Eheh. Esta é muito boa. É fundamental. Forma a grande trilogia de temas do Mancini, juntamente com 'Moon River' (de 'Boneca de Luxo') e 'Days of Wine and Roses' (de 'Escravos do Vício').
Confesso que não conheço muito bem o trabalho de Mancini, mas nesta música a marca da genialidade está bem presente. Deve ser dos sons que há mais tempo persistem no meu imaginário, fruto dos desenhos animados é certo, porque o filme, esse, só vi bem mais tarde.
Eis um tema musical que há-de estar sempre presente!
Peter Sellers, uma figura do cinema de que o Pedro poderá falar. Ao contrário do que muita gente julga, não era apenas um bom comediante, mas um actor de grande versatilidade. Derrotista, insatisfeito e autodepreciativo, não confiava em ninguém e acabou mal. Dou a palavra ao Pedro.
Não vi muitos filmes do Peter Sellers para dizer muita coisa sobre ele, mas adorei-o em "Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb".
Peter Sellers foi um génio da comédia, que teve a sorte de surgir no cinema no auge do género no seu país de origem. Era a época em que o Reino Unido dominava a Sétima Arte ao ponto de influenciar Hollywood e receber diversos cineastas americanos que lá se radicaram (Kubrick e Losey, por exemplo). Filmes como 'O Quinteto era de Cordas' e 'It's All Right, Jack' revelaram um actor excepcional que teria um dos seus papéis culminante em 'Doutor Estranhoamor', de Kubrick, em que se desdobrava por várias personagens. Mas foi tão bom no drama como na comédia. O filme dele que mais guardo na memória foi uma espécie de filme-testamento, uma das obras-primas dos anos 70: 'Bem-Vindo, Mr. Chance'. O papel de Chance, o jardineiro analfabeto que triunfa na alta roda da política americana, é um dos grandes papéis de sempre no cinema. Infelizmente Sellers morreu um ano depois, prematuramente. Como o João assinalou, teve uma vida curta e - como é de regra entre os actores de comédia - bastante infeliz.