dos empregadores nunca seria possível se fosse deixado ao critério destes últimos. Agora que está quase a chegar a minha vez de gozar férias, nada mais justo do que reconhecê-lo.

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2 comentários

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De c. a 06.08.2012 às 19:07

Centenas de anos de lutas?
Lamento, mas a afirmação não faz sentido!
A situação é da época industrial, ou seja, falamos de 150 anos.
E foi há 150 anos que se começou a formar o welfare state, na Alemanha de Bismarck com os socialistas a votar geralmente contra, com medo que a melhoria das condições de vida lhes tirasse material para as revoluções.
Os célebres congés payés, datam de 36, creio, mas não podemos tomar, como há uns anos se fazia, a legislação francesa como referência, já que atrasada em relação aos outros países industrializados.
Em Portugal, será dos anos 60, ainda do tempo do Estado Novo.
Bem sei que se refere aos bónus. Começaram a ser pagos, ao que se sabe, em 1901, como gratificação. Seria coisa não lembrada por cá, ou seria lei, já que leis feitas a contar com o esforço alheio são geralmente de rápida feitura em Portugal.
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De Rui Rocha a 07.08.2012 às 10:23

C, referia-me à luta sindical e não ao aspecto específico das férias pagas que é apenas um dos seus coroláros. Creio que a esse propósito se justifica falar em centenas de anos. Os Combination Acts de 1799/1800 em Inglaterra, que proibiam qualquer tentativa de "sindicalização" são bem o testemunho de que já existia um movimento de trabalhadores não formal que veio aliás a ter manifestação extremada com o Luddismo em 1811/1812.

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