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Delito de Opinião

Espanha: tão perto e tão longe

Pedro Correia, 29.02.12

 

Enrique Urbizu esteve oito anos sem filmar. Voltou à actividade cinematográfica em 2011 - e ainda bem que o fez: acaba de conquistar o Goya, referente à melhor longa-metragem espanhola de ficção (o equivalente ao Óscar em Espanha), pela realização de No habrá paz para los malvados, um filme negro que seduziu o público no país vizinho com José Coronado no papel principal, desempenhando um detective que se comporta como um marginal nos bastidores mais violentos da noite madrilena.

Gostava que este filme, agora premiado, pudesse ser visto pelos espectadores portugueses. Mas tenho as maiores dúvidas de que isso acabe por suceder em tempo útil: basta lembrar que o Goya de 2010, Pa Negre, do catalão Agustí Villaronga, não chegou a encontrar distribuidor português. Prova - mais uma - de que Portugal e Espanha permanecem de costas voltadas. Sempre tão perto - e sempre tão longe. Enquanto qualquer película norte-americana de quinta categoria não deixa de fazer carreira, entre muito ruído de pipocas, nas nossas salas de cinema.

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