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As soluções da direita

por Teresa Ribeiro, em 21.05.12

Confrontada com o colapso iminente das economias que se propôs regenerar e com a incapacidade de avançar com soluções compatíveis com a sua cartilha ideológica, a direita liberal tem agora dez preocupações essenciais:

 

1 - Descredibilizar a esquerda, argumentando que foi a sua política despesista que nos trouxe até aqui.

2 - Descredibilizar a esquerda omitindo as responsabilidades que a direita também teve no passado no agravamento do défice orçamental.

3 - Descredibilizar a esquerda argumentando que a senhora Merkel tem as costas largas.

4 - Descredibilizar a esquerda frisando que países falidos não têm capacidade negocial.

5 - Descredibilizar a esquerda sustentando que o que a esquerda quer é recuperar o poder a qualquer preço.

6 - Descredibilizar a esquerda garantindo que o senhor Hollande não vai fazer a diferença.

7 - Descredibilizar a esquerda referindo que é irrealista tentar afrontar os mercados.

8 - Descredibilizar a esquerda desvalorizando as críticas feitas ao poder financeiro.

9 - Descredibilizar a esquerda repetindo que as suas propostas para o crescimento económico não são viáveis.

10 - E não apresentar outras.


26 comentários

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De lucklucky a 21.05.2012 às 15:32

Tudo falso
A não ser que Direita Liberal queira dizer PSD: P. S de Social D.ou C.D.S de Social.
Qualquer destes partidos nunca se disse Liberal, não tem Liberal no nome e não pratica liberalismo nenhum e nas suas prática económicas não se destinguem do PS nos últimos 10-15 anos: Aumentar o Estado.
O mesmo aliás é valido para os Consevardores Britânicos, Espanhóis e os Republicanos da América.

A Direita Socialista domina a Direita e a única coisa que a destingue da Esquerda no aumento do Poder do Estado com cada vez mais impostos e endividamento é apenas uma questão de grau. Não de caminho diverso.

Ou seja a autora quer manter a mentira. Fingir que os outros praticam algo de diferente.
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De Samuel a 21.05.2012 às 21:04

Comentário delirante! :-) :-)
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De Teresa Ribeiro a 21.05.2012 às 22:32

Diga-me em qual dos pontos afirmo algo que não corresponde ao discurso da direita que apoia o programa da Troika.
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De Carlos Dias Ferreira a 21.05.2012 às 15:45


Cara Teresa:

Com todo respeito discordo frontalmente de si pois a resolução dos problemas da Europa não está nem nas direitas nem nas esquerdas (o que é isso?), mas sim na incapacidade secular dos povos deste continente resolverem os seus problemas, veja-se o caso mais recente das duas guerras mundiais que sem o apoio americano gostaria de saber como teria sido. Mas já agora tirando alguns casos daquilo a que apelida de direita talvez convenha não ficarmos pela rama verificando quais os paises governados pela tal esquerda e que foram deixados a pão e água pelos ditos (de esquerda) começando o exemplo pelo regime socrático de Portugal e passando pelo de Zapatero aqui ao lado. Enfim são só dois exemplos do desvario e da forma criminosa como estes dois da Ibéria foram (des)governados curioso agora é a esponja que se pretende passar por isso. Os povos têm memória e geralmente não perdoam e são sempre justos sejam os governos da direita da esquerda do centro ou de outro tipo. Ou será que ser de esquerda dá direito a ser um ente superior?
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De Samuel a 21.05.2012 às 21:04

E quando será que estes cromos que dizem não haver esquerda e direita, ou "o que é isso?", descobrem que já toda a gente percebeu que são... DE DIREITA, e param de tentar fazer dos outros trouxas?
Haja pachorra!
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De Teresa Ribeiro a 21.05.2012 às 23:17

Claro que a esquerda não está inocente, Carlos Dias Ferreira. As responsabilidades estão repartidas (coisa que a direita - ponto 2 - gosta muito de escamotear). O objectivo deste post é chamar a atenção para a forma como a direita europeia está a encarar as consequências desastrosas das suas políticas de austeridade, iludindo a falta de soluções para a crise que ajudou a agravar. Sem alternativas, sustenta o seu discurso atacando as propostas da esquerda. É o que lhe resta, infelizmente. Porque de construtivo não sabe o que há-de dizer...
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De Luís M. Jorge a 21.05.2012 às 16:23

Nem mais.
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De José António Abreu a 21.05.2012 às 16:36

