Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A autoridade do Estado.

por Luís M. Jorge, em 10.05.12

Talvez seja a grande questão política das décadas que agora começam. A inversão de valores de Reagan e Thatcher tornou as economias do Ocidente reféns de um punhado de decisores não eleitos. A crise de 2008, é bom não esquecer, foi provocada por esta gente. Ora, nós estamos tão contaminados pela retórica liberal que se torna necessário um trabalho de higiene: os Estados precisam de recuperar a autoridade que perderam. Os Estados devem decidir que dívidas pagam, quando as pagam e em que condições. Alcançar isto é o trabalho da Esquerda.


40 comentários

Imagem de perfil

De João Carvalho a 11.05.2012 às 11:39

Cumprir não é levar por diante a sua parte de um acordo? E depois de um acordo essa parte cria novas regras para não cumprir? Hum... Isso é autoridade ou batota?
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 12:12

Não sei: mas aplicou-se aos cortes de subsídios da função pública. Autoridade ou batota?
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 12:14

E aos cortes nas transferências sociais com que milhões de pessoas contavam porque era um compromisso e por isso descontaram durante décadas. Autoridade ou batota?
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 12:16

Eu respondo João: no Estado actual das coisas chama-se autoridade quando é imposto aos cidadãos, e batota quando é mencionado (mas nunca imposto) a grupos económicos fortes.
Imagem de perfil

De João Carvalho a 11.05.2012 às 12:33

«Os Estados devem decidir que dívidas pagam, quando as pagam e em que condições. Alcançar isto é o trabalho da Esquerda.» Pensei que era disto que falavas, Luís.
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 14:31

Sim, estava a responder à tua objecção sobre o acordo.
Imagem de perfil

De João Carvalho a 11.05.2012 às 14:44

Mas pareceu-me mais que ainda estavas a responder ao Lavoura aqui por baixo. Porque o âmago, se bem consegui ler o teu post, era sobre dívidas internacionais ou entre Estados e não decisões caseiras por parte de quem tenha mandatos votados por maiorias para governar e tomar decisões que não são do Estado, porque Estado somos todos nós.
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 17:42

A diferença entre o aspecto nacional e internacional é só uma questão de poder. Os mandatos aplicam-se a ambas as decisões. Dizer que o Estado somos nós é uma maneira airosa de desresponsabilizar quem nos governa e responsabilizar quem não foi eleito para tomar decisões.

Imagem de perfil

De João Carvalho a 11.05.2012 às 17:56

Com esse desvio do post fica tudo mais claro. Mas o tema era o post, meu caro.
Sem imagem de perfil

De Leitor confuso. a 11.05.2012 às 16:42

O A. do post faz uma confusões. Uma coisa é fazer batota dentro do país. É batota e tem repercussões más, dá mau nome, mas os cidadãos estão mais ou menos indefesos. Outra é aplicar a doutrina enunciada à dívida pública que vende nos leilões internacionais. Quem comprava com essas tais condições. Ou pondo as cpisas no seu devido lugar: quem empresta dinheiro a um vigarista?
Imagem de perfil

De Luís M. Jorge a 11.05.2012 às 17:48

Somos pessoas de bem quando cortamos salários aos pobrezinhos, mas somos vigaristas quando não pagamos a dívida internacional? Excelente argumento.
Sem imagem de perfil

De lc a 12.05.2012 às 03:57

Essas palavras e o estado são seus.
O meu estado não gasta o que não tem e não comete ilegalidades.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D