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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 28.06.12

«O futebol não é a coisa mais importante do Mundo. Mas às vezes faz-nos sentir importantes no Mundo. Assim foi ao longo das últimas semanas. Assim foi ontem, mesmo perdendo contra a Espanha. Não apenas porque a equipa perdeu de pé. Mas porque a Selecção pôs de pé o país que anda de rastos. A bandeira esvoaça hoje por nós em cada cidade. Mesmo nas cidades estrangeiras. A Selecção fez um campeonato extraordinário. Do princípio ao fim. Quando teve o melhor Ronaldo e quando não o teve. O seu desempenho foi não só notável como surpreendentemente melhor do que esperava. Antes, muitos, como eu, descreram da equipa, mal embalada por jogos particulares medíocres. Antes, alguns, como Manuel José e Carlos Queiroz, chamaram os jogadores de vedetas coquetes. Pedirão agora desculpa? Não precisam: devem estar suficientemente corados de vergonha.»

Pedro Santos Guerreiro, no Record

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20 comentários

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De FERNANDO AMORIM a 28.06.2012 às 12:17

O problema ontem foi que a Espanha era a única equipa com um Treinador. Apenas isso...!!
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 18:02

Se calhar tem razão. Portugal qualificou-se para a fase final do Europeu, venceu a Dinamarca, venceu a Holanda, venceu a República Checa, empatou em campo com os campeões do Mundo e ficou em terceiro lugar no Euro 2012 precisamente por não ter treinador. Haja paciência...
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De Pedro Barbosa Pinto a 28.06.2012 às 12:41

Faço parte dos que não acreditavam que esta Selecção passasse a fase de grupos. Mas ela foi capaz de me surpreender e muito, pela positiva. Esta Selecção teve:

Liderança, sem dúvida!
Idealismo, muitíssimo!
Empenho, até ao limite!
Determinação, em todos os jogos!
Solidariedade, entre todos os elementos!
Objectividade, nos propósitos!
Nervo, para conseguir engolir certos sapos!

Ainda assim, fiquei com a sensação que lhe terá faltado qualquer coisa!?!?
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 18:03

Claro que faltou qualquer coisa, Pedro. Mesmo assim, há que reconhecer - como é o seu caso - que esta selecção ultrapassou todas as expectativas, mesmo as mais optimistas. O que, só por si, já é uma proeza. Temos a terceira melhor selecção europeia de futebol. Em que outra actividade poderemos gabar-nos do mesmo?
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De Seca-Adegas a 28.06.2012 às 22:20

"Em que outra actividade ..."
a vinícola, sem dúvida.
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 22:56

Ah, sim. Tinha-me esquecido do Mateus Rosé.
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De Octávio dos Santos a 28.06.2012 às 13:53

«A Selecção fez um campeonato extraordinário. Do princípio ao fim. Quando teve o melhor Ronaldo e quando não o teve. O seu desempenho foi não só notável como surpreendentemente melhor do que (se) esperava.»

Já não há pachorra para tanta parvoíce...

As «vedetas», sim, é que deviam pedir desculpa e corarem de vergonha.
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 18:00

Desculpe, mas não percebo. Portugal, em matéria de futebol, deve corar de vergonha porquê? Por ter a sua selecção "apenas" em terceiro lugar entre as 16 melhores selecções europeias? Por ter aquele que é, reconhecidamente, o melhor treinador do mundo? Por ter aquele que é, seguramente, um dos dois melhores jogadores do mundo?
Tirando eventualmente a exportação de cortiça conhece algum outro sector em que Portugal tenha melhor desempenho em termos internacionais?
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De Octávio dos Santos a 28.06.2012 às 19:38

Quando o «melhor treinador do Mundo» - que o é, concordo - treinar a «seleção» portuguesa, talvez aí, sim, quem sabe, se ganhe finalmente qualquer coisa. Mas será difícil, porque a «cultura» nacional de derrota e de desculpabilização é muito grande, muito forte, muito entranhada.

E um «melhor jogador do Mundo» tem a obrigação de «carregar a equipa às costas» - isto é, jogar, fazer jogar e marcar - até ao triunfo final. Como Beckenbauer em 1974. Paolo Rossi em 1982. Platini em 1984. Maradona em 1986. Gullit em 1988. Matthaus em 1990. Romário em 1994. Zidane em 1998 e 2000. Ronaldo (o brasileiro) em 2002. O Cristiano já teve até hoje cinco oportunidades para fazer o mesmo. Falhou-as todas.

