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O novo PREC.

por Luís Menezes Leitão, em 24.07.12

 

Miguel Sousa Tavares dizia no último Expresso que este governo estava a conduzir o país numa espécie de PREC de Direita. Dou-lhe razão em parte. Estamos de facto a assistir a uma espécie de PREC, mas nada tem de Direita. A verdadeira Direita aspira ao conservadorismo e à defesa do interesse nacional, impondo a reforma do Estado. Não entra numa estratégia de penalização dos cidadãos, defendendo o empobrecimento forçado do país, para o qual vale tudo, incluindo uma baixa forçada de salários, uma subida descontrolada de impostos, e a venda a pataco dos bens do Estado.

 

O eufemisticamente chamado "ajustamento" não passa de uma forma de engenharia social. O governo acredita na austeridade virtuosa, que terá o condão de dar a salvação ao país, fazendo a remissão dos pecados cometidos pelas pessoas. Só que isto não é um programa político mas uma convicção religiosa. É evidente que proclamar, numa espécie de Deng-Xiao-Ping ao contrário, que "empobrecer é glorioso", constitui um desastre em termos políticos. E é um desastre ainda maior preferir defender os interesses dos bancos contra os dos cidadãos. Quando se ouve Fernando Ulrich criticar a decisão do Tribunal Constitucional que julgou  — tardiamente e sem retirar daí os efeitos devidos — inconstitucional o corte de subsídios, apetece perguntar por que é que os funcionários públicos, que não compraram títulos de dívida grega, hão-de pagar pelos prejuízos de um banco que os comprou.

 

Essa engenharia social assume efectivamente quase a natureza de um processo revolucionário em curso. Já assistimos aos dias de trabalho para a Nação, com o corte de feriados e ao confisco de bens, com o corte de salários, à semelhança dos revolucionários de 1975. Quando o Tribunal Constitucional quis pôr limites a isto, a resposta do Governo foi a de criticar o Tribunal e de sugerir uma extensão geral do referido corte aos privados. Quando se verifica que a receita fiscal cai a pique como resultado desta política desastrosa, o Governo insiste em que não há alternativa. E finalmente, quando o próprio partido começa a antever a catástrofe eleitoral que se avizinha, Passos Coelho responde: "que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal". A frase lembra o mesmo desprezo pelas eleições que tinham os militares do PREC. Interessará por acaso a Portugal que o PSD perca as próximas eleições e o país seja governado por radicais esquerdistas ou por um qualquer caudilho populista?

 

Acho que já é altura de o Governo começar a tomar consciência do sarilho que a sua teimosia está a gerar. Antes que seja tarde.

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37 comentários

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De João Carvalho a 24.07.2012 às 11:01

A parte melhor é saber que «Miguel Sousa Tavares dizia no último Expresso». Saber que foi o último Expresso dá-me uma alma nova.
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 11:07

Não deite foguetes antes da festa.
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De João Carvalho a 24.07.2012 às 11:23

Bem me parecia, Luís.
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De JgMenos a 24.07.2012 às 11:20

Li todo o texto, que me parecia dever conter, pela sua extensão, uma qualquer proposta de solução alternativa. Nada!
Mais um exercício sobre a injustiça de a vidinha andar para trás, de as expectativas se gorarem, de as dívidas terem de ser pagas, de as eleições só serem ganhas por quem nega a realidade e engana os eleitores...
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 11:56

A alternativa é simples: não aumentar impostos, não cortar salários, mandar os bancos assumirem os seus prejuízos e reformar o Estado pela via do corte da despesa. Olhe, por exemplo, começar a extinguir municípios, empresas municipais, institutos públicos, etc. Será assim tão difícil?
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De Vasco a 24.07.2012 às 12:16

O problema é precisamente esse: para não ter de despedir uma carrada de pessoas que nunca deveriam ter entrado para a FP, estamos a pagar todos com um empobrecimento moderado mas que degenera em recessão prolongada. Também concordo que se deveria reformular o mapa autárquico (fechar metade das câmaras, acabar com apoios a fundações, despedir 70% da FP, despedir profs, reformular as Universidades para áreas de criatividade e excelência, denunciar os contratos com as PPP invocando utilidade pública, etc, etc, etc) mas estará esta gente preparada para ser criativa e criar o seu próprio emprego? Serem mais empreendedores? Seria excelente, mas não acredito - o meu empreendedorismo depende do empreendedorismo de outros, já que a minha área é promover os outros (websites). Mas vê essa dinâmica em Portugal? As pessoas a investirem em si? Nos seus negócios, numa loja, numa pequena empresa que presta um serviço? Eu não. O pessoal prefere ter o Estado a fazer de Papá - e mais confortável. Isso ninguém pode negar.
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De lucklucky a 24.07.2012 às 11:25

Haha! Aberrante ignorância ou simplesmente lata.

