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Poder absoluto

por Teresa Ribeiro, em 24.07.12

Este é um exemplo gritante do impacto político das notações das agências de rating, os bonecreiros que nos têm nas mãos, cujo poder não tem limites. Quando é que isto acaba?

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47 comentários

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De JgMenos a 24.07.2012 às 11:13

Não acaba nunca!
Há lá para os EUA, e não só, uns fundos de pensões, e não só, que pagam a quem lhes indicar onde colocar o dinheiro com máxima rentabilidade e risco mínimo.
A solução não é que eles acabem, é que acabemos com a nossa dependência.
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De lucklucky a 24.07.2012 às 11:16

E não aprendem...
Julga que estamos onde estamos porquê?
Porque as Agências de Rating Oficiais não fizeram isto mais cedo. A todos. Impedir os endividados de ter mais dívida.

Pelos vistos não gosta da verdade.
Os jornais e todos devem mentir sobre a realidade.
O doutor diz que tem doença mas não quer ouvir.
Não há dúvida, querem a mentira.
Querem morrer numa hecatombe generalisada.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 11:24

"O poder absoluto corrompe absolutamente" - Lord Acton.
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De lucklucky a 24.07.2012 às 11:29

Precisamente. O Poder Absoluto dos Estados endividaram os seus Cidadãos sem Limite - havia um limite de 60% que não cumpriram - corrompeu os países.
Você é uma das apoiante desse Poder Absoluto, dessa corrupção. Quer mais e mais dívida.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 11:55

Cada macaco no seu galho. As agências de rating não podem capturar o poder político desta forma. Não é nelas que os cidadãos votam. Isto é uma aberração.
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De lucklucky a 24.07.2012 às 16:16

Pois, você confirma outra vez o que disse.
Você quer o Poder Total aos Políticos.

Para si o Poder Político deve poder endividar sem limite.

Você foi corrompida, já não consegue ver a vida sem défices monstruosos -nova dívida- a cada ano .

Já agora quanto mais de dívida é que quer cada ano?
Este ano já vamos em 20 mil milhões de nova dívida-falta ver como serão as amortizações para ver se este valor enorme que mantém.
O que produzem os portugueses este ano para poderem pagar 2000 euros+juros cada um - inclui os seus filhos e familiares reformados se os tiver - desta nova dívida de 2012?
Se a sua casa são 4 pessoas. Então este ano já deve mais 8000 euros. 2000 para cada um +juros.
A juntar aos 17400 euros x4= 69600 Euros que já deviam.
Porque você como a maioria dos portugueses acha que o Poder Político deve ter o Poder Total de endividar todos os cidadãos sem limite.

E depois berra com as agências de rating...
Corrompida e bem corrompida no vício da dívida.

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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 17:08

Não extrapole o que eu disse, Lucky. Esse seu último tiro foi tão ao lado, que ate me fez rir. Berrar contra o poder desmedido das agências de rating não implica necessariamente estar a defender políticas despesistas. Onde é que andou nos últimos anos? Ignora o papel decisivo que os "lapsos" das agências de rating tiveram na crise do sub-prime? Deixe-se dessa liberalite aguda, que lhe faz mal à memória. E à vista.
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De lucklucky a 25.07.2012 às 07:28

Então o seu caso é ainda pior do que eu pensava.
Você nem percebe as contradição do que diz.

Quer o Poder Político com Poder Total sem restrições para vender Dívida.

Para si ninguém pode dizer que a capacidade de a Alemanha pagar a sua dívida com os compromissos colossais que está a assumir com outros países fica mais difícil.
Os investidores não devem em ser informados do crescimento dos compromissos Alemães.
Censura social-fascista.
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De Teresa Ribeiro a 25.07.2012 às 10:43

Realmente o pior cego é o que não quer ver, Lucky.
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De c. a 24.07.2012 às 16:23

