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Misoginias 1

por Laura Ramos, em 05.03.12


38 comentários

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De Teresa a 05.03.2012 às 22:12

E com um erro histórico. Henrique VII não era chefe da Igreja Anglicana, esse papel viria a ser assumido pelo filho, Henrique VIII. :)
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De Teresa Ribeiro a 05.03.2012 às 23:11

Pois, não esquecer que existe uma religião que foi inventada para que um homem - Hanrique VIII - se pudesse divorciar para casar com outra ;)
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 00:50

A cisão religiosa mais fútil que se conhece, Teresa... Razão tem o MST, quando diz que o verdadeiro motor da História são os casamentos e as alcovas :)
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 00:46

Tem toda a razão, Teresa! É tudo uma mentira gritante, da frase ao erro crasso no autor... Mas como corrigir a informação de um palimpsesto (ainda por cima em acordês?)? Empresa difícil... Vamos a ver... tentemos então pôr mais um pauzinho a seguir ao V (um adereço altamente adequado a Henrique VIII, convenhamos ... :)
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De Ana Vidal a 06.03.2012 às 01:36

Loooool. Andas a pôr pauzinhos ao Henrique? Vê lá, não percas a cabeça...
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De fernando antolin a 05.03.2012 às 22:22

Acho que se enganaram no Henrique...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 00:53

Estive mesmo para chamar a isto Misoginias, com passatempo "descubra o erro" incluído ...
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De Teresa Ribeiro a 05.03.2012 às 23:05

Tema inesgotável, Laura. E sempre actual.
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 00:58

A poucos dias do 8 de Março, convém lembrar que há menos de 40 anos as mulheres não tinham capacidade negocial em Portugal, Teresa... Precisavam de autorização do marido.
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De Teresa a 06.03.2012 às 13:00

Que eu saiba, Laura, até para ir ao estrangeiro sem ele precisavam de autorização.
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:53

Sim, embora há mais tempo do que a capacidade negocial, julgo. Mas o que interessa isso? Foi ontem, em qualquer caso. Em avançado séc. XX.
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De xico a 07.03.2012 às 10:23

Não é verdade. A autorização era necessária se levassem com elas os filhos.
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De Laura Ramos a 07.03.2012 às 13:28

Não... Pelo menos no Código de Seabra não era assim. Era autorização individual, mesmo. O que cabia na chamada 'plenitude lógica do ordenamento jurídico'...
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De Ana Vidal a 05.03.2012 às 23:12

O querido Henrique conhecia-me, só pode ser isso.
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 01:01

Aahahah:)) Mas terias sido a sua Ana Bolena... personagem fascinante, aliás.
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De Ana Vidal a 06.03.2012 às 01:38

A única que lhe deu realmente a volta, apesar da monotonia do desfecho. :-)
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De xico a 06.03.2012 às 00:13

No século XII, em plena idade média, Afonso Henriques deixava muitos negócios nas mãos de sua filha predilecta. Ainda dizem que somos um país machista...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 01:11

Mas toda a margem de manobra feminina era obtida sob tutela e nunca por direito próprio...
Não sei se Portugal era mais ou menos matriarcal.
Só tenho uma certeza: nem Deus era machista, porque só se aventurou a fazer a mulher depois de ensaiar um rascunho :)
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De Pois...Pois. a 06.03.2012 às 05:46


Se fosse bom, Deus seria casado...
Assim, fez filho na mulher do outro...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:39

Qual quê... Isso foi o preço da sua encarnação...
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De José António Abreu a 06.03.2012 às 08:14

Achas? É que é muito mais fácil desenhar o rascunho de uma mulher. Será que não estava cansado e simplificou? :p
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:41

Acho, pois! O rascunho antecede sempre a obra-prima :)
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De José António Abreu a 06.03.2012 às 21:10

Mas o segundo álbum é quase sempre pior do que o primeiro. E nem falemos das sequelas cinematográficas...
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De Laura Ramos a 07.03.2012 às 13:29

Wrong. Falamos da criação do próprio cineasta e não da sua obra...
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De xico a 07.03.2012 às 10:27

Não foi assim com D. Teresa, nem com Mumadona Dias. A idade média ibérica foi muito mais benevolente com as mulheres do que se pensa e do que o foi posteriormente.
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De Laura Ramos a 07.03.2012 às 13:30

