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Portugal está a mudar

por João Carvalho, em 03.02.12

 

Desacordo ortográfico aplicado no Centro Cultural de Belém? Nem pensar. Vasco Graça Moura deu instruções para acabar com isso. Não há dúvida: o País está a mudar. No CCB já mudou.

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43 comentários

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De Luís Lavoura a 03.02.2012 às 09:26

Chegou a Viradeira.

O João exulta: o nosso homem está no CCB!
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 10:05

Graça Moura
Lavoura
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De Miguel a 03.02.2012 às 09:58

Está, de facto, a mudar.

Graça Moura agora é DONO do CCB.

Graça Moura não concorda, não se faz.

Nada interessa se a "coisa" está legalmente em vigor (eu tb não uso), se o CCB é uma instituição pública ou outra coisa qualquer.

Graça Moura decretou que, ali, manda ele.
E ele não gosta. Ele não quer.

Resta saber se o Mini-caudilho finalmente levantado do lamaçal cheio de ranho onde chafurdam os portugueses (era mais ou menos assim que ele dizia..nao era?) continuará a adoptar o seu soberano julgamento noutras matérias.

Por ex. Graça Moura, não concorda que se cortem subsidios de férias. Pague-se!

Graça Moura, não gosta de ver mulheres com saias curtas, aumente-se o pano!

Graça Moura, não gosta do revestimento exterior do CCB. Faça-se novo!

E assim por diante. Graça Moura Rules!

E há sempre quem, lá do meio do ranho onde se move, aplauda.

miguel
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 10:12

Graça Moura manda? Não sei, não conheço mandões.

Um director, dirige. Um chefe, chefia. Um presidente, preside. E por aí fora. Cada um exercendo os poderes de que está imbuído, depositário da confiança recebida.

Claro que há excessos. Tivemos nos últimos sete anos ministros que ministravam, mas o que ministravam mesmo era a sua incompetência e outras coisas que nos colocaram na aflição actual. Presumo que V. ainda os aplaude?
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De Ivone Mendes da Silva a 03.02.2012 às 11:00

João Carvalho
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De Javali a 03.02.2012 às 11:02

Força, Vasco. Nós seremos a muralha de aço.
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De cr a 03.02.2012 às 11:28

Não entendo porque existe tanto desacordo contra o AO, mas não existiu sempre uma evolução linguística?
Os miguéis Graças Mouras ainda escrevem Pharmacia? Não? então renderam-se também a uma evolução natural da língua, ou não?
Bom na verdade isto é uma leiga a falar, o que sei da nossa língua foi o que aprendi na escola, e o que retenho através de todas as leituras que vou devorando pela vida fora.
O que para mim também me soa estranho, é a brincadeira que se faz em torno das coisas, muda-se o governo, acordo ortográfico em risco. Muda-se o governo, possibilidade de alterar a lei do aborto, adopção, etc etc...
Não é que seja contra as mudanças, mas temos de decidir de uma vez o que queremos, e não parecer uns parolos inseguros ás voltas com modas e as intelectualidades de alguns. Penso eu!
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 11:52

A língua sofre mudanças por via do uso, consagradas pelo tempo e vinculadas pelos linguistas. Mudanças por via de decisões de políticos impreparados e consagradas por decreto, C.R., é a primeira vez.
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De Carlos Dias Ferreira a 03.02.2012 às 11:32


João:

Eu concordo em absoluto contigo e com o Dr Vasco Graça Moura. Este acordo qualquer coisa dito ortográfico é tudo menos respeitar a língua Portuguesa que calculo eu tenha "nascido" num território que hoje em dia se chama Portugal por acaso um dos países mais antigos do mundo tentarem-nos nos dias de hoje impôr algo com sotaque do outro lado do Atlântico não obrigado, este foi mais um legado da socratice iluminada e contra parvoices nunca escreverei como pedem aprendi a língua tal como ela é e não como uns "artistas" querem que seja.
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 11:50

Pois claro, Carlos.
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De Vergueiro a 03.02.2012 às 12:03

Lá está... Asneira. O acordo vem muito antes do Sócrates. As pessoas ficaram tão vidradas com o homem que ainda não estão preparadas para o largar. Eu sei que o país necessita desesperadamente de um cristo onde colocar todos os males de que padece, mas também já chega... Já disse num comentário e volto a dizer, o acordo foi elaborado por sumidades da língua portuguesa entre 1980 e 1990. Assinado em 2000 e colocado agora em prática. Nestes anos, creio, que ainda o Sócrates estaria longe de sonhar que ia um dia "ser" Sr. Eng.º licenciado a um domingo!!
Mais frieza na análise pede-se... Pode-se gostar ou não do acordo, mas alguém julga que isto seria ideia de um político? Não estarão a colocar a fasquia demasiado alta para a classe política?? ;)
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De Vasco a 03.02.2012 às 12:26