«Outro sector em que Portugal tenha melhor desempenho em termos internacionais»? Para continuarmos no desporto... o atletismo: já nos deu campeões olímpicos, mundiais e europeus.
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 23:05

É verdade. No atletismo já fomos campeões. E no hóquei em patins também. Mas no futebol nem sempre as equipas mais lembradas são aquelas que levam a taça para casa. O terceiro lugar de Portugal no Mundial de 1966, em que Eusébio deslumbrou tudo e todos (e foi o melhor marcador do torneio), é um desses exemplos. Ou a Holanda de Cruyff, a da 'laranja mecânica', que ficou em segundo no Mundial de 1974 mas deixou melhores memórias do que a vencedora Alemanha. Ou a deslumbrante selecção brasileira de 1982 (mais lembrada do que a vencedora Itália).
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De Octávio dos Santos a 29.06.2012 às 00:13

O que é mais importante, Pedro? Ser o mais lembrado ou levar a taça para casa?

É natural que, do Mundial de 1966, nós, portugueses, nos lembremos mais da equipa portuguesa. Porém, se perguntar a qualquer estrangeiro, muito provavelmente ouvirá que o que mais recordam dessa prova é a final entre Inglaterra e Alemanha e a polémica da «bola-que-entrou-ou-não.»

Pergunte, em especial, a um holandês se valoriza mais a equipa de 1974, que perdeu, ou a de 1988, que ganhou. Ou a um brasileiro, entre as equipas de 1982 e de 1994 (ou 2002).

E nem todas as maiores memórias são as melhores. Será que também recorda com ternura o murro de João Pinto ao árbitro em 2002?
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De Pedro Correia a 30.06.2012 às 01:49

Depende. Quase meio século depois, o Eusébio ainda é lembrado por esse Mundial (onde foi o melhor marcador, com nove golos). Ao nível de um Charlton, de um Bobby Moore e de um Beckenbauer.
A Holanda de 1988 era excelente (acompanhei esse torneio com toda a atenção e ainda me recordo desse fabuloso trio Gullit-Rijkaard-Van Basten). Mas um primeiro lugar num Europeu não difere muito de um segundo num Mundial. E a verdade é que ainda hoje todos falam na 'laranja mecânica' de 1974.
O murro do João Pinto nada tem a ver com isso. Merece ser recordado apenas por maus motivos. Para que não se repita.
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De FERNANDO AMORIM a 28.06.2012 às 18:17

Tenha paciencia, mas ontem foi nitido. Faltou um pensador de bola no nosso banco.
Fora da discussão ficam os jogadores, pois jogam em muitas das grandes equipas desta nossa Europa.

Durante o jogo todo fiquei sempre com a sensação que não havia treinador na nossa Equipa.
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De Pedro Correia a 28.06.2012 às 18:32

Se chegámos ao terceiro lugar "sem treinador", imagine só o que sucederia se o tivéssemos: no mínimo, seríamos campeões.
Agora percebo melhor por que motivo Manuel José e Carlos Queiroz tanto criticaram Paulo Bento e a selecção antes do Euro 2012. Pena Queiroz não ter demonstrado há dois anos, no Mundial da África do Sul, melhor trabalho do que PB agora demonstrou.
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De Laura Ramos a 29.06.2012 às 02:43

Ah.... Eis as sementes para a compreensão da Académica...
Pois, já sei: não têm acompanhdo.
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De Pedro Correia a 30.06.2012 às 01:49

Não me fales da Académica, Laura. Ainda não me passou a azia...
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De Laura Ramos a 30.06.2012 às 02:43

Ó Pedro, tem piedade! Sempre é coisa com mais pergaminhos do que o Naval...
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De Pedro Correia a 30.06.2012 às 21:55

Ah, isso sim. E eu cheguei a ter alguma simpatia pela excelente equipa da Académica dos tempos áureos, quando ainda era formada por estudantes. Depois mudou de sexo, tornou-se 'Académico', e nunca mais a consegui encarar da mesma forma. Mesmo quando voltou a ser 'menina' outra vez.

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