Então os 20 mil milhões de euros pedidos emprestados por este governo até Maio - houve cerca de 10 mil milhões a amortizar em Junho - é empobrecimento.

Estranho... então o que foi os novos 90 mil milhões de euros pedidos emprestados por Sócrates?
Empobrecimento? Enriquecimento?

Estou confuso. Parece que os 90 mil milhões de Sócrates são enriquecimento e os 20 mil milhões deste Governo que lhe segue as pisadas com mais socialismo é austeridade. Talvez porque é pouco dinheiro pedido emprestado?

Tem a noção do ridículo?
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 11:57

Ridículo é achar que alguém enriquece endividando-se, e pagando cada vez mais juros.
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De lucklucky a 24.07.2012 às 16:57

Não entendo...
Então agora você quer cortes??!

Se você está muito bem contra o endividamento, então tem de aceitar que as transacções económicas serão em menor quantidade.
O dinheiro de nova dívida a cada ano promove uma economia com mais transacções.
Até a economia crescer por outros motivos que não o crescimento/manutenção artificial pela dívida terá de aceitar que a economia seja mais pequena.
Menos economia,pois menos nova dívida, menos receitas, não sei qual a dúvida.
É natural.

Se você pedia dinheiro emprestado se deixar de o fazer as suas transacções económicas não serão menores?
Tudo o resto igual, serão menores.

É evidente que isto tudo é agravado por um Povo e um Poder Político Socialista que tem o Poder Total sobre a economia. E como neste país é ideologicamente impossível cortar o valor necessário de uma vez para se ter défice zero o período de incerteza aumenta para vários anos.
A Crise séria com corte para zero défice deveria ter sido em 2008.
Desde 2008 já passaram 4 anos. A cada ano como não se corta há sempre défice, ou seja sempre nova dívida em cima da existente. A incerteza arrasta-se e continua destruído muito mais.
E não há discussão séria sobre coisa alguma.
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De am a 24.07.2012 às 11:32

Os comentar é fácil... e dá dinheiro!

Miguel S. Tavares, prestaria um enorme contributo ao País se apontasse caminhos... Mandar "bocas" sobre os cortes nas pensões, desemprego, recessão, bancos, até eu que sou um "comentador de tasca"... Ele e outros de V.Excias, digam-nos:
Devemos saír do Euro?
Não pagar aos "merceeiros"?
Nacionalizar a banca?
etc
Apontem caminhos e alternativas... falar do estado da crise até o Vitor Santos é capaz!

Ganhar dinheiro com a descrição da crise... é trabalho de Urubu / Abutre!
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 12:00

Miguel Sousa Tavares dá opiniões que prezo, pois é uma pessoa independente. Se alguém lhe paga, é porque está satisfeito com a qualidade dos seus artigos. Aliás, os mesmos são das poucas razões porque ainda vou comprando o Expresso.
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De Tiago Cabral a 24.07.2012 às 11:50

Roubei, espero que não se importe.
Mas considero que a actuação deste governo tem muito a ver com a direita, que não é só composta por conservadores.
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 12:17

Aumentar os impostos da forma como este governo fez é claramente uma política de esquerda. Cortar salários é uma medida inqualificável politicamente.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 24.07.2012 às 11:59

