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A importância dos detalhes

por Teresa Ribeiro, em 25.05.12

Ler na Imprensa que "um ministro ameaçou divulgar na Internet dados pessoais de uma jornalista" tem um impacto tremendo. A indignação é inevitável, o escândalo previsível. Mas quando se sabe que a intenção enunciada era a de divulgar que essa jornalista vive com o militante de um partido da oposição percebe-se os contornos da contenda e já não é bem sobre inadmissíveis abusos de poder que ficamos a cismar mas sobre as vicissitudes das relações entre políticos e jornalistas. 

Hoje o Público esclarece que não fosse a jornalista em causa levar todo este caso ao Conselho de Redacção, o assunto nem teria chegado a transpirar para fora do jornal. A fazer fé no que este artigo revela, Miguel Relvas exaltou-se ao telefone, disse o que não devia, mas depois pediu desculpa. É certo que um ministro de Estado não se deve exaltar ao telefone com jornalistas, mas fazer deste incidente o seu auto de fé político parece-me manifestamente exagerado. Nunca fui fã de Relvas, mas por princípio sempre que um ministro cai, gosto que seja por razões que o justifiquem.

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37 comentários

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De am a 25.05.2012 às 22:50

Nunca entendi a razão do porquê da classe de jornalistas ser considerada a mais pura e sagrada:
Não há corruptos, caloteiros, difamadores, desonestos, etc

É tudo boa gente, acima de quaisquer suspeitas... Irra... tantos santos e santinhas!
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De Laura Ramos a 25.05.2012 às 23:45

Por acaso a (o) "am" tocou no nervo da questão:
- Porque é que a classe jornalística goza de um permanente estado de graça, como se usufruisse de um estatuto de imunidade e de presumida boa fé universal? Em métodos e em intenções?... Nada mais imerecido. Ou por outra, nada de tão abusado que não se tivesse tornado imerecido.
Esta Bárbara R. não me convence, desculpem-me...
E se o M. Relvas não está nada bem na foto, também é verdade, como já disse noutro sítio:
- Isto não vos cheira a nada?! Caramba, fabrica-se o monstro e depois do anátema é só servir o petisco à medida. Come-se qualquer coisinha...
Temos, pois, mais uma novela, à medida dos noveleiros que por aí pululam.
Sirva-se do banquetezinho miserável quem quiser.
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2012 às 00:32

E entretanto o juiz Carlos Moreno hoje no Parlamento disse que "há benefícios sombra" para os privados nalguns contratos das PPP, coisa de somenos, e que repercussão é que isso teve comparado com esta novela do Relvas e do Público?
Não se entendem estes critérios jornalísticos.
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De Laura Ramos a 26.05.2012 às 00:50

Eis um bom exemplo... esse que dás.
Este hábito (ia dizer truque...) de espremer tangerinas anãs até à pura exaustão é simplesmente deplorável. E os limões?... São demasiado acres para o estômagozinho dos portugueses? São.
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De Pedro Almeida a 26.05.2012 às 00:40

Um jornalista e um politico não podem ter um relacionamento amoroso?

É obrigatório um jornalista declarar publicamente com quem anda a dormir?

Se as notícias que essa jornalista publica são falsas é preciso "denunciar" com quem ela dorme para as refutar?

Ameaçar alguém de tornar público um seu relacionamento caso saia determinada notícia no jornal, no mínimo mostra baixeza de carácter, no máximo mostra uma apetência pidesca.
Tenho pena que a Teresa não o compreenda, ainda para mais num país que para alguém se demitir só fazendo cornos em plena AR.

Realmente se há coisa que este governo conseguiu provar é que o povo tem sempre razão e que as moscas lá se vão revezando.
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De Teresa Ribeiro a 27.05.2012 às 21:36

"Se as notícias que essa jornalista publica são falsas é preciso "denunciar" com quem ela dorme para as refutar?" - acredita mesmo que era isto que ia acontecer? Já leu a notícia do "i" que eu linkei no post que escrevi mais acima?

