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Frases de filmes (26)

por Pedro Correia, em 22.07.12

"Vamos lutar para libertar o mundo. Vamos abolir barreiras nacionais, vamos banir a ganância, o ódio e a intolerância. Vamos lutar por um mundo racional, um mundo onde a ciência e o progresso conduzam o ser humano à felicidade."

Barbeiro judeu/Charles Chaplin

em O Grande Ditador, de Charlies Chaplin (1940)


14 comentários

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De lucklucky a 22.07.2012 às 02:16

Uma frase assustadora. Resume-se a: Vamos banir os humanos.
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De Pedro Correia a 22.07.2012 às 23:29

Nunca hei de habituar-me ao seu peculiar sentido de humor.
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De lucklucky a 23.07.2012 às 00:06

:)...
Banir características humanas é banir os humanos.
É fanatismo.
Dá em movimentos purificadores: da raça , eliminar burgueses e outros...
Abolir barreiras nacionais é abolir a diferença, mais uma vez eliminar características humanas.
A ciência e o progresso por si só não definem a felicidade para o mundo inteiro.
É com cada um.
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De Pedro Correia a 23.07.2012 às 18:24

O senhor do bigodinho é que queria "purificar a raça". Não o Chaplin, mas quem ele tão bem caricaturava neste filme. Curiosamente eram ambos de signo Carneiro, nascidos com quatro dias de intervalo (Chaplin a 16 de Abril de 1889, Hitler a 20 de Abril do mesmo ano).
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De lucklucky a 23.07.2012 às 19:35

Precisamente a mesma ideia, purificar os humanos ao
banir o ganância, o ódio e a intolerância só se faz tornando os humanos sem ganas e todos iguais.

E foram os argumentos racionais e científicos que instituiram o eugenismo como movimento nos anos 20 e 30 com esterilizações forçadas enquanto a não científica Igreja Católica os combateu em especial nos EUA

Chaplin diz que quer libertar mas depois determina como é que essa liberdade deve ser.
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De Pedro Correia a 23.07.2012 às 23:46

Este filme foi rodado quando Hitler tinha invadido vários países da Europa. Desenrolava-se uma guerra que veio a ser a mais mortífera de todos os tempos. O discurso de Chaplin tem de ser lido no contexto. Foi um filme muito corajoso, produzido numa época em que o discurso isolacionista era ainda dominante nos EUA e era necessário sacudir esse marasmo que só viria a ser quebrado com Pearl Harbor e a declaração unilateral de guerra dos alemães, italianos e japoneses a Washington. O tom panfletário do filme era perfeitamente justificado para a época. Esta é, aliás, uma obra-prima do cinema panfletário. Que las hay, las hay.
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De Desconhecido ALfacinha a 22.07.2012 às 11:38

Caríssimo,

A cena que mais gosto deste filme é a do ballet com o globo terrestre. Ou a dos microfones a dobrarem aquando do discurso as massas...

Forte abraço,
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De Pedro Correia a 22.07.2012 às 23:30

De acordo, meu caro. Este foi o primeiro filme sonoro de Chaplin mas com alguns momentos "mudos" deliciosos. Essa cena do baile com o globo é de antologia.
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De portuguesacoriano a 22.07.2012 às 20:11

Quem foi o guionista? Talvez... Jean Monnet
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De Pedro Correia a 22.07.2012 às 23:32

Chaplin escrevia, dirigia, interpretava e musicava os seus próprios filmes, meu caro. Mas não me admirava que este discurso final do filme - por sinal, a cena mais polémica - tenha inspirado vários políticos do pós-guerra. Para que nunca se repetissem as atrocidades cometidas em 1939/40 (e muitas outras estavam para vir, até 1945).
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De portuguesacoriano a 23.07.2012 às 00:01

Pois, já tinha ouvido antes o mesmo que escreve sobre Chaplin. Pretendia apenas realçar a utopia.
Esta em simetria com a célebre frase de Jean Monnet "Não coligamos Estados, unimos homens"
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De Pedro Correia a 23.07.2012 às 00:04

Uma grande frase de um grande político, na mais nobre acepção do termo.
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De Manuel Gonçalves a 23.07.2012 às 10:57

De boas frases esta o mundo cheio.
Nos últimos tempos, constato que "uniões" só se dão no desporto, normalmente são os campeões. Até mesmo aqui os homens precisam de absorver autenticas fortunas para se manterem mobilizados no mesmo objectivo .
É caso para dizer: "Coligar homens...só a troco de muito ouro"
É a nossa realidade, meu caro.
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De Pedro Correia a 23.07.2012 às 18:23

Sim, e mesmo no desporto, como sublinha, geralmente só quando se ganha qualquer coisa. União na derrota é coisa rara.

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