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Delito de Opinião

mais do mesmo

Vieira do Mar, 14.01.09
Mais uma vez, a Igreja Católica portuguesa mostra que lhe fazia jeito um RP ou um dialogue coach, antes de desatar a falar. Porque nós até percebemos a ideia. Mas é um bocado tonto, dizer as coisas assim a seco perante o país inteiro, tipo  conversa de café. É claro que os muçulmanos aproveitaram de imediato a deixa, mostrando-se magoados. O que não deixa de ser curioso, se pensarmos que uma mulher casada com um muçulmano é amiúde reduzida a um mero bem de consumo. Tal equivale a estar de facto metida em sarilhos. No entanto, não é lá muito crível que, nos dias de hoje, uma não-muçulmana decida pôr a cabeça no cepo sem ser de forma voluntária e minimamente consciente. O desastrado aviso era, portanto e ainda por cima, escusado. Tal como era escusado o Cardeal Patriarca ter dado aos muçulmanos mais um motivo para se fazerem de vítimas. É claro que agora os senhores padres vêm à televisão e tentam justificar-se, invocando as vantagens das relações inter-religiosas e sem coragem para descodificarem aquilo que D. Policarpo quis efectivamente transmitir: que a religião muçulmana é humilhante e degradante para a mulher que resolva adoptá-la, pelo que convém que esta pense duas vezes. E, já agora, alguém sabe em que termos o Corão se refere aos católicos? Pois eu li qualquer coisa, de modo atravessado mas li e, na minha ignorância teológica, não me pareceram especialmente abonatórios. No entanto, e como sempre nestas questões, os  opinativos usam os dois pesos e as duas medidas do costume.

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