Fico espantado quando vejo os media e os comentadores em geral atribuir a recessão, o desemprego, a baixa do consumo e a consequente menor arrecadação de impostos, à implementação do memorando da troica, e não ao que levou a troica a vir a Portugal impor este memorando para financiar o estado, os bancos e a economia em geral.
Não sou economista, mas tenho um amigo que é e sabe do que fala, e diz que se Portugal não fizesse este ajustamento, nesta altura estaria a pagar juros superiores a 40-50%, o desemprego já andaria entre os 25-30%, e a recessão seria provavelmente superior a 15%. Entretanto os bancos portugueses já teriam ido à falencia por causa da grande exposição que têm à divida do estado e das empresas publicas.
O Partido Socialista escaqueirou este país , e atribuir a culpa do que se está a passar a quem está a tentar apanhar os cacos e juntá-los, é má-fé ou ignorancia, ou as duas coisas juntas, e branqueia a governação socretina de 2005 a 2011.
O Tribunal Constitucional prestou um mau serviço ao país, e além disso os srs juizes julgaram em causa propria, o que é no minimo muito estranho, e não abona nada em favor do Tribunal mais importante de Portugal.
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De Luís Menezes Leitão a 24.07.2012 às 12:23

O que eu não faço é desculpar os erros da política actual com base no desastre que foi a política do Governo anterior. Neste momento, o Governo está à deriva e os seus apoiantes a única coisa que conseguem é falar do Governo anterior. Mas nós precisamos de um Governo que faça e não que simplesmente mande olhar para trás.
Quanto ao Tribunal Constitucional, se ele errou, foi por pactuar com medidas escandalosamente inconstitucionais como os impostos retroactivos e os cortes de salários. Tivesse morto todos estes disparates à nascença e ninguém se tinha atrevido a fazer o que fez.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 24.07.2012 às 13:45

Não é possivel falar do que se está a passar, sem falar das causas, e as causas foram o governo anterior do PS.
Todos os governos cometem erros, e este não foge à regra, mas o que está a acontecer em Portugal é um AJUSTAMENTO da economia portuguesa, o que implica o empobrecimento geral da população, porque já todos sabemos que o aparente progresso social em que temos vivido, era em grande parte pago com dinheiro emprestado, e isso não é possivel.
Não gosto de comparar os funcionarios publicos com os privados, mas os privados estão a pagar o pato com a diminuição efectiva dos seus vencimentos, e muitos, demais até, com o desemprego. Porque cargas de agua é que os fp não hão-de dar o seu contributo?
O Gaspar quando anunciou a retenção dos 13º e 14º meses, explicou bem que a alternativa seria despedir 80-100 mil fp.
Quanto ao resto, deixe-me perguntar-lhe: em que país é que o Luis Menezes Leitão pensa que vive? As "arvores das patacas" só existem no imaginário dos socialistas!
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De Tiago Cabral a 24.07.2012 às 15:28

É curioso como consegue tão facilmente atribuir a culpa de toda a crise por que passamos ao governo de Sócrates. Acredito que assim se sinta mais aliviado. Mas se assim foi porque diabo fala o actual PM em reformas estruturais?
E já agora sabe que todos os paises vivem de créditos? Sabe que foi, é e sempre será essa a base do capitalismo? Mas pronto é tão mais fácil culpar o Sócrates de tudo. Sentimo-nos mais aliviados e assim.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 24.07.2012 às 17:12

É claro que todos os paises vivem de creditos. Se os creditos são investidos para fazer investimentos correctos e criar riqueza, os paises que os pedem podem distribuir os resultados desses investimentos através de estados sociais bem sustentados, que garentem o bem estar das populações.
Se os creditos forem desbaratados de qualquer maneira como aconteceu aqui em Portugal, e estamos agora a perceber, tambem noutros paises, o resultado é o que estamos a viver, e não há volta a dar, senão passar por isto, para voltar a conseguir que nos emprestem dinheiro outra vez em boas condições, mas desta vez para o utilizarmos de forma mais correcta.
Quem me dera que o Socrates tivesse sido o 1º ministro que muitos ainda acreditam que ele foi.
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De Tiago Cabral a 24.07.2012 às 22:56

Os bons investimentos feitos por governos de esquerda são considerados maus investimentos pela direita e vice-versa. Em que ficamos então? O que terá acontecido entre o primeiro governo de Sócrates, onde o défice foi reduzido e o segundo governo? Será que a UE foi encostada à parede pelos sua fraca união e solidariedade política? Quando um lobo ataca um rebanho de ovelhas sabe por onde começa?
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De Manuel Gonçalves a 26.07.2012 às 17:41

