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No fundo é isto.

por Luís M. Jorge, em 27.04.12
O endividamento das famílias, das empresas e dos Estados tem servido para discursos simplistas (...). Hoje, toda a economia e toda a sociedade vive para financiar a banca e os mercados financeiros em vez de acontecer o oposto. O que tem de acontecer para voltar a pôr as instituições financeiras no lugar que lhes tem de caber é global e exige uma extraordinária coragem política - aquela que nem aos islandeses está a chegar. A dividocracia (...) é, depois das ideologias totalitárias dos anos 30, o mais poderoso instrumento de subjugação dos cidadãos e dos Estados a poderes não eleitos. Vencer a chantagem do poder financeiro - que alimenta a dívida e se alimenta da dívida - é, neste momento, a primeira de todas as batalhas de quem se considere democrata. É aqui que se fará a trincheira de todos os combates políticos deste início de século.

Dois comentários: 1) isto não se resolve com o mesmo vocabulário altermundialista do costume. Nunca se muda o mundo sem mudar primeiro a retórica. 2) Isto também não se faz sem valores de direita: autonomia, patriotismo, respeito pelo dinheiro.

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12 comentários

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De Luís Lavoura a 27.04.2012 às 15:10

Até parece que as pessoas, as empresas e os Estados são obrigados a endividar-se!

Só é escravo da dívida quem optou em primeiro lugar por endividar-se.
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De Luís M. Jorge a 27.04.2012 às 16:02

Vou já buscar o cilicio e o rosário
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De Monti a 27.04.2012 às 18:23

"autonomia, patriotismo, respeito pelo dinheiro"
Respeito pelo dinheiro,
que inclua os 50 a 150 mil euros mensais recebidos pela nova Nobreza.
Os futuros medalhados em 10 de Junho.
Para concluir, sem valores de direita?
Diria que com valores de direita & esquerda.
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De Ana Vidal a 27.04.2012 às 18:59

Valores de direita? Olha, voltaste miraculado!
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De José António Abreu a 27.04.2012 às 20:35

Então, Ana, como é? Eu é que me meto com ele...

Luís:
Valores de direita? Olha, voltaste miraculado!
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De Ana Vidal a 27.04.2012 às 21:27

Eheheh. Era só para te dar uma folgazinha, Jaa.
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De Luís M. Jorge a 28.04.2012 às 11:42

Até tu lá chegarás meu filho.
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De Luís M. Jorge a 27.04.2012 às 19:04

Ana, quero eu dizer que é uma batalha transversal, não dá para travar só com um dos lados.
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De Ana Vidal a 28.04.2012 às 13:23

Pronto, pronto, eu estava só a brincar contigo. Ninguém te confundirá com a direita, não te preocupes.
:-)

(e tens razão, a propósito: o mal dos "lados" é acharem-se donos da verdade e das soluções)
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De lucklucky a 27.04.2012 às 22:55

Foram os poderes eleitos que escolheram a Dívida.
O Centrismo Extremista do PS com apoio do PSD, CDS.
PCP e BE ainda acharam pouco.
Bater recordes de dívida é algo extremo.
Levar um país à bancarrota é algo extremo.
E os Portugueses votaram sempre e favoravelmente mais Dívida até se atingir a bancarrota.
Cada Governo que aumentou o défice foi reeleito.

Este próprio blogue a maioria está de acordo com a política passada. Mesmo depois da bancarrota.
Veja-se como criticam este miserável Governo que faz só 1/3 de cortes enquanto 2/3 é transformar a maior parte do défice em mais Impostos ou seja Estado.
Querem mais défice. Ou seja mais dívida.

Depois é culpa do mercado. Que são eles próprios, os fundos de pensões, os bancos onde têm o dinheiro.


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De Luís M. Jorge a 28.04.2012 às 11:42

Rnhó nhó nhó, a culpa, rnhó nhó nhó vivemos acima das possibilidades.
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De lucklucky a 28.04.2012 às 17:51

Sempre. Tem valor universal.

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