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Para acabar de vez com a cultura? (3)

por Ana Vidal, em 11.07.12

 

Quando perguntaram a Churchill quanto cortaria na cultura em nome da austeridade, a resposta foi esta: "Nada! Se cortássemos na cultura, o que nos faria lutar a seguir?"

 

Em Portugal, a verba para a cultura não chega sequer a 1% do Orçamento de Estado. Dispensamos um Ministério (bah, para que servem essas esquisitices?) e mesmo a Secretaria de Estado deve estar em hibernação prolongada, porque nunca mais deu notícias. Obcecados com a austeridade, os nossos governantes parecem não perceber uma coisa tão simples como isto: um país sem uma sólida identidade cultural e um ensino de qualidade não pode evoluir, não tem futuro. Muito menos numa Europa agonizante e dominada pelos gurus da economia. Talvez seja esta, afinal, a explicação para a nossa tão falada imobilidade: não temos por que lutar.

 

Nota: Eu sei, Woody, passo a vida a roubar-te os títulos. Desculpa lá o abuso.

 

Adenda: Nem de propósito, este impressionante desabafo que encontrei aqui. Sintomático.


38 comentários

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De Luís Lavoura a 11.07.2012 às 12:50

um país sem uma sólida identidade cultural

A Ana deve ter lido esta frase vinda algures de um qualquer guru da direita, e agora repetiu-a sem reparar no que estava a escrever.

Os países modernos cada vez menos têm identidade cultural sólida, como resultado das fortes e imparáveis migrações (emigração e imigração). Cada vez mais a identidade cultural é diluída.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 13:16

Luís Lavoura, read my lips: eu não sigo gurus, sejam de esquerda ou direita, e muito menos papagueio o que dizem.
Sei muito bem o que escrevi: exactamente porque nos outros aspectos tudo se dilui (e nada tenho contra o federalismo, parece-me até que será a única hipótese de sobrevivência deste modelo europeu, se é que ainda há alguma hipótese) é que a identidade cultural de cada país deve ser cuidada. É o que pode distinguir os países uns dos outros, preservando a sua memória histórica e os seus valores. As migrações são inevitáveis e introduzem novos hábitos, mas não têm necessariamente de alterar os fundamentos de uma cultura.
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De Tiago Cabral a 11.07.2012 às 15:16

A base cultural que a Ana fala está a ser substituída pela bandeirinha em punho em frente a um qualquer televisor. O povo quer-se estúpido, manso e pouco informado, não vá de repente querer levantar alguma dúvida. O empobrecimento do país está a ser, acima de tudo, cultural.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 15:26

Não vou tão longe, Tiago, já não vivemos em ditadura. Não acho que seja intencional, é ignorância mesmo. E não sei o que é pior, acredite.
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De Tiago Cabral a 11.07.2012 às 15:52

Não é preciso viver em ditadura para querer alienar um povo, Ana. A reforma do poder local, por exemplo, basicamente uma extinção de freguesias baseado numa folha excel com gráficos e tabelas, é a prova que o Estado está a querer abandonar os seus cidadãos. E a extinção de freguesias é um abandono cultural. Não pode ser por ignorância Ana, sinceramente não acredito.
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De fernando antolin a 11.07.2012 às 17:22

Não vivemos em ditadura, Ana. Vivemos em democratura... não sei o que será melhor...
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 18:52

Esta democracia está a dar tristíssimos resultados, concordo. Foi concebida para seres honestos, equilibrados e justos, e estamos todos tão longe desse modelo de perfeição...
Apesar disso, Fanas, não conheço outra forma de organização de sociedades que seja melhor.
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De Vasco a 11.07.2012 às 14:16

Ah, se é moderno então está bem - o que interessa é ser uma nulidade multi-cultural.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 14:56

Pois. Em nome de uma modernidade que ninguém sabe definir muito bem mas fica bem na fotografia, cometem-se os maiores erros de fundo. Quem é que quer ser conotado com atitudes que possam ser classificadas de retrógadas, mesmo que estejam correctíssimas? Mais vale não arriscar...
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De Luís Lavoura a 11.07.2012 às 15:08

Quando utilizei a palavra "moderno" foi-o no sentido objetivo - um país moderno é um país atual, um país de hoje. Não o foi com qualquer sentido valorativo.
Eu disse que um país moderno, isto é, um país atual, um país de agora, tem muitos emigrantes e imigrantes. Isto é assim, quer nós gostemos, quer não.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 15:19