Em Portugal, o poder político capturou o meu dinheiro, o meu futuro, e comprometeu o futuro dos nossos filhos de forma grave e duradoura.
Não vejo que as agências de rating tenham feito nada de semelhante. As agências de rating apenas fazem análises. Quer apresentar alguns erros de análise que tenha detectado?
Se o seu fundo de pensões lhe dissesse que tinha comprometido a sua reforma - e o seu futuro - porque tinha comprado dívida grega há uns meses, o que acharia?
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 17:22

Erros das agências de rating? Houve muitos e graves. Estiveram, como recordei em cima ao Lucky, na origem da crise financeira de 2008. Lembra-se? Num relatório do senado norte-americano revelaram-se emails que provaram que "essas agências que só fazem análises" tinham cedido a pressões dos bancos de investimento para continuar a atribuir ratings máximos a produtos tóxicos.
Provou-se também que essas agências sabiam dos problemas do mercado imobiliário desde 2006 e não os fizeram reflectir nos ratings. Ainda estamos hoje a sofrer os efeitos dessa crise. Puxe pela memória, c. E depois diga-me se faz sentido continuar a deixá-las reinar acima dos que mal ou bem são escolhidos pelos seus eleitores para governar.
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De c a 24.07.2012 às 17:55

Não, as agências de rating não estiveram na origem da crise financeira, que hoje está razoavelmente traçada (e que, por exemplo, vai até à política de Clinton de expansão do crédito imobiliário através das agências estatais Fannie Mae and Freddie Mac)...
Quanto muito pode dizer que as agências de rating foram negligentes e erraram na classificação da situação de vários bancos.
Como em tudo, a informação, deve ser julgada e cruzada e ao contrário dos organismos estatais, não podem impor, de per se, quaisquer resoluções.
Se não acredita nos ratings, compre dívida grega, que tem um juro muito razoável.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 18:17

Não? Já viu o filme Inside Job? Tem lá muita informação cruzada, que deixa as agências de notação no nível lixo.
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De c. a 24.07.2012 às 18:43

Vi. A actividade económica e financeira não é, necessariamente, uma escola de santidade. Sendo a natureza humana o que é, todos os dias são tomadas milhões de decisões negligentes.
O mesmo na actividade política.
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De luckluck a 25.07.2012 às 07:49

A crise existe porque houve e continua a haver excesso de crédito devido aos Juros baixos provocadas por Governos Intervencionistas que se aliaram à Banca para estimular a economia.

"atribuir ratings máximos a produtos tóxicos."

Sim como deram AAA aos "produtos tóxicos" das Dívidas que Portugal, Espanha, França, Alemanha etc.

Mas para si pelos vistos os países têm AAA por direito.

Baixar de AAA já é atentar contra o Poder Político.
O Poder Político que de 2000 para 2012 passou a Dívida de cada Português 6300 Euros para 19400 Euros.
Para si deve continuar.

E é bom lembrar que crescimento desse valor foi estancado com sucessivos aumentos de impostos.
Ou seja com o menor nível de impostos de 2000 a Dívida de cada Português ainda seria maior.

"Não? Já viu o filme Inside Job? Tem lá muita informação cruzada, que deixa as agências de notação no nível lixo."

Inside Job adequa-se perfeitamente ao que defende.
Estaria como peixe na água. É só substituir o nome da empresa "tóxica" pelo nome de um país que vende dívida tóxica que tem poucas probabilidades de pagar.
Você quer que os investidores não saibam dos crescentes compromissos da Alemanha que colocam em causa a capacidade de pagar a Dívida.
Quer que os países continuem a vender o seu lixo tóxico: Dívida.

Tudo em nome do Poder Total Político de vender dívida sempre.
Poder Total que ao mesmo tempo diz criticar.
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De Teresa Ribeiro a 25.07.2012 às 10:47

Mas porque carga de água, defender maior controlo sobre as agências que já tantos e tão graves danos causaram à Economia é defender o endividamento irresponsável dos Estados? Não seja tão maniqueísta!
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De c. a 24.07.2012 às 17:44

Poder absoluto? Onde e como?
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 18:04

Sim, têm um enorme poder e a sua actividade não está regulamentada de modo a ser possível fiscalizar o seu modus operandi. Há mesmo quem fique muito crispado quando são postas em causa, como se fossem instituídas de poder divino.
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De c. a 24.07.2012 às 18:11

A única instituição de direito divino actualmente existente é o estado português, autoritário, prepotente, anti-democrático, abusador, ignorante, mas há gente que fica muito crispada quando é posto em causa.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 18:18

Se a ideia era enfiar-me a carapuça, lamento informá-la que não serve.
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De Anónimo a 24.07.2012 às 18:33

Tenho cara de quem anda a enfiar carapuças em senhoras? Por quem é!

