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Fundamentalismos

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 20.04.09

Um dia destes, os fundamentalistas  anti-tabágicos ainda vão lembrar-se de exigir que  todos os trabalhadores  deixem o tabaco à porta de entrada das empresas.

O passo seguinte será multar quem se passeie na rua com um cigarro na mão e, finalmente, a polícia passará a fazer operações stop para controlar os níveis de nicotina no sangue. Em nome da higienização da democracia, claro.

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18 comentários

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De Anónimo a 20.04.2009 às 16:43

Felizmente que ao licenciado do Fripór nada disso vai acontecer, pois judiciosamente deixou de fumar.
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De Ana Vidal a 20.04.2009 às 17:20

Deixou mesmo? Tanto quanto sabemos, até nos aviões tem fumado, atrás das cortinas da classe executiva...
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De ariel a 20.04.2009 às 17:36

No início do ano passei alguns dias no Hotel Serra da Estrela. Quando precisei de vir cá abaixo à Covilhã à farmácia para comprar um analgésico, entrei num café para tomar um chá com o comprimido da praxe. ia morrendo com o ar irrespirável a tabaco. Para nos dirigirmos ao espaço dos não fumadores tínhamos que passar pelo espaço dos fumadores. Toda a lógica como se vê. Eu percebo que nas cidades de província é a única forma de manter a clientela local, mas a verdade é que afastam os forasteiros como eu, que pelos vistos não devo fazer lá falta nenhuma. Por exemplo no meu condomínio, as pessoas entravam a fumar no elevador como se isso fosse um direito natural. Não é. Agora já se abstêm de entrar a fumar. Ou deitam fora o cigarro, ou esperam pela próxima leva. Acho bem. Acho muito bem. E não acho que se corra nenhum perigo de "higienização" da democracia, mas lá que é também um contributo para as boas maneiras lá isso é. a prova está no meu condomínio.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 20.04.2009 às 18:36

Pois no meu prédio nunca se fumou nos elevadores ( excepto uns putos filhos de um casal muito socialite, mas isso agora não interesa nada), até porque a proibição de fumar nesses espaços é muito anterior à Lei anti-tabágica. É uma mera questão de bom senso.
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De Anónimo a 20.04.2009 às 18:39

Eu também gostava de ter um prédio. Mas não está na minha mão aprovar modificações em áreas protegidas nem nada disso.
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De João Carvalho a 20.04.2009 às 19:16

Exactamente. Há coisas sobre as quais não devia ser preciso regulamentar: era suposto estarem reguladas pelas boas maneiras. Ou então regulamentar só para quem diz "esposa"...
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De JMG a 20.04.2009 às 23:38

"ia morrendo com o ar irrespirável a tabaco"

Depreende-se portanto que atravessou um aglomerado de cadáveres. Uma esperiência a la Auschwitz, na Serra da Estrela.
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De Ana Cristina Leonardo a 20.04.2009 às 19:23

agora foi a vez de tirarem o cachimbo ao Tati...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 20.04.2009 às 21:42

Depois de terem tirado o cigarro do selo do Malraux...
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De Anónimo a 20.04.2009 às 19:33

Diz que há um ministro que não fuma jamé.
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De Luís Reis Figueira a 20.04.2009 às 19:39

Penso que «os fundamentalistas anti-tabágicos não se irão lembrar de exigir que todos os trabalhadores deixem o tabaco à porta de entrada das empresas», mas o que podem e devem exigir é que ali deixem a vontade de fumar o que, aliás, já acontece uma vez que não é permitido fumar em espaços fechados. Não sou, nunca fui, um fundamentalista, nem no anti-tabagismo , nem em nada, mas também não compreendo esta, sim, verdadeira perseguição de agora aos não-fumadores , por parte dos que ainda fumam. Na verdade, fumar não tem nada de intrinsecamente bom, a não ser apenas o prazer indiscutível que proporciona ao próprio fumador como, aliás, a generalidade dos vícios aos viciados. Este, porém, com a agravante de prejudicar não só o próprio viciado como também quem esteja perto dele. Os não-fumadores (e não estou a falar em militantes anti-tabagistas , note-se) sofreram resignados, durante largas décadas, o desprazer de terem de respirar baforadas de fumo expelidas pelos que tinham o prazer de fumar, ou seja, o prazer de uns era conseguido à custa do sacrifício de outros. Nada havia de mais horrível para quem, como eu, tem o prazer da mesa, (não sendo um fumador inveterado), do que ter de almoçar ou jantar num restaurante engolindo nuvens de fumo dos circundantes tentando degustar o repasto. Não estava bem e há muito pouco tempo começou-se a alterar isto. Eu sei que os fumadores não estão contentes, mas terão que se resignar. E, mais do que isso, compreender que até agora e durante longuíssimos anos, outros tiveram de se resignar também, apenas e só em nome do prazer de uns. Senhores fumadores, queiram fumar à vontade reconhecendo aos que não fumam o direito a (finalmente) poderem respirar um pouco de ar - se não despoluído e puro - pelo menos livre dos subprodutos do vosso vício. Vão fumar lá para fora, s.f.f.!
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 20.04.2009 às 21:46