Um país moderno, actual, de hoje, tem obrigação de velar pela sua cultura e de preservar a sua história. Contrariamente ao que insinua, não tenho nada a opor às migrações. Pelo contrário, acho até estimulante e enriquecedora a convivência de culturas diferentes. Mas isso não significa que o país de acolhimento perca as suas referências, a sua identidade. Isso só fará com que se sinta perdido e inseguro, logo, mais intolerante.
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De CeC a 11.07.2012 às 12:57

Tudo muito certo e cheio de razão; não digo o contrário. O certo, no entanto, é que a cultura em Portugal faz-me pensar num Portugal envelhecido, e explico: indo ao Teatro apenas tenho como companhia casais idosos; poucos jovens sabem, ou têm noção do que é ir à Revista; no outro dia ouvia na Antena 2 sobre um concerto que a Orquestra do Algarve iria dar em Albufeira - fazendo menção sobre tal a algumas pessoas, disseram-me que nessa noite iam haver outras festas por Albufeira, mas eram de bares e discotecas, desse concerto não tinham conhecimento nem interesse; etc.

É óbvia a pertinência da Cultura, mas a crua realidade é que somos -na maioria- uma nação pouco interessada nessa Cultura. E quando não há interesse...
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 13:29

CeC, o interesse tem que ver com a oferta e a divulgação. Além de uma educação de base, que estamos a descuidar cada vez mais. Ninguém deseja o que não conhece.
Dou-lhe um exemplo: em Itália é frequente ver em feiras de rua (e falo da província, note-se) uma orquestra clássica a tocar num coreto. Não é o único tipo de música que os italianos têm à escolha, claro, mas a música de qualidade faz parte do cardápio e é consumida com o mesmo gosto do que um cantor da moda. É a isto que eu chamo educação cultural de base.
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De CeC a 11.07.2012 às 14:36

Mas lá está; o conhecimento apenas se daria pela acção das Câmaras e Freguesias, e talvez aí surgisse o tal interesse que se deseja. O próprio exemplo que a Ana dá, e bem, certamente terá um incentivo local, não estatal.

Além do mais e porque tudo não são más noticias, ou melhor.. até são -que apenas o que é mau se transforma em mediático-, o Governo teve uma iniciativa que pouco ou nada se falou, fosse pela blogosfera, fosse nos média.

Peço previamente desculpa pela publicidade, mas não deixa de ser interesse o pouco destaque que esta noticia teve: http://t.co/a8chDBIW
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 15:06

CeC, agradeço a informação que não conhecia. Fico contente que haja essa iniciativa alargada ao país. Eu sou uma privilegiada, vivo em Sintra, onde a oferta cultural é variada e rica. Mas não é assim em todo o país. Concordo que as Câmaras têm um papel fundamental na divulgação destes programas "alternativos" (não deviam sê-lo, sequer) para despertar o interesse neles e criar o hábito. Mas também sei que é um trabalho de fundo, tem de vir mais de trás... muitas vezes o nível cultural dos próprios autarcas é baixíssimo.
Mas quero esclarecer que não subestimo o trabalho da SEC, o que sei é que ninguém pode fazer omeletes sem ovos. A minha crítica vai para quem acha que em tempos de austeridade a cultura deve ficar no saco do que é supérfluo, e não do que é essencial.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 15:10

A comunicação social também tem culpas no cartório, tem razão: está demasiadamente manipulada pelos poderes e contra-poderes para ser isenta na escolha e na divulgação de notícias.
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De Luís Lavoura a 11.07.2012 às 15:19

Vejo que a Ana é uma puritana. Só come em restaurantes portugueses (nada de comida italiana, chinesa nem indiana, muito menos japonesa). Só vê filmes portugueses (que temos nós a ver com o ambiente cultural americano, ao fim e ao cabo?). Teatro, só Bernardo Santareno e Gil Vicente, nada desses autores ingleses que agora estão na moda. Livros, Camilo e o Saramago, nada daquelas traduções que o Pedro Correia para aí propagandeia. Música, só portuguesinha da silva.
Assim é que é bonito. A Ana é uma pessoa pura. Mas, talvez, um tanto limitada nos seus horizontes culturais.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 15:24

Saramago, Bernardo Santareno? Então em que ficamos, eu não era de direita??