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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 21:50

Os anónimos não têm cara.
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De c. a 25.07.2012 às 03:01

Quem não tem cara são os incógnitos.
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De Teresa Ribeiro a 25.07.2012 às 10:47

Descubra as diferenças.
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De c. a 25.07.2012 às 15:21

Um "rosto anónimo" é o mesmo que "rosto incógnito"?
(passe o possidonismo e impropriedade de "rosto").
As expressões não são sinónimas.
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De c. a 24.07.2012 às 18:55

Nunca lhe ocorreu que o poder das agências pode ter sido alimentado através de regulamentação?
O que aconteceu parece ter sido que «By creating a category ("nationally recognized statistical rating organization", or NRSRO; in 1975) of rating agency that had to be heeded, and then subsequently maintaining a barrier to entry into the category, the Securities and Exchange Commission (SEC) further enhanced the importance of the three major rating agencies.»
Interessante.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 22:28

E ter-lhe-á ocorrido que o efeito inverso também é possível desde que se altere o enquadramento legal das agências?
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De c. a 25.07.2012 às 03:03

Mais uma demão de legislação? Retire-se antes esta camada.
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De lucklucky a 25.07.2012 às 08:03

Mais asneiras pegadas.
São umas atrás de outras, uma parte é falta de informação outra é falta de lógica.

A Weiss, Egon* fora do privilegio das escolhidas pelos Governos dão ratings muito piores à generalidade dos países.
A Egon até por princípio não dá rating a clientes.
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De Teresa Ribeiro a 25.07.2012 às 10:50

Lucky, já percebi que isto para si é uma religião. Nada a fazer.
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De Tiago Cabral a 24.07.2012 às 11:44

Acaba quando acabar o euro. O fim da UE poderá ou não vir por arrasto.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 11:51

Assim parece, Tiago.
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De cr a 24.07.2012 às 12:16

Estas são as verdadeiras armas de destruição maciça.
Andaram á procura delas no Iraque, e contrariamente ao suposto elas aí estão bem visíveis e destruidoras.
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De c. a 24.07.2012 às 16:15

Do facebook de P.R., economista português, doutorando em economia - apenas com iniciais, porque não pedi licença para transcrever e publicado em Julho do ano passado.
«Imagine a country whose government didn't run a single budget surplus since (at least) 1976; for that matter, suppose the deficit was never below 2% of GDP; in the period 2001-2010, annual growth for this country averaged approx. 0.5% (corresponding to the 158th best performance worldwide); this country is likely to be the only one to be in a recession in 2012 worldwide. Imagine the story is even more complicated than this. Shouldn't rating agencies warn investors about the risks of buying bonds from such a country?»

Para meditar.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 17:26

Entretanto também se pode meditar numa questão que é recorrentemente aflorada: a de que estas agências baixam muito mais facilmente os ratings dos países periféricos do que dos outros.
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De c a 24.07.2012 às 18:03

A questão reside antes em saber porque motivo são periféricos.
No séc. XIX (e.g. 1860) Portugal era tão periférico quanto a Dinamarca, com níveis de analfabetismo semelhantes. Em 15 anos a Dinamarca erradicou o analfabetismo e Portugal mantém hoje 20% - conforme "escapa" do último censo (e não os 10% cosméticos para estatísticas internacionais).