Eia, finalmente um post teu com que posso discordar a sério! Então vamos lá:
1 - Foi.
2 - Teve.
3 - Tem.
4 - Têm pouca (sem o euro, seria nenhuma - mas a situação não teria chegado tão longe).
5 - Quer.
6 - Dificilmente (pelo menos, diferença positiva).
7 - Por favor, desenvolve "afrontar os mercados".
8 - O poder financeiro, como qualquer outro "poder" privado, tem visão de curto prazo; os governos (de esquerda ou de direita) deviam procurar ter visão de médio-longo prazo.
9 - A médio prazo, não são. Feedback positivo.
10 - Aceitar a correcção. Antes agora do que mais tarde. Aliás, já vai demasiado tarde.

Mas continuo a concordar contigo em quase tudo o resto. :)
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De José António Abreu a 21.05.2012 às 16:47

Errata (fiquei meio zonzo de excitação):
"de que posso discordar"
"teriam nenhuma"
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De Teresa Ribeiro a 21.05.2012 às 23:44

1 - Os governos de direita fizeram a diferença, ou agravaram o défice também? E os "problemas estruturais" também foram obra exclusiva da esquerda? Hum...

2 - Pois foi.

3 - Tem as costas largas (admito) mas as vistas curtas também.

4 - Pouca sempre é mais que nenhuma. O argumento é usado para justificar uma submissão que em nada dignifica os governantes que supostamente são mandatados pelos povos para lutar pelos seus interesses.

5 - Diz o roto ao nu, porque te vestes tu.

6 - A ver vamos. Haja esperança.

7 - Refiro-me ao poder das agências de notação, insistentemente questionado sobretudo pela esquerda.

8 - De acordo, mas também repôr a ordem natural das coisas: é a economia real que deve ser o motor da Economia, não as finanças.

9 - Quero ver.

10 - Aceitar a correcção proposta pela esquerda às políticas de austeridade? Acho lindamente.

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De José António Abreu a 22.05.2012 às 07:50

Bolas, agora não tenho para grandes respostas e só vou estar de volta logo à noite mas, ainda assim, dois ou três pontos:
7 - O quê, exigir que da próxima vez não sejam optimistas durante tanto tempo?
8 - Economia real é inventar ainda mais dinheiro?
E, já agora, também acho que governos que aumentaram significativamente o peso do Estado dificilmente podem ser chamados de liberais. Chamem-lhe "direita estatista" ou qualquer coisa assim...
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De Teresa Ribeiro a 22.05.2012 às 22:06

7 - Não, Jaa. O que se discute é a necessidade de acabar com o absurdo de andar a reboque dos "mercados" e se houver vontade política é possível limitar a sua influência.

8 - Falo da economia real (a que produz bens e serviços).

Este governo pode ser muita coisa, mas não é estatista, Jaa.
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De José António Abreu a 23.05.2012 às 10:02

7 - Escreveste que te referias ao poder das agências de notação. Ora o que os Estados parecem querer é que elas sejam optimistas (criticando-as simultaneamente por terem sido demasiado optimistas no passado). Eu continuo sem perceber o que a esquerda pretende. Daí a minha pergunta.

8 - Mas, aparentemente, a solução desejada (a tal que até evitará que os Estados andem "a reboque dos mercados") é colocar o BCE a imprimir dinheiro. Isso só deixará ainda mais longe a correspondência entre o que existe (bens físicos) e os fluxos de dinheiro em circulação. Fazer um ajustamento para a economia real é, infelizmente, aceitar uma correcção para baixo, não inventar dinheiro.

Não tinha percebido que, ao mencionares a "direita liberal" no início do teu post, te referias apenas a este governo. Pensei que estavas a ser mais genérica. Ou seja: não julgo que quem nos trouxe aqui tenha sido a "direita liberal" (mas sobre isso sou capaz de escrever qualquer coisa). Quanto a este governo, a minha opinião é de que talvez gostasse de ser liberal mas que, na prática, age como um bombeiro apontando a agulheta para todos os lados.
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De Teresa Ribeiro a 23.05.2012 às 13:07

7 - O que a esquerda pretende é mais regulamentação para a economia financeira. Vês algum problema nisso?

8 - Não sei se a solução desejada terá necessariamente de passar por isso. Não sou especialista em economia. Mas como leiga no assunto e parte muito interessada na matéria, parece-me de bom senso aliviar a pressão descendo juros e prolongando prazos de pagamento aos Estados devedores. Os eurobonds também me parece boa ideia, não percebo porquê tanta resistência. Em economia o oxigénio não é composto apenas por notas frescas.