Você é um pateta, Luís Lavoura. A sua sorte é que ainda lhe vamos dando conversa aqui no Delito, mas não abuse.
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De fernando antolin a 11.07.2012 às 17:29

E como já disse algures, falamos de Estadistas e Políticos, quando falamos de Winston Churchill. Não falamos de " coisinhos " ...
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De Helena Sacadura Cabral a 11.07.2012 às 16:52

Ó Ana há dias ouvi esse homem extraordinário que é o Prof. Sobrinho Simões e fiquei estarrecida com a verba para investigação que até exportamos...
Se não houver cultura e ciência que fica? A mulher mal comportada que se chama política!
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 19:04

Outra aberração, Helena. Temos cientistas eminentes e reconhecidos no mundo inteiro, que emigram para desenvolver os seus projectos ou vão tentando inventar por cá a fórmula de fazer omeletes sem ovos...
Ainda há pouco tempo li a notícia de uma cientista portuguesa que recebeu um prémio internacional importante pelo seu trabalho num laboratório de cá, onde há anos desenvolvia uma investigação sem os recursos de que precisava para ir mais longe. O prémio era uma quantia em dinheiro muito razoável, e era um prémio pessoal. Sabes o que ela fez com ele? Comprou equipamento para o laboratório para poder continuar o trabalho em melhores condições. Entretanto, quantas empresas do Estado não abdicaram de renovar o parque automóvel dos seus quadros superiores? Não merecemos os nossos melhores, é o que é.
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De Orlando Sousa a 11.07.2012 às 17:25

Será que não deram conta que não há Secretaria de Estado da Cultura? Não existe mesmo, não estou a brincar.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 19:09

Explique lá isso melhor, Orlando. Não está em hibernação, afinal? Não me diga que a troika também exigiu a extinção da SEC...
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De Orlando Sousa a 11.07.2012 às 19:37

Cara Ana
Na orgânica deste governo não existe qualquer Secretaria de Estado da Cultura, extinguiram o MC, mas também a respectiva Secretaria de Estado.
Quanto ao Secretário de Estado, ou melhor, ao que ao fim de um ano fez, nem é bom falar, e nada tem que ver com questões financeiras.
Cumprimentos
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 23:04

A simples existência de um Secretário não pressupõe a de uma Secretaria? Ou será que entrámos de vez numa twilight zone qualquer e eu não dei por isso?
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De Orlando Sousa a 11.07.2012 às 23:47

Pois.......é uma modalidade, mas cá tem um ano.
Por isso é que acho piada quando muita gente na blogosfera e nos jornais se refere à Secretaria de Estado da Cultura........
Por isso é que a discussão em torno dos apoios à cultura está como está, etc etc.
A discussão/reflexão sobre política cultural implica também discutir/reflectir qual deve ser a orgânica, acho eu, mas.......
Aliás diga-se que desde 1980 (quando foi concebido o modelo que vigorou até ao ano passado, com ou sem Ministério) é a primeira vez que além de não haver Secretaria de Estado, o próprio titular não tem assento em Conselho de Ministros.
Cumprimentos.
Orlando
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De lucklucky a 11.07.2012 às 18:10

A Cultura não tem nada que ver com qualquer Ministério da Cultura.
Tem muito mais cultura este blog que muitas peças de teatro...
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 19:16

Luck, a Cultura tem TUDO que ver com o Ministério da Cultura. É para isso que ele serve, ou devia servir. O que não significa que não seja vivida e promovida pela sociedade civil, blogosfera incluída. Mas obrigada pelo elogio ao Delito.
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De João G Veloso a 11.07.2012 às 19:12

Ana

Será que já te disse que agora sou um estúpido e dispensável arrogante, porque convictamente me marginalizo da corrente dominante em que navega uma enorme maioria dos meus conterrâneos?
Sei que fazemos todos parte do problema e por ele somos responsáveis. Sei também que bem podemos passar a vida a maldizer os nossos governantes, o facto é que eles são o nosso espelho e são-no por nossa expressa vontade e/ou apatia, sobranceria, sei lá, desconfiança, cepticismo ou qualquer coisa do género como o que me levou a não ser capaz de votar nas últimas legislativas.
Pois estes (nem sei como tratá-los nem quero meter todos no mesmo saco) no mínimo muito limitados governantes que temos, têm todo o direito de fazer o que bem entendem, estão para isso legitimados pelos que neles votaram, a tal enorme maioria dos meus conterrâneos com os quais desalinho e desatino.
Esta 'cumbersa' toda para dizer que, óbviamente, não estou em desacordo contigo, só não me parece que faça muito sentido blogar isto agora, pelo menos para mim pois desde cedo desconfiei desta e de outras inevitabilidades.
Desculpa a minha insistência, mas espera pelo que ainda está para vir e vai enchendo as tuas canetas de tinta, pois ou muito me engano ou muitos e bons pretextos terás para blogar a tua não resignação ao rumo a que nos obrigam.

