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A crise dos ricos e a crise dos pobres

por José Maria Gui Pimentel, em 14.05.12

A crise europeia afecta todos os países da região, todavia de dois modos altamente distintos. Nos países pobres, naqueles em que há uma crise a sério, o voto de protesto faz-se, como seria de esperar, nos partidos extremistas, de esquerda ou de direita. Nos países ricos, naqueles em que a crise é branda, esse mesmo voto é, hoje em dia, tendencialmente atraído pelos partidos capazes de abrir uma janela para lá do tédio da política tradicional. Por um lado aqueles que representam uma rejeição simplista aos políticos tradicionais (considerados aborrecidos, previsíveis, mentirosos). Por outro, em alguns casos (como a Holanda), partidos extremistas de direita, que culpam os incomodativos imigrantes. Por outro ainda aqueles que apresentam um leque de propostas assaz reduzido, centrado nas preocupações de uma classe média incomodada, mas bem instalada (disso é exemplo o Partido Pirata).

 

Os países do centro e norte da europa vivem, cada vez mais, a segunda realidade. Na Grécia, a primeira começa a instalar-se, com consequências ainda imprevisíveis. Portugal, se excluirmos o “candidato Coelho”, tem escapado relativamente incólume a qualquer um daqueles casos. O futuro, porém, não é garantido, e um adensar da crise pode dar força aos partidos dos extremos, mesmo no centro e norte da Europa.

 

Quem tem fome não vota em partidos de protesto, vota em partidos de acção. 



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