Só este governo hasteou sem medos a bandeira liberal. Sim, reconheço que não tem tido margem de manobra para fazer as coisas como queria. Até ao momento só nos deu o pior da sua receita (precariedade no trabalho e cortes nos apoios sociais) e o pior do modelo a que se opõe (aumento de impostos).
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De José António Abreu a 23.05.2012 às 15:58

7 - Em termos genéricos, não. Mas continuo sem perceber o que a esquerda quer das agências de notação.

8 - Baixar os juros das emissões de dívida só se for através do BCE ou dos Eurobonds. Colocar o BCE a comprar dívida directamente equivale a pô-lo a imprimir dinheiro. Neste momento, o BCE já tem bastante dívida pública, entregue pelos bancos como garantia de empréstimos. Se um país do euro "falir", o BCE já terá um problema grave nas mãos. Quanto mais alimentar o bolo, mais aumentará a massa crítica. Isto para além das tais questões de desfasamento entre os fluxos financeiros e a economia real - e a eventual inflação.
Quanto aos eurobonds, são uma forma dos países que ainda se financiam a juros simpáticos garantirem dinheiro aos que não o conseguem. Para além da questão política (naturalmente, os eleitores dos países fiadores não gostam da ideia), o problema é que, com o nível de dívida pública actual da Alemanha e da França (os dois países cruciais na zona euro) e sem crescimento económico forte (saliento: forte) nos países do Sul, depressa «os mercados» obrigariam a taxas mais elevadas. Aliás, mesmo de início provavelmente não seriam muito mais baixas do que aquelas que o FMI e o FEEF nos estão a cobrar. Entretanto, a Alemanha, a França e os países nórdicos teriam deixado de se financiar às tais taxas simpáticas. Acreditamos mesmo que conseguiríamos crescer fortemente (e, connosco, a Grécia, a Espanha e a Itália)?
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De Teresa Ribeiro a 23.05.2012 às 20:03

7 - Jaa, existem suspeitas, como sabes, de que as agências de notação não actuam inocentemente. Se é verdade que agiram de forma concertada para derrubar o euro e que servem os interesses de entidades que podem lucrar enormemente com a aflição dos países que se encontram mais endividados comprando-lhes tudo o que vale a pena ao preço da uva mijona é imoral. O que se tem discutido é a necessidade de moralizar o sistema limitando-lhes o poder, exigindo-lhes maior transparência e fundamentos para as suas notações, atribujindo-lhes quotas de mercado, favorecendo a concorrência fomentando a criação de novas agências para as quie existem não actuem em regime de oligopólio e sei lá que mais.
8 - Então o que propões? A morte lenta?
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De José António Abreu a 23.05.2012 às 19:55

Só mais uma coisa sobre a esquerda e a regulamentação: os bancos têm vindo a ser obrigados a reforçar capitais, numa tentativa de que possam suportar eventuais perdas sem terem de ser salvos pelos Estados. Estaremos de acordo que é uma boa ideia. No entanto, ao mesmo tempo, a esquerda critica-os por não estarem a financiar a economia. Das duas, uma: ou se reforça a regulamentação, ou se permite um nível de risco superior e se liberta mais dinheiro para apoiar a economia. Estas exigências contraditórias não fazem sentido.
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De Teresa Ribeiro a 23.05.2012 às 20:08

Percebo e não sei o que te diga. E o problema é que estou bem acompanhada. Há muita desorientação, à esquerda e à direita, mas a verdade é que o remédio que a direita nos está a dar já se viu que não resulta, de modo que alguma flexibilidade, humildade e concertação agradecia-se. Mas não é o que se vê.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 21.05.2012 às 17:16

Numa entrevista que o Delito passou há uns meses, Maria da Conceição Tavares respeitadìssima economista, portuguesa de nascimento mas que vive no Brasil há longos anos, disse que os jovens economistas deviam aprender historia, e eu, modestamente concordo com ela, acrescentando-lhe tambem os politicos.
Para se perceber o que é que está a acontecer às economias ocidentais, e às europeias em particular, deve-se antes de tudo procurar saber como e porquê é que aqui chegàmos. Temos de procurar e saber interpretar as razões economico/financeiras e sociais para o descalabro que estamos a viver.
Com todo o respeito pela autora do post, falar disto como uma "guerrazinha" esquerda/direita, parece-me demasiado simplista. Ambas têm largas "culpas no cartório": na Grecia e em Italia foi a direita, em Portugal e em Espanha, que é o nosso maior pesadelo, foi a esquerda.
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De lucklucky a 21.05.2012 às 19:55

Alexandre Carvalho da Silveira a Direita Socialista não actua diferente da Esquerda.
A receita é sempre mais Estado.
O PSD acaba com a RTP? Não. Acaba com Ministérios, Institutos, Comissões, Entidades, Observatórios, Grupos de Trabalho etc etc? Não.
Liberal?! hahaha! Nem no Nome.