Um beijo para ti e agora por uns tempos não te chateio mais, apenas cusco, até porque já tenho o alinhadíssimo Pedro Correia à perna :-)
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 19:36

Ah, mas nisso estamos inteiramente de acordo. O que faz de mim uma estúpida arrogante também, ao que parece. Só diferimos na atitude: eu acho que vale sempre a pena discutir estes e outros assuntos, e "blogá-los" (sobretudo num blogue com a projecção do Delito) é uma forma de lançar a discussão sobre aquilo que queremos tirar de baixo do tapete. Gastando latim sem resultados visíveis? Talvez, mas mesmo assim. Tu já desististe? Então não te podes queixar muito...

Mas não deixes de vir comentar, please. Aqui fomenta-se o debate de ideias, e se tens o Pedro à perna é bom sinal. Aguenta-te! Bjs :-)
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De Pedro Correia a 12.07.2012 às 00:19

Espero que o nosso amigo Veloso não se tenha ofendido com a oitava do Camões que tive o gosto de lhe dedicar.
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De Ana Vidal a 12.07.2012 às 00:29

Não, ele não se ofende com essa facilidade. Já lá fui ler-vos, tinha-me escapado essa troca de galhardetes. :-)
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De Viriato a 11.07.2012 às 22:09

Ao contrário de Lavoura (temos de invocá-lo novamente por razão de argumento), não creio que tenhamos alguma hipótese de nos safar no mapa do mundo que se vai desenhando se não afirmarmos de forma mais radical a nossa identidade. Isto passa por algum fechamento, sem dúvida, mas não um fechamento no fufafá e no orgulhosamente sós como aqueles que não têm mais argumentos gostam de impôr no debate porque sabem que vai mexer nas campaínhas dos medos todos.

Temos de reconstruir a nossa Economia rapidamente. A integração Europeia é uma miragem, o multiculturalismo é uma miragem (um mundo à Lavoura implode em menos de 50 anos) - seremos segundos em tudo apenas porque não temos dimensão suficiente para sermos os primeiros. Precisamos de um modelo económico sofisticado: uma espécie de cidades medievais mas para o século 22, com regras e fronteiras. Pensem nisto.
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 23:35

Viriato, talvez um mundo multicultural acabe por implodir em 50 anos, mas é o mundo que temos. Nisso dou razão ao Lavoura, é uma inevitabilidade. Por isso é que defendo uma atenção redobrada à questão identitária e cultural, mas não à custa de muralhas, fechamentos de fronteiras ou modelos feudais. Isso só faria com que a implosão causasse ainda mais vítimas.
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De Mário Pereira a 11.07.2012 às 22:59

Uma Europa dominada pelos gurus da economia, não: um Mundo...
Economistas, esses "cientistas" que nunca acertam nas previsões e que, mesmo depois de as coisas acontecerem, nunca se entendem, nem sobre as causas nem sobre as soluções.
2 economistas = 2 opiniões (pelo menos...)
20 » = 20 » ( » )
E por aí fora...
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De Ana Vidal a 11.07.2012 às 23:43

Um Mundo, sim. Mas é na Europa que estamos, por isso falei na Europa.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 12.07.2012 às 02:42

Quando falamos de cultura, falamos de quê? A escola portuguesa não lança as bases nos jovens para terem uma formação cultural, incentivando-os a terem habitos de leitura, conhecimentos musicais mesmo basicos, mas que os levem a desenvolver o gosto pela musica, as escolas de uma maneira geral não organizam peças de teatro, etc. É na escola que tudo começa, e atrevo-me a dizer que estamos piores agora do que antes do 25/4.
Vivo numa cidade de provincia, e quando eu era jovem, havia dois cineclubes, varias sociedades recreativas com grupos de teatro amador, duas academias de musica, e durante anos a Gulbeikien trazia a Portugal orquestras sinfonicas e cantores liricos estrangeiros que percorriam a provincia proporcionando a quem lá vivia a oportunidade de ver e ouvir ao vivo a musica que só conhecia dos discos. Os meus pais levavam-me a ver esses concertos e não tenho duvidas de que o gosto que hoje tenho pela musica, qualquer musica desde que seja de qualidade, veio daí.
É isto, que hoje infelizmente já não existe, a cultura de que a Ana fala?

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De Ana Vidal a 12.07.2012 às 19:46

É isso também, Alexandre. Ou melhor, é sobretudo isso. Confiou-se à televisão e à net o papel que devia ser dos pais e dos professores na educação cultural dos mais novos. E os resultados estão à vista.

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