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Tragédias

por Ana Vidal, em 09.05.12

 

Parece incrível, mas a publicidade já foi assim. Mulheres penitentes, maridos magnânimos. Tragédias domésticas de proporções bíblicas, e... a salvação numa cerveja.


24 comentários

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De Bartolomeu a 09.05.2012 às 12:49

Mais incrível ainda, se pensarmos que de toda essa penitência e magnânimidade, resultaram famílias felizes, de cujos filhos se recordam com imenso amor e saudade...
Parece que nos dias de hoje, salva-se, somente a cerveja...
Ou então... a míopia agravou-se-me.
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 14:29

Meu caro Bartolomeu, isso é verdade (sem que seja uma verdade universal). Mas toda essa felicidade conjugal que os filhos recordam "com amor e saudade" teve, muitas vezes, um preço altíssimo para as mães deles.
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De Bartolomeu a 09.05.2012 às 15:34

Nem todas as mães, cara Ana Vidal... a muitas, assistiu-lhes o amor que levava a que o magnânimo as abraçasse e as tratasse por darling... coisa a que hoje... nem no teatro se assiste...
Mudam-se os tempos... muda-se a forma de amar.
;)
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 15:46

Claro que nem todas, Bartolomeu! Mas nas que tiveram essa felicidade genuína não podia haver a relação de forças que está neste anúncio. E é isso que eu critico, mais nada.

Talvez tenha mudado a forma de amar, mas não necessariamente para pior. Pelo menos no ponto de vista das mulheres, porque há maior equilíbrio no que uns e outros podem decidir. Para os homens é mais incómodo? Claro que é, mas já era tempo de perderem o estatuto de "magnânimos", não?
Enfim, hoje estou muito feminista, está visto. :-)
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De Bartolomeu a 09.05.2012 às 16:04

Não vejo o seu comentário pelo ângulo do feminismo, cara Ana. E compreendo muito bem qual o ponto de vista que está a expressar.
É obvio que concordo consigo no aspecto em que no tempo deste anúncio, muitas mulheres viam os seus direitos civis e políticos totalmente cerceados, não tanto pela ditadura dos maridos (que a esses, sempre as mulheres foram dotadas de predicados capazes de os levar ao ponto desejado) mas sobretudo pelos preconceitos sociais e religiosos, dependendo também muito, da zona geográfica onde viviam.
Quanto à forma de amar... é minha opinião que mudou para pior, dado que, nos tempos actuais, tenho a sensação que as relações não assentam em bases sólidas de objectivos comuns. Parece-me que, fundamentado na prevalência da liberdade individual, as relações não atingem pontos de efectiva vontade de estar junto, de usufruir do outro, de partilhar e de atingir um estado de cumplicidade.
Vejo deste modo, mas admito que não esteja a ver bem...
;)
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 16:13

E nisso tenho de concordar consigo. Mas mudou também, creio eu, o próprio objectivo das relações. É certo que os votos iniciais que fazemos continuam a ser para a vida inteira (é natural que se pense assim quando se está apaixonado, e ainda bem) mas o fim de uma relação já não é necessariamente o fracasso de uma vida, nem a sua preservação, a qualquer preço, o único objectivo. A sociedade também já não penaliza tanto quem "falha", com os tais preconceitos sociais e religiosos. Tudo é mais incerto, é verdade, mas em certa medida tudo é mais honesto.
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De Bartolomeu a 09.05.2012 às 16:32

Gostaria sinceramente de acreditar tanto como a Ana, na segunda metade da última frase do comentário antecedente.
No entanto, independentemente das nossas crenças, no amor e nos seus cotovêlos apertados, e também nas suas amplas rectas, parece-me sensato crermos ambos na sofisticada influência da proximidade e do afastamento dos astros que influênciam e definem os que serão ardentes, os que serão mornos e ainda, os glaciais.
Se formos por aqui, concluímos que nada decorre da vontade humana...
;)
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 21:14

Ok, parece-me um bom ponto de convergência... vamos então por aí, e que se dane o livre arbítrio. :-)
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De José António Abreu a 09.05.2012 às 13:52

Ah, mas será que ele sabia qual a cor favorita dela?... :-p
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 14:25

Sabia, porque era a que ele escolhesse... ;-)
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De José Maria Gui Pimentel a 10.05.2012 às 04:31

O homem, "magnânimo", era capaz de deixar esse brinde ao livre arbítrio da "darling". ;)
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De Ana Vidal a 10.05.2012 às 11:54

Num gesto de raro desprendimento e amor...
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De Pedro Barbosa Pinto a 09.05.2012 às 14:21

Se esta publicicidade fosse contemporânea, a leitura seria outra: não havia penitentes (uma fingida que queria ir jantar fora) nem magnânimos (um safado que sabia que dava futebol na televisão).
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 14:38

Eheheh. Bem visto.
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De Zélia Parreira a 09.05.2012 às 17:52

Ainda há. A Ana já reparou que publicidade aos automóveis é sempre feita com homens a conduzir, excepto aqueles que vêm equipados com um "sistema de estacionamento"? Aqueles que supostamente estacionam sozinhos... Esses são conduzidos por mulheres. Publicitários inteligentes, não há dúvida.
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 21:12

Nunca tinha reparado nisso, Zélia. Mas isso só prova que as mulheres não gastam tempo nem energias com o que uma máquina pode fazer por elas... ;-)
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De Pedro Correia a 09.05.2012 às 20:30

De facto, não se percebe este anúncio. Por que raio estaria o fulano de fato escuro, apertadinho e engravatadinho, dentro de casa? Seria para condizer com a comida esturricada?
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 21:10

E ela, de saia às riscas das cores do rótulo da cerveja? Talvez para tentar fazer concorrência à mais-que-tudo do esposo magnânimo...
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De Pedro Correia a 10.05.2012 às 00:24

Confirma-se: os homens preferem as loiras.
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De Ana Vidal a 10.05.2012 às 12:30

Eheheh. As loiras líquidas, queres dizer, ou também as solidamente burras?
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De Pedro Correia a 10.05.2012 às 20:06

Parece-me líquido que se trata de uma opção sólida.
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De lucklucky a 09.05.2012 às 21:34

Agora é o "contrário". A mulher decidida e inteligente e o homem estúpido, desastrado. O homem claro - pun intended -com uma ressalva. Tem de ser branco.
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De Ana Vidal a 09.05.2012 às 21:44

Olhe que não, olhe que não. No que toca à cozinha, até está muito na moda para os homens...
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De lucklucky a 11.05.2012 às 00:54

http://www.google.pt/search?client=opera&rls=en&q=stupid+white+man+commercials&sourceid=opera&ie=utf-8&oe=utf-8&channel=suggest

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