Aumenta Impostos ou seja mais recursos para os Políticos e menos recursos na Economia Livre.

Nos EUA sabe qual o táctica do Partido Democrata a nível estadual e menor quando o povo protesta contra os impostos? Os cortes começam sempre na Polícia e nos Bombeiros, deixa tudo o resto na mesma.

Hoje em Inglaterra o Cameron aumenta impostos, o BoE faz Quantitative Easing generalizado tal como o FED nos EUA. No passado cada país seja com dos EUA à Alemanha, da França à Bélgica, da Espanha ficou mais gordo, mais pesado, criou mais leis e criou mais burocracia e incentivou o crédito barato como se não houvesse futuro. A tendência é generalizada.
Claro os Keynesianos de Esquerda e Direita seguem a máxima que no longo prazo estamos todos mortos.
Lamento o Longo Prazo chegou, ainda não estamos mortos e há dívidas para pagar.

A questão é porque é que Teresa Ribeiro chama de Direita Liberal quem não o é.

Esta então é hilariante:
"Descredibilizar a esquerda referindo que é irrealista tentar afrontar os mercados."
A esquerda sem mercados teria défice zero...se 7% já é suposto chamar-se "austeridade" imagine-se zero.

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De Teresa Ribeiro a 22.05.2012 às 00:05

Nunca tivemos um governo tão à direita como este e o credo de Passos Coelho é liberal. O que quer então que lhe chame?
Acha gracinha ao meu ponto 7? Pois, é evidente que não prestamos culto aos mesmos santos.
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De lucklucky a 22.05.2012 às 23:19

"Nunca tivemos um governo tão à direita como este"

!? Aumentou impostos, regulamentos, mas mesmo isso não foi suficiente ainda introduziu novos impostos e taxas, e ainda mais regulamentos.
Este é um governo ferozmente Socialista. nada se distinguindo dos anteriores.

"Passos Coelho é liberal."
Então aconselho a saber o que a palavra quer dizer.


"Acha gracinha ao meu ponto 7? Pois, é evidente que não prestamos culto aos mesmos santos."
Certamente que não, você defende a Dívida e assim defende muitos negócios com a Goldamn Sachs - só um exemplo entre muitas- e muitos Bancos, mais, pagam ás agências de rating para lhes darem o rating. É isso que você defende.
Ao contrário com Défice Zero os ratings não são precisos e não se vende dívida nos mercados.
E agora quem é amigo/a dos Bancos eu o malvado liberal ou você socialista que dívida a aumentar indefinidamente?
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De Teresa Ribeiro a 21.05.2012 às 23:54

Alexandre, concordo inteiramente consigo. As guerrazinhas, quando atravessamos uma crise tão séria como esta, fazem-me muita confusão, mas é o que se observa, infelizmente. Limitei-me ao fazer esta lista a coligir os vários argumentos que têm sido propagados através dos media.
Impunha-se neste momento em Portugal como na Europa uma conjugação de esforços, um plano de salvação que superasse a mesquinhez ideológica, passe a expressão. Mas para que tal seja possível é necessário primeiro encontrar líderes à altura. Onde é que eles estão?
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De José Moura Pereira a 22.05.2012 às 17:14

Já está farta destes, presumo. Não é difícil, pois. Alguma vez chegou a fartar-se dos outros (Sócrates, Zapatero...)?
Em qualquer caso é tarde. Agora é tarde. O "Rendimento Mínimo Garantido" era uma coisa de justiça, não era? Era, pois! E era GARANTIDO, e também havia umas estradas sem custos..
Agora é tarde, e a esquerda que temos nunca quis governar com parlamento, que me lembre.
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De Teresa Ribeiro a 22.05.2012 às 22:11

Dizer que me fartei do Sócrates é dizer pouco. E esta? Não esperava, pois não? É que não sou maniqueísta, José Moura Pereira.

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