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De monge silésio a 26.05.2012 às 01:21

1. O ministro não foi eleito. Como qualquer ministro.

2. Isto é tudo treta. E estou como a Teresa: detesto personalidades como o Relvas, o "umbada" (musica do Clemente), o festivaleiro, e porreiraço, fixe, ganda bué de pinta.

3. Mas, tretas de puto: o menino diz à menina "se não me fizeres trabalho de casa , digo à mamã que beijaste o Ricardo ontem por detrás da capela", e ela ela...ela ...ficou "pressionada". Que "pressão"...que jornalismo...

4. Valha-me Deus, Reino da Nadologia.

5. Se Relvas respeitasse o contribuinte que lhe paga, já teria eliminado câmaras e freguesias, e extinto a RTP por emergência nacional pois é "corte".

6. Se Relvas respeitasse o contribuinte que lhe paga, já teria posto na ordem os dirigentes da bola ou até acabado o futebol.
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2012 às 16:30

Em rigor, os ministros não são eleitos. Tem toda a razão. Mas mesmo sem rigor, penso que o monge percebeu o que eu queria dizer.
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De cblue a 26.05.2012 às 03:46

Pois eu acho que a telenovela revela o carácter do senhor Relvas. E eu scho que tenho o direito de exigir que as pessoas que me/nos governam sejam pessoasa de carácter moral, ético e cívico de excelência. Só assim pderão governar bem, com sabedoria e independência. E depois, um ministro que, irado, logo parte para o "queixinhas", é muito ridículo, pobre e sobretudo muito petigoso. O homem é perigoso ( a incompetência associada á falha de carácter é uma bomba atómica ).
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De c. a 26.05.2012 às 17:59

cblue,
Tem toda a razão. Além do mais parece-me incompetente e incapaz de fazer as reformas.
Quanto à jornalista, não se pode pôr no mesmo plano: posso deixar de comprar um jornal, mas já é bastante mais difícil evitar ser afectado por decisões de ministros incompetentes.
Pôr um ministro e um jornalista em pé de igualdade só mesmo neste país! Como Nixon devia gostar de ter vivido por cá!
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De am a 26.05.2012 às 10:42

Volto com uma sugestão aos senhores e senhoras jornalistas:

Em telefonemas "oficias" façam como a PT/Zone e quejandas...

" A sua chamada será gravada..."
Tão simples... mas não... o que lhes convém é o enredo da novela.

A directora do Publico e a jornalista, merecem tanta confiança como o Relvas e os relvados deste mundo subterrâneo...

Que tal, por exemplo, o C. Manhã " manchetar":
"Caso Relvas
Directora do "Público" recebeu telefonemas da Associação de Municipios" para....etc

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De Anónimo a 26.05.2012 às 17:45

O meu comentário de hoje de manhã ainda não foi publicado, ao contrário de outros posteriores. À boa maneira do Relvas portanto. Se fosse a elogiar... Estou esclarecido quanto à liberdade que aqui (não) se pratica... Vai na volta foi uma pressão da minha parte...
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2012 às 18:08

Temos na barra lateral o arquivo de todos os posts que aqui foram publicados. Pode fazer consulta segundo a data e segundo o autor. Não lhe faltarão exemplos de pluralismo e isenção. São duas características do Delito de Opinião de que nos orgulhamos. Porém, como reparou, os comentários que aqui chegam são sujeitos à nossa aprovação. Pretendemos com isso evitar os que não correspondem à ética e educação que exigimos a nós mesmos enquanto autores do blogue.
Acha mesmo que eu consentiria que um comentador, ainda por cima anónimo, se servisse de um post meu para criticar injustamente pessoas que não menciono no texto e nada têm a ver com o assunto que trouxe à discussão? Se é apreciador dessse género de "debate" veio bater à porta errada.
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De Laura Ramos a 26.05.2012 às 22:40

E mais nada, Teresa! (tenho a impressão que este anónimo aqui é o tal do costume).
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De Teresa Ribeiro a 27.05.2012 às 15:33