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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 18:20

Por uma vez, e espero que não seja a última, estamos totalmente de acordo, c.
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De José António Abreu a 24.07.2012 às 17:04

Teresa: a apreciação das agências de rating seria irrelevante se Estados já fortemente endividados não precisassem de pedir sempre mais dinheiro. Ou seja: uma forma de as tornarmos irrelevantes é aprendermos a manter orçamentos equilibrados. A curto prazo é muito difícil e, de facto, elas complicam-nos a vida; mas até nos classificaram como Triplo A durante anos, circunstância que aproveitámos para gastar muito acima do crescimento económico que conseguíamos gerar. Malvadas. Claro que faz tudo parte do plano americano para destruir o euro. O que significa que os americanos nos conhecem mesmo bem.
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 17:35

Jaa, pode haver muita gente que ao atacar estas agências, não pretende fazer mais do que branquear o comportamento despesista dos governos que se endividaram. Essa tua resposta adequar-se-á a quem pretende alimentar esta discussão de acordo com essa agenda política.
Mas esquece por momentos esse cenário e responde-me: conhecendo-se os erros graves já cometidos por estas agências, sabendo-se também que são pagas por entidades que por vezes também estão a avaliar, que são sensíveis a pressões políticas e conómicas e que podem ter efeitos devastadores ao nível económico, social e político, não seria aconselhável regular a sua actividade de modo a torná-la mais transparente, fiável e, sim, controlável?
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De c. a 24.07.2012 às 18:30

Teresa Ribeiro: quando fala do poder absoluto das agências está, creio que involuntariamente, a cometer uma falácia grave.
O poder das agências não é um poder político soberano* e, por isso, não pode nunca ser absoluto...
Pode, de facto, seguir ou não as indicações das agências, sem que isso lhe traga quaisquer danos - e se trouxerem, foi através de uma decisão livre sua (comprar ou não comprar dívida pública grega ou portuguesa).
Já ao poder do estado não pode esquivar-se.
Se não quiser pagar impostos o estado exigir-lhe-á coercivamente o pagamento deles. E num estado como o português que nem formalmente é um estado de direito...
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 22:18

Pois, que não é um poder político soberano parece-me óbvio, c. Naturalmente a expressão que usei não era para ser levada tão à letra.
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De c. a 25.07.2012 às 03:18

A associação a um poder político, e que, no caso, resultaria em algo "usurpado" à esfera do político, é difícil de evitar.
O problema moderno não é tanto retirar os políticos das fauces do "poder económico"*, mas criar mecanismos efectivos de controlo dos políticos. A democracia representativa está em crise - em Portugal nem sequer existe e vejo pouca gente preocupada com isso.

* não confundir com meros casos de polícia ou de higiene (incompatibilidades, etc.).
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De José António Abreu a 24.07.2012 às 18:51

Mas quem as controlaria? Os tais governos? Instituições definidas por eles?
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2012 às 22:15

Vários economistas têm proposto alterações ao funcionamento das agências, como a proibição da publicação de perspectivas de notação relativas à dívida soberana, ou o condicionamento da divulgação dessas notações em datas previamente definidas. Também se tem falado na vantagem de intensificar a concorrência no sector. Não sou especialista na matéria, mas tudo o que puder restringir o seu poder e influência me parece recomendável.
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De lucklucky a 25.07.2012 às 08:05

Ou seja que quer é mais dívida. Logo por que é que não o diz logo?
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De Teresa Ribeiro a 25.07.2012 às 11:11

Não, Lucky. O que eu não quero é que essas agências continuem a manipular os mercados a seu bel prazer, arrastando tudo e todos, ao serviço de interesses supra-nacionais.
Quero, é claro, que se exerça maior controlo sobre a sua actividade. Só assim se consegue mais transparência. Todos os poderes devem ser escrutinados. Isto não é censura, como lhe chamou, mas uma regra elementar da democracia.
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De Tiago Cabral a 25.07.2012 às 12:23

Ontem voltaram a colocar o FEEF em prespectiva negativa. Estava a assistir à Sic-notícias em directo a Manuela Ferreira Leite, instada a comentar, só se ria, e só dá mesmo para rir. Qualquer dia descem o rating à própria UE. Eu se tivesse uma agência de rating, e para entrar em grande, punha o mundo em Outlook negativo! O mundo mesmo, a terra.

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