Sr. da Silveira
Sou leigo, mas não sou parvo, bem vejo que entre governos e desgoverno, as nacionalizações e as privatizações foram e são um grande negocio, talvez mais atraente que há em Portugal.
Já vou adiantando que não sou adepto da ideia de que o povo é quem mais ordena, quanto a mim, isso é algo completamente absurdo, mas também não admiro nada uma democracia de direito toda furada, como esta que temos tido durante ja, muitos anos.
Também não sou com certeza especialista em politica económica e social, mas mesmo assim atrevo-me a dar uns "toques" .
Um estado democrático de direito, deve possuir ferramentas que lhe permitam agir na manutenção de um equilíbrio sustentável da sua sociedade, tanto dentro dos seus limites de execução social, como no quadro Europeu (...), ou seja, até onde o seu papel se estende no que diz respeito à defesa do interesse nacional
Quando o estado deixa de ter poderes de exercer sobre um qualquer sector da sua sociedade, passa automaticamente a uma condição frágil, podendo mesmo esta condição se debilitar de tal forma até definhar.
O estado, em Portugal, em meu entender, deve ser central não tendo de ser conservador nem progressista, essas tendençias, num país assim tão pequeno, são propensas a oscilações drásticas entre os dois extremos, entre o pouco impacto no desenvolvimento da sociedade ou o demasiado desorientado , o que, se por um lado é estagnador ou até mesmo castrador pelo outro é desastroso. Creio que esse papel deve ficar-se pela imposição do devir constante da evolução global, liderada pelas grandes potencias. Ou seja, por sermos um país tão pequeno, somos inevitavelmente arrastados pela globalização.
Nunca é um organismo democrático, quando não esta no topo da pirâmide social.
Nunca deve ser, uma mera incubadora de carreiras singulares e interesses avarentos.
Deve ter e manter funções no garanto de cuidados de saúde e educação, mesmo que se permita a que estes sectores sejam privados.
De resto, o estado não deve ser detentor de património económico, mas deve ter poderes para o regular.
Se um governo conseguir colocar isto em pratica (este ou outro qualquer) creio que é legitimo que seus principais constituintes (ministros e P.R) tenham melhores rendimentos, assima do que qualquer empresa privada esteja disposta a pagar.
Se neste país consumista de economia monopolizada, tudo tem um preço elevado, então que o mais auto, seja para aqueles que conseguirem ser autênticos reguladores do equilíbrio e da sustentabilidade da nossa sociedade.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 27.07.2012 às 14:07

UFF!!!
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De Outside a 24.07.2012 às 12:40

E eu fico espantado com comentários como os seus meu caro.
Argumentar com o governo de Sócrates, hoje, presentemente, é de uma demagogia inadmíssível.

Não me rotule já porque Sócrates é, até à data, o Pior dos Piores, a imagem do fundo do fundo, entre os detentores da pasta de PM.

Não obstante, este governo, com aproximadamente um ano em exercício, revela incompetência, negligência e incoerência, num registo afecto aos compromissos, interesses e amizades com transparente ignorância na vida da "populaça", do mundo real.

Sócrates e os seus 40, não são desculpa para as "não medidas" tomadas até à data.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 24.07.2012 às 17:21

Caro Outside, não estou aqui para rotular ninguem, mas em relação a este governo, que é o possivel não há outro, sugiro-lhe que espere até ao final do ano. Nessa altura é que se poderá fazer o balanço dos resultados alcançados.
Mas de uma coisa eu estou certo: a unica maneira de a economia portuguesa voltar a crescer, e portanto tornar a criar novos empregos, é termos a possibilidade de voltar aos mercados financeiros, e conseguir credito com taxas suportaveis; para isso, é necessario passar este "Rubicão" que se chama memorando da troica. E com mais erros ou menos erros, com mais Relvas ou menos Relvas e se olharmos à nossa volta, este governo é o unico que o pode fazer.
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De José da Xã a 24.07.2012 às 14:35