Acredito. mas com muitas contradições, como bem sabe. Cintos de castidade, etc, etc....
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De xico a 07.03.2012 às 16:47

Isso é Hollywood. Estou a lembrar-me de Dona Branca, filha de Afonso III, senhora de muitas terras e conventos, que quanto à castidade disse nada e suponho que nunca foi casada. Diz a lenda que chegou a ser raptada por um príncipe mouro, mas é só lenda, pois ao que parece seria muito bem capaz de ser ela a raptar o tal príncipe que o contrário.
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De Laura Ramos a 07.03.2012 às 19:46

Acho que está a confundir duas coisas... :)
A saber: estatuto de cidadania e estratégia de sobrevivência.
Para furar o 'blackout' restava às mulheres mais inconformadas exercer os poderes que a inteligência lhes dava nos limites do seu reduzido espaço de manobra. Artes ocultas, diabólicas... assim eram vistas.
Por isso mesmo- agora a sério -, o sexo feminino também carregava esse estigma semi-demoníaco.
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De Patrícia Reis a 06.03.2012 às 11:36

Bom, posto isto agora percebo que o enorme privilégio da democracia que me permite ter uma empresa é também um tiro no pé. Tivesse eu lido as sábias palavras do Rei não estaria com uma empresa a ver como navega. Há 15 anos que tenho uma empresa e zero dívidas, mesmo que não tenha subsídios de natal ou de férias ou mesmo ordenado. Somos sete, como no livro de aventuras, e temos um CV invejável. Dá dinheiro? Não. Dá gozo? Tem dias. Dores de cabeça? Permanentes. Terei eu menos cabeça para o negócio por me sentar na sanita em vez de ficar de pé? Não. Pelo contrário. Vejo homens à frente de empresas que são, no mínimo, hilariantes. Por outro lado, não me importa tanto ser um sucedâneo de um rascunho, as melhores coisas começam por um rascunho e, nesse sentido, Deus terá sido mais carinhoso para as mulheres:
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De Tiro ao Alvo a 06.03.2012 às 12:26

Patrícia Reis,
Sou do tempo em que muitas mulheres trabalhavam na lavoura, sendo frequente vê-las, de pé, a "verter águas". Na minha terra os homens, nas suas conversas vazias, diziam amiúde: “vacas e mulheres na jeira, torna-se tudo em mijeira”.
Serve isto de pretexto para lhe dar os parabéns e para lhe desejar muitos êxitos, tanto para si, como para a sua equipe.
Se assim entenderem, não publiquem este comentário, que em nada adianta para a discussão do tema, não passando de simples aparte.
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:55

Publico a correr, Tiro ao Alvo. Elas no campo, eles na tasca. Nunca é demais ilustrar o 'estado da arte' com testemunhos vivos...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:44

Pois é, coitados... têm de ficar de pé:))) Patrícia, como disse acima, a obra prima sucede sempre ao rascunho e não o contrário...
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De Tiro ao Alvo a 06.03.2012 às 18:13

Laura, não era tanto assim: aos dias de semana, trabalhavam todos nos campos - homens, mulheres e crianças. Muito. Aos domingos, sim: os homens na tasca ou na conversa e as mulheres em casa, a cuidar das roupas e dos filhos. Uma miséria...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 19:35

Talvez... Mas o Minho, por exemplo, era muito "matriarcal": elas trabalhavam e eles... :)
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De xico a 07.03.2012 às 10:21

Uma mulher da cidade (é verídica a história), numa aldeia ao pé do mar, vendo os homens na taberna e as mulheres a trabalhar na lavoura, comentou para uma porque deixavam os homens na taberna e não exigiam ajuda. A resposta foi pronta:
"Quem os quer activos à noite não os sobrecarrega de dia."
Gostei dessa do rascunho.
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De Laura Ramos a 07.03.2012 às 13:31

Eh eh... Portanto, elas activas, eles passivos... :)
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De sampy a 06.03.2012 às 11:41

Já dizia a Bíblia: "Deus criou o homem e ao sétimo dia descansou".

Depois, criou a mulher; e nunca mais teve um dia de descanso...
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De Laura Ramos a 06.03.2012 às 13:46

:))) E começou a guerra dos sexos, a tal que nunca terá fim porque as partes beligerantes fazem demasiadas tréguas para 'confraternizar'...

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