"sumidades da língua portuguesa". LOL.
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De Javali a 03.02.2012 às 12:07

Não se trata de embirração com o outro lado do Atlântico. Trata-se, simplesmente, do facto de que este acordo parte de premissas erradas e que influenciam a evolução natural da língua. O que está em causa é que as alterações IMPOSTAS pelo AO não só correspondem a uma certa fonia praticada por pessoas que falam mal (como por exemplo nas televisões), como já estão a levar alguns idiotas a pronunciar palavras de uma forma que não se usa em Portugal: como "fato" (ouvi ontem, na TVI); já vi pessoas a escrever "concetualizar" (alguém diz concetualizar?), o meu chefe (um bronco de primeira categoria) anda a escrever "contatos" nos ofícios todos - e por aí fora... Como se não bastasse o Acordo ser uma imbecilidade em si, um produto de mentes menores, esta coisa já está a ter reflexos nefastos nas pessoas menos dotadas, como é o caso evidente dos meus superiores hierárquicos.
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 13:37

Ora aí está.
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De P.Porto a 03.02.2012 às 11:47

Não, Portugal não está a mudar, este é um sinal de que Portugal está cada vez mais na mesma - um lobbysta decide ordenar o incumprimento da lei numa instituição pública que aceitou gerir, usando essa instituição pública para satisfazer os interesses do seu lobby.

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De João Carvalho a 03.02.2012 às 12:00

Angariar um lobby e usá-lo é comum e natural. E sim, Portugal não está na mesma, porque começa a reagir ao que não quer.
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De P.Porto a 03.02.2012 às 12:10

"Angariar um lobby e usá-lo é comum e natural."
Sim, pois claro, desde logo no exercício de funções públicas e estabelecendo normas contrárias à Lei. Conclusão, e como lhe disse, Portugal não está a mudar, está cada vez mais na mesma.

"[Portugal] começa a reagir ao que não quer"
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"Angariar um lobby e usá-lo é comum e natural." <BR>Sim, pois claro, desde logo no exercício de funções públicas e estabelecendo normas contrárias à Lei. Conclusão, e como lhe disse, Portugal não está a mudar, está cada vez mais na mesma. <BR><BR>"[Portugal] começa a reagir ao que não quer" <BR class=incorrect name="incorrect" <a>JC</A> , por favor não confunda Portugal com lobbystas , nem com um grupo de ativistas da tecla que, alardeando ignorância grosseira sobre o tema, são contra o AO. <BR><BR>
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 12:48

Vejo que V. ficou nervoso. Afinal, V. também está a mudar.
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De Vergueiro a 03.02.2012 às 11:54

Bom é só para chamar a atenção para algumas coisas. O famigerado acordo foi "conseguido” e concebido entre "crânios" da língua portuguesa, portugueses e brasileiros, em 1990. Era suposto ter avançado em 2000 na transição do milénio não fosse uma natural resistência dos governantes até que há dois anos atrás foi decidido (talvez por pressão brasileira) que era para avançar. O ano de 2012 é o ano em que se torna obrigatório para todos os organismos do estado, e o ano de 2015 para todo e qualquer indivíduo, por Lei.
Posto isto, não percebo como um organismo do Estado se pode escusar a cumprir a Lei. Se não concordam discutam as conclusões e o acordo dos "crânios" da língua portuguesa que entre 1980 e 1990 decidiram o futuro da língua portuguesa. Obriguem o governo a voltar atrás. Porque não o fazem? Talvez por falta de vontade ou cobardia para dizer que os senhores professores doutores graduadíssimos, sumidades da língua Portuguesa, afinal estavam doidos... Mas, e apesar de eu não concordar com o acordo, tenho de dizer uma coisa, se não tivesse havido um “acordo” parecido em 1900 (e qualquer coisa) ainda hoje usávamos os “y” os “ph” etc… :)
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 12:05

Sobre a sua última parte, já escrevi acima: «A língua sofre mudanças por via do uso, consagradas pelo tempo e vinculadas pelos linguistas; mudanças por via de decisões de políticos impreparados e consagradas por decreto é a primeira vez.»