Falou-se aqui das razões porque veio para Portugal a troica. Eu, que até nem sou economista nem gestor, entendo o que aconteceu num passado recente e menos recente. E até já aqui se falou de algumas soluções…
Portugal quer queiram quer não foi, é e será sempre um país pobre. Porque não trabalha, porque não se empenha, porque prefere chorar sobre o leite derramado, porque é subsídio-dependente, porque não gosta de arregaçar as mangas. Prefere antes carpir as desgraças – as suas e as dos outros -, prefere falar do novo televisor do vizinho de cima, prefere ser “coitadinho” e rejeita qualquer culpa neste mal-amanhado “cartório”.
Sou por isso um privilegiado. Tenho trabalho – não emprego – pelo qual sou pago. E tenho a perfeita consciência que dou lucro ao meu patrão. Gosto da segunda-feira mais que do Domingo. Adoro sentir nas mãos uma enxada que fere a terra onde planto uns tomateiros ou umas alfaces… E faço-o com gosto e prazer!
Os problemas maiores do nosso país são a inveja e a mesquinhez – e não há governo algum que mude esta mentalidade por decreto. Todos olham para o que tenho, mas ninguém se preocupa com as horas que trabalho a mais que eles.
Parou-se a construção de um túnel porque um iluminado assim o quis… Desviou-se uma auto-estrada porque havia uma árvore com um ninho de um qualquer pássaro, que dois dias depois um caçador matou... Construíram-se dez estádios de futebol para estarem agora às moscas…
Alguém alguma vez contabilizou os custos destas e doutras atitudes? Creio que não! Provavelmente também não interessa saber.
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De l.rodrigues a 24.07.2012 às 15:15

Desta história só me interessa se o caçador foi preso ou pagou multa.
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De José da Xã a 24.07.2012 às 16:39

Escapou impune.
O chefe da "venatória" era primo em terceiro grau dum afilhado duma cunhada do prevaricador.
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De portuguesacoriano a 25.07.2012 às 01:25

Se dar "ta taus" no Sócrates é a desculpa máxima que vossas exelencias possuem para justificarem as vossas açôes... açôes que tão bem engendram naqueles "clubes do avental", para depois virem para a rua espancar o " bode expiatório" é no mínimo falta de imaginação.
Todos nós já entendemos que é no clube do avental que roda a árvore das patacas, só que em versão superavit.
A abstenção que sobe tanto de eleição para eleição, de tal forma que qualquer dia nem é preciso realizar tão solene acto, já devia ir alertando essas cabecinhas pensadoras que vivem num Portugal"zinho encantado", para o gritante facto de que a populaça já não se dá ao "trabalhinho" de acreditar em tão distinta estirpe portuguesa.
Mas ainda numa de dar "ta taus nos predecessores, podiam começar logo la mais para traz, talvez no Ex mo.Sr.Dr. Aníbal Cavaco Silva. Que foi primeiro-ministro deste país quando entraram "toneladas" de dinheiro e nunca o ouvi dizer 'Este dinheiro tem que ser pago'! E com respeito as patacas, quando o Sr. era primeiro-ministro, a nossa agricultura foi vendida por meia dúzia delas, as nossas pescas foram vendidas por semelhante quantia, a nossa indústria quase desapareceu (...) É tão fácil bater no Sócrates.. não é? Mas se possuem boa presenca de espírito, vão também dar uns "ta taus" no Santana, junto leva o Durão, e já agora no seguimento leva Guterres(...)por fim, quando chegarem D.Afonso Henriques, PAREM!! ao menos respeitem o fundador... da moda dos "ta taus".
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De Luís Menezes Leitão a 25.07.2012 às 07:12

Esse deu "ta tau" na mãe. Fundou efectivamente a moda.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 25.07.2012 às 12:39

Sr açoriano, explique à gente que industria, que agricultura e que pescas é que existiam em Portugal a 1 de Janeiro de 1986? Não estou aqui a fazer o papel do "advogado do diabo", quer dizer do Cavaco, mas essas actividades economicas a que se refere, já tinham ouvido o toque de finados em 1975: o PREC, as nacionalizações e a reforma agraria, destruiram e economia portuguesa. E quem fez esse trabalho tem nome: Partido Comunista Portugues, e os seus aliados do MFA, e muitos deles hoje andam a assinar manifestos por "democracias alternativas".
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De portuguesacoriano a 25.07.2012 às 10:08

Oh Sr. Luis, assim até parece que estamos a atribuir o mesmo grau de parentesco a toda uma linhagem de comandantes deste País.
Prefiro acreditar que, entre tantos sempre veio há mistura, algum que não era filho da mesma mãe.
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De da Maia a 25.07.2012 às 13:54

Muito bom.

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