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Delito de Opinião

Outros carnavais — II

João Carvalho, 13.02.12

O Mardi Gras é outra festa carnavalesca secular e outro cartaz mundialmente reconhecido. Nasceu em Nova Orleães e atravessa o Estado de Luisiana: pode ocorrer em qualquer altura do ano, mas é tradicional dar-lhe especial relevo durante o mês que culmina na "terça-feira gorda" (do francês mardi gras). O costume foi introduzido pelos franceses, os primeiros colonizadores da região no século XVII.

Entre o imenso colorido sobressaem o dourado, que significa poder, o verde, que significa fé, e o roxo, que significa justiça. Os inevitáveis cortejos são muitas vezes acompanhados pelas igualmente inevitáveis bandas de sopro características da comunidade negra local.

As paradas, com muitas máscaras de gesso e todo o tipo de trajes, incluem símbolos muito específicos, como a flor-de-lis e os colares de contas. Estes, das mais diversas cores e tamanhos, atraem toda a gente, que os oferece e recebe para logo serem colocados ao pescoço.

As continhas de cores podem ter um efeito mágico: muitas vezes, quem as oferece pode ter direito a ver o peito (ou até o rabo) de quem recebe. Aconselha-se, é claro, alguma prática de avaliação prévia, porque a experiência pode ser traumática. Excepto se for pura perversidade: é Mardi Gras, ninguém leva a mal!

 

 

 

 

 

Eis mais um vibrante Carnaval famoso, mas ignorado por cá, neste país do Entrudo violado pelo samba tiritado ao ritmo da chuva e onde não faltam estádios prontinhos para virar sambódromos. O certo é que ninguém lhes descobre outra serventia, mas não há quem se preocupe: preocupante é a intolerância de ponto...

(Repescado aqui)

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