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Em nome da MAC, talvez... fazer

por Rui Rocha, em 13.04.12

Tal como acontece com 99,78% dos portugueses que já se pronunciaram, não percebo um caraças do assunto. Isto dito, constato que têm sido produzidos abundantes argumentos e até alguns não-argumentos para defender a continuidade da MAC. No que diz aos não-argumentos, eles foram apresentados pelo Daniel Oliveira, com razoável poder de síntese, neste post. Quanto aos argumentos, agrupei-os em categorias e atrevo-me a fazer na tabela que se segue alguns comentários tão ignorantes como bem intencionados (sublinho que, em geral, as observações de outros comentadores podem ser catalogadas como ignorantes e mal intencionadas ou conhecedoras mas mal intencionados, dispensando-me neste preciso momento de tecer quaisquer considerações sobre o efeito da utilização de uma adversativa):

Isto é, se querem defender a MAC deviam perder mais tempo a estruturar argumentos para que não fosse possível a um tipo que não percebe do assunto rebatê-los com uma tabela mal amanhada. Da mesma maneira, não me parece grande trunfo comparar a situação da MAC com encerramento de maternidades em outros pontos do país. É que, no caso da MAC, a alternativa não está  a mais de 50 km de distância. Significa isto que não vejo solução para a MAC? Nada mais falso. O que é preciso é dar utilidade à capacidade instalada por via do aumento da natalidade. E, basicamente, só há uma forma de chegar a esse resultado, embora nem toda a gente goste de praticar a modalidade homologada para o efeito. Mas o activismo consiste precisamente na disponibilidade para colocar a causa acima dos interesses pessoais. Por isso, rapaziada, em nome da sobrevivência da MAC (e até do SNS) o que é que deviam fazer? Pois, talvez... fazer. 

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2 comentários

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De sampy a 13.04.2012 às 21:22

Caro Rui, e que dizer da futura MAC do Porto (vulgo CMIN)? Estaremos perante um aborto? Ou será apenas um nado-morto?
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De João André a 16.04.2012 às 13:36

Caro Rui, refuto com facilidade boa parte dos seus argumentos. Posso? Vou agrupá-los por ordem numérica.

1. Uma transposição não se faz de forma assim tão simples. Equipamentos foram organizados em salas e o seu uso optimizado de forma iterativa. O mesmo no organização entre serviços. O espaço físico conta muito. Tudo isto pode, de facto, ser reproduzido noutro edifício, mas demora tempo. Entretanto, que sofre é o utente (e profissionais, que passarão metade do seu tempo a ter que reorganizar tudo novamente em vez de fazer aquilo para que são pagos).

2. Concordo, mas parcialmente. O argumento emocional pesa muito. Caso contrário já tinha mandado o país às urtigas.

3. Isso não é argumento. Caso contrário mais vale fechar tudo e vender à REMAX. O estado faz lucro e livra-se de encargos.

4. Já sabemos no que dão as PPP. Pagamos mais e temos serviço pior. Aliás, (quase) tudo o que envolve privados dá em serviço pior para o utilizador, mesmo que de forma geral feito de forma mais eficiente.

5. Suponho que seja o argumento do conservadorismo. Verdade, manter por manter não faz sentido. A não ser do ponto de vista emocional. Ver ponto 2.

6. Talvez porque deixe de haver alternativa perto de si. Ou alternativa de qualidade perto de si. Isso faria muita gente ir aos particulares. Desde que os possam pagar claro.

7. Não entendo bem, mas pronto, concordo.

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