Não sei se é, Laura, mas há muitos, anónimos e não só, cuja ideia que têm de debate é apenas esta, infelizmente..
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De c. a 26.05.2012 às 17:53

Os ministros são nomeados por escolha pessoal do primeiro-ministro, a qual - não é o caso presente, bien sur, até pode ser torpe. Mas não são, por isso "democraticamente eleitos", e a sua legitimação dura o que deve durar.
Na Grã-Bretanha ou em qualquer outro país do 1º mundo já estava demitido, por esta e por outras, há muito tempo.
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2012 às 18:24

Já tinha reparado que os ministros são eleitos por escolha do primeiro ministro. De facto a expressão que eu usei não foi rigorosa. Achei, porém, que não era preciso detalhar. Mas já está emendado.
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De Observador do Caos a 26.05.2012 às 23:35

Li a totalidade dos comentários e verifiquei que todos tocam no acessório, tal como o post da Teresa Ribeiro: o caso Relvas-Público é apenas um iten do CASO Relvas-Secretas . Acho menor que o ministro seja demitido pelo diz-que-disse-à-jornalista-mas não-disse , mas já me surpreende que possa ser mandado para a OCDE ou para a UNESCO, ou para onde entenderem, por causa de todas as contradições (mentiras) que são notórias à medida que se conhece o dossier sobre o relacionamento com o tal de Silva Carvalho.
Um governante deve ser um exemplo, mas este saiu-nos um grande exemplar.
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De Teresa Ribeiro a 27.05.2012 às 21:43

É do caso Relvas-Público que fala este post, caro Observador e justamente para dizer que não é importante. Sim, o caso Relvas-secretas é que é relevante, mas como não gosto de me precipitar e alinhar em linchamentos públicos sem saber exactamente o que se passa, estou à espera, a ver se da montanha sai um rato, uma ratazana ou um bicho de grande porte.
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De Sara a 27.05.2012 às 01:00

Este post é inacreditável... Temos um ministro que está envolvido em quase tudo o que é dúbio. Temos um ministro que é responsável pela comunicação social e liga para uma jornalista a fazer ameaças porque a jornalista lhe apanhou mais uma mentira. Note-se que não liga a justificar que a informação descoberta pela jornalista está errada, liga, sim, para ameaçá-la com coisas muito democráticas como um blackout do governo ou revelações da vida privada. Se isto não são razões mais do que suficientes para um ministro cair, então realmente temos o país que merecemos.
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De Nascimento a 27.05.2012 às 19:44

"Hoje o Público esclarece que não fosse a jornalista em causa levar todo este caso ao Conselho de Redacção, o assunto nem teria chegado a transpirar para fora do jornal"
Percebe Sara?Não? O problema é que a jornalista, essa parvalhona, "levou o caso ao Conselho de Redacção"!!!Para quê?Uma coisita sem importãncia!Tudo isto são, digamos assim, as "vicissitudes ",ui como eu adoro esta palavra, dá para tudo,...até para cismar!!!!Pois ...
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De Teresa Ribeiro a 27.05.2012 às 21:46

Estou a repetir-me, eu sei, mas também lhe pergunto, Nascimento, se por acaso já leu a notícia do "i" que eu linko num post mais acima. Obgada.
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De Anónimo a 28.05.2012 às 18:03

Não consigo abrir o link , mas lá irei. Quanto ao jornal I, por acaso, só por acaso, também ouvi o que a jornalista Ana Sá Lopes, disse no programa da RDP 1 ás 19h de sexta feira!!!
Minimizou tudinho...uma maravilha.
Hoje, segunda -feira, teve o "brinde": o Relvas deu uma entrevistinha ao jornal I, ´só ao jornal da senhora, ....é caso para Cismar, né?
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De Teresa Ribeiro a 29.05.2012 às 14:19

O que entende por minimizou? Importa-se de ser mais objectivo?
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De Teresa Ribeiro a 27.05.2012 às 21:33

Não vá na onda, Sara. Não seja tão apressada a fazer julgamentos de carácter. E já agora, se tiver tempo, passe os olhos pelo link que deixei num post aqui em cima. Cumpts.

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