Mesmo quando era fumador sempre respeitei os não fumadores. Hoje sou fumador ocasional, após as refeições, e por isso, normalmente, não vou a restaurantes onde não haja um espaço para fumadores. Não estou contra a lei, mas sim contra os fundamentalismos, porque são perigosos.
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De Luís Reis Figueira a 20.04.2009 às 23:09

Fiquei satisfeito, Carlos, pela consideração que demonstrou ter pelos não fumadores mas, como sabe, esses casos eram apenas a excepção que confirmava a regra. A maior parte dos fumantes estava-se nas tintas para o incómodo que causava aos outros e nada fazia para o evitar ou minimizar, sequer. Acho contudo, muito positivo que haja espaços para fumadores, pois como já deixei bem claro no meu anterior comentário, não sou fundamentalista, nem nesta questão, nem em nada. Talvez porque seja perigoso...
Um abraço.
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De Berbigão a 20.04.2009 às 21:20

Acho excelentes as ideias do post.
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De ariel a 20.04.2009 às 21:46

Pois é Carlos Barbosa de Oliveira, se no seu prédio nunca se fumou nos elevadores, deve ser mesmo uma excepção nacional, de que se deve regozijar. Já eu ao longo da vida não tenho tido essa sorte. Se já era proibido e ninguém ligava nenhuma, está a imaginar a cena nos locais onde era permitido - o regabofe para cima dos não fumadores e má cara quando se pedia, por favor mande o fumo para o outro lado... , como muito bem sabe. Isto nada tem de fundamentalismo, é uma mera questão de bom senso e boas maneiras, que muitos proclamam mas poucos praticam.
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De salvoconduto a 20.04.2009 às 23:55

Já faltou mais, já faltou mais...
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De João André a 21.04.2009 às 09:41

A verdade é que em muitos sítios (não sei como é em Portugal) não se pode fumar nas empresas. Quem quer fumar tem que vir para a rua. Por vezes há espaços criados para os fumadores poderem fumar (na minha empresa há um espaço, tipo paragem de autocarro, onde os fumadores podem fumar sem se molharem embora continuem expostos ao frio), por vezes não há nada, os fumadores vão para a rua.

Concordo, contudo, que sejam criados espaços para os fumadores, mas é isso que deve ser feito: criação de espaços para os fumadores, porque não-fumadores somos todos, mesmo quem fuma. Quem fuma passa mais tempo sem fumar do que a fumar e, habitualmente, sente-se também incomodado pelo fumo dos outros.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 21.04.2009 às 10:08

Aqui também se tem de ir para a rua fumar, o que dá um aspecto terceiro mundista, quase inenarrável, a este projecto de país. Há 30 anos vivia na Suécia e já nessa altura o fumo era proibido dentro dos locais de trabalho. Nessa altura era fumador, mas quando queria fumar, não precisva de ir à rua. Havia uma sala onde os fumadores podiam matar o vício.
Os fundamentalistas portugueses são tão estúpidos que conheço casos de serviços públicos que têm espaços ao ar livre onde os fumadores podem ir fumar. mas as brigadas femininas anti-tabágicas exigem que esse espaço seja vedado aos fumadores, porque as incomoda..
Foi por ter tomado conhecimento desta situação que escrevi o post.

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