Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Salários

por Ana Margarida Craveiro, em 03.07.12

Há uma parte pouco referida nesta história dos salários de 4 euros à hora. E essa parte deveria ser uma vergonha nacional: quem ganha 500 ou 600 euros entrega metade disso ao Estado, em impostos e segurança social. Quem é o verdadeiro explorador?


15 comentários

Sem imagem de perfil

De Pedro a 03.07.2012 às 09:36

Precisamente. E o mesmo já acontecia com outros profissionais qualificados.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 03.07.2012 às 09:53

Que eu saiba, quem ganha 500 ou 600 euros mensais não paga impostos (IRS) praticamente nenhuns.
Paga segurança social, claro, mas esse dinheiro é basicamente uma poupança (forçada) para efeitos de reforma.
Imagem de perfil

De Leonor Barros a 03.07.2012 às 13:27

Ai não? Se estiver a recibos verdes tem de pagar à Segurança Social 30% do que aufere. Como é bom ser professor universitário e vir para aqui debitar disparates sobre quem ganha uma MISÉRIA!!!! A cátedra sobranceira é muito confortável.
Imagem de perfil

De Leonor Barros a 03.07.2012 às 10:10

É uma vergonha. Desgraçados dos que dependem dos 'recibos verdes'. Mas isso não tira em nada o desrespeito de pagarem 4 euros à hora a um enfermeiro, só piora a situação. É como digo, mais vale ir limpar casas.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 03.07.2012 às 11:29

A Leonor parece considerar que um indivíduo, só por ser enfermeiro diplomado, tem um direito qualquer a auferir melhor salário do que outro que, por exemplo, limpa casas.
É impressionante ver uma pessoa, nos tempos que correm, a afirmar que é "um desrespeito" pagar tal salário, como se ainda estivéssemos no tempo em que o respeito (pelos "doutores") era muito bonito.
É naturalíssimo que, havendo mais enfermeiros disponíveis do que pessoas para limpar casas ou para cavar a terra, estas últimas tarefas aufiram melhor salário do que a enfermagem.
Sem imagem de perfil

De Isa a 03.07.2012 às 14:29

Eu concordo com a Leonor, não é porque é doutor, mas porque se especializou nisso. Um enfermeiro, se tiver de o fazer, lava escadas. Um lavador de escadas, se tiver que o fazer, não é enfermeiro. parece-me simples... a saúde não é um mercado de fruta. ou outro mercado qualquer. essa cegueira, essa obsessão com o mercado levou-nos onde levou. A saúde precisa de pessoas especializadas, sim. tal como precisa a polícia, a justiça, as finanças e tal.
Imagem de perfil

De Leonor Barros a 03.07.2012 às 15:06

'A Leonor parece' mas parece-lhe muito mal para manter o seu estilo único.
Está em causa um trabalho especializado, de enorme responsabilidade. Não lhe parece que só por isso deviam ser pagos condignamente? Pois eu tenho a certeza. Essa dos doutores e engenheiros deve ser delírio seu. Alguma vez disse tal?
E outra coisa: parece-me então que o Luis Lavoura está a auferir o seu salário indevidamente. Faça as contas: 4 euros à hora x 8 horas de trabalho, são 32 euros. x 5 dias da semana são 160 euros. Multiplique por 4 semanas: 640 euros, agora retire 30% restam-lhe sensivelmente 426 euros. Tudo o que ganhar acima disto é de mais. Andou a estudar? É 'doutor'? acha-se bem pago porque tem um lugar que considera compatível com o seu salário e competente? Temos pena. Ou julga que lá porque andou a estudar acha-se mais que os outros?
Sem imagem de perfil

De l.rodrigues a 03.07.2012 às 10:50

Prefiro de longe descontar para a reforma, saúde, educação e fundo de desemprego, do que para os lucros de oportunistas. Você não?

Sem imagem de perfil

De c. a 03.07.2012 às 13:54

Há quem prefira mandar no seu dinheiro e tomar as decisões que o afectam por si mesmo.
Não prefere?
Eu sei o que fazer para a minha reforma e que medidas tomar com a saúde. E uma coisa lhe digo, preocupo-me mais comigo do que o estado ou os burocratas que vivem de se preocuparem comigo.
Sem imagem de perfil

De l.rodrigues a 03.07.2012 às 14:53

Qual é exactamente a parte, do dinheiro que vai para os intermediários do trabalho, em que manda?
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 03.07.2012 às 11:23

As reacções a esta história demonstram que o país nunca vai mudar. É estruturalmente Social-Fascista.

O que nos diz a informação - assumindo que não é um caso especial:
Há demasiados enfermeiros e ou há poucas empresas que contratam enfermeiros.

Mas parece que ninguém liga para tais factos.
Um até fala em "lucros oportunistas".

Sem imagem de perfil

De c. a 03.07.2012 às 14:00

Portugal está muito atrasado e, entre outras coisas, nunca compreendeu a economia moderna - aquela que surgiu com a revolução industrial - que não chegou a haver aqui senão de um modo muito incompleto.
O que compreendemos bem é a distribuição de favores, e as esmolas vinda de cima, memória dos tempos de um estado rico num país pobre.
Sem imagem de perfil

De L.rodrigues a 03.07.2012 às 16:11

Os factos é que há espaço para intermediários nas relações de trabalho, e isso só acontece porque há um laxismo nas leis ou na sua aplicação.

O que está em causa quanto a mim não tanto o preço do trabalho como o facto de, de pouco, ainda se tirar algum para alimentar actividades não produtivas.

Se há trabalho para enfermeiros, pouco ou muito, porque é que permitimos que não sejam os empregadores e os enfermeiros os únicos a intervir na negociação?
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 03.07.2012 às 21:17

"Se há trabalho para enfermeiros, pouco ou muito, porque é que permitimos que não sejam os empregadores e os enfermeiros os únicos a intervir na negociação?"

Então quer impedir a liberdade de comércio e associação?

O Estado quer deixar de gerir pessoas passando essa gestão para os privados. Porque será?
Será por causa das leis que o próprio Estado cria?
Essa é a questão principal.
Sem imagem de perfil

De João a 03.07.2012 às 13:30

"... os enfermeiros que aceitem trabalhar nos Centros de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, receberão apenas mais uns cêntimos do que um empregado de limpeza."

Não se trata de qualquer depreciação a quem trabalha em limpezas, actividades tão dignas como qualquer outra, mas antes, a vergonha a que chegaram alguns empresários da treta. Com um Estado que devia regular a nada fazer, e, ainda incentivar; numa área que deveria ser considerada “nobre”: os cuidados de saúde!

Contra esta rebaldaria, só me apetece alvitrar uma coisa a todos os Enfermeiros. Cada vez que um dos responsáveis por estes malefícios precisem dos vossos cuidados, programem uma das seguintes actividades:

- Algaliem-nos, passando primeiramente a algália (em vez de gel anestésico), por areia fina (em alternativa sal grosso);

- Ou como diz o Ricardo Araújo Pereira, metam-lhes uma sonda anal pelas "nalgas adentro"!

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D