Quanto ao resto, os "crânios" a que V. se refere só podem ser os políticos impreparados que decidiram por decreto e o Prof. Malaca Casteleiro, encarregado de passar decisões políticas à prática. Chega? A mim não.
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De P.Porto a 03.02.2012 às 12:14

JC, a única forma de a sua lógica ter qualquer valor é se vc defender que devemos regressar aa ortografia clássica portuguesa, aquela que vigorou em Portugal até 2011. Tudo mais é gosto de ostentar pechisbeque.
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 12:52

Ó jovem, V. tem andado distraído. Já escrevo sobre isto há muito e nunca escondi o que defendo (e justifico-o).
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De Vergueiro a 03.02.2012 às 12:27

Os crânios foram estudiosos da língua portuguesa que propuseram em 1980 um estudo para alteração da língua em que os políticos embarcaram tal vez ainda embalados pela revolução dos cravos. Tudo o que fosse quebrar com o passado era bem-vindo. Apesar de não concordar com o acordo percebo o porquê da sua existência, qual é o sentido da existência destes crânios? E qual o seu objectivo de vida? Já pensou na concretização destes seres ao conseguirem esta proeza? Já viu a frustração desta gente se passassem uma vida inteira a estudar a língua sabendo que nunca vai mudar?
O que me custa é haver algumas alterações que ficam ao critério de quem escreve. Ou seja não há um padrão, que até hoje havia. Custa-me também que se altere na escrita portuguesa quando não se altera na brasileira, em palavras com o mesmo significado.
E claro custa-me hoje na educação dos miúdos sentir-me como que um analfabeto, porque tenho dificuldades em assimilar o maldito acordo. Mas tenho a certeza que para eles é fácil e que um dia vão dizer: "O pai escreve arcaico!! Que palavra é esta? Que significa". :)
Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (e a escrita).
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 12:53

Por isso é que Portugal está a mudar...
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De Anónimo Desconhecido a 03.02.2012 às 14:54

Os políticos que governavam Portugal em 1980, não estavam de certeza embalados pela revolução dos cravos, esse garantidamente não foi o motivo, esses foram os anos de governação AD de má memória.
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De João Carvalho a 04.02.2012 às 08:36

Mas o País mudou.
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De Samuel a 03.02.2012 às 12:32

Até ia comentar a fantástica cruzada heróica de Graça Moura... mas fiquei fascinado com esta novidade blogueira dos dedinhos pra baixo e pra cima...
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De Patrícia Reis a 03.02.2012 às 12:44

Aqui vos deixo o que escrevi no FB, quando alguém, a propósito da notícia do acordo e da decisão do novo Presidente do CCB, escreveu que tudo é reversível e que basta mudar os livros escolares.
Escrevi eu:
Basta que retirem das escolas? Por favor, não sou a favor do acordo, nunca fui, mas os manuais escolares já têm, na sua maioria, o acordo! Querem dar com os miúdos em malucos? Em 1911 tivemos um acordo. O Senhor Pessoa não gostou e escreveu o livro do desassossego com Ç. Faz sentido para si? A língua evoluí. Os princípios deste acordo podem não ser os melhores, mas já está, até porque quase todos os jornais já o adoptaram e temos de cumprir como os outros países. Isto não é a república das bananas, acho eu. Podemos concordar que discordamos, mas depois de tantos avisos, tantas reuniões magnas e tanto dinheiro gasto, vamos agora fazer uma birra? Haja paciência. Não me leve a mal o desabafo, mas há coisas para as quais eu já não tenho mesmo qualquer espécie de pachorra. Preferia que me dissessem: bom, o Governo decidiu anular o acordo, voltamos tudo para trás e damos a cara aos restantes países lusófonos e perdemos X dinheiro com esta brincadeira. Agora um director de uma casa como o CCB volta atrás numa decisão governamental porque? Talvez por ter 70 anos, não lhe parece? Dito isto, eu tenho respeito e simpatia por Vasco Graça Moura e, mais uma vez, nunca fui pró acordo, mas não se chega a uma instituição e pronto, vou decidir conforme me dá jeito. E quanto dinheiro nosso é que foi gasto para modernizar o sistema informático do CCB? E de outras instituições? Voltamos para trás e desprezamos o custo? Não ouviu o PM dizer que estamos pobres? Pobres mas com dignidade, sff, e com a cabeça erguida face aos compromissos assumidos, bons ou maus, por uma questão de princípio. (Também me podem bater à vontade que eu estou imune, está frio e por isso não sinto nada:))
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 13:00

A língua sofre mudanças por via do uso, consagradas pelo tempo e vinculadas pelos linguistas; mudanças por via de decisões de políticos impreparados e consagradas por decreto é a primeira vez. Mas eu seria lá capaz de te bater, Patrícia: na prática, seria quase uma espécie de violência doméstica!
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De Patrícia Reis a 03.02.2012 às 18:00

Lá isso é verdade, João, mas não é de ti que espero pancada:) beijos e bom fim de semana
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De João Carvalho a 03.02.2012 às 20:24

Obrigado, igualmente. Beijos, Patrtícia.
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De PPorto a 03.02.2012 às 13:17

Patrícia Reis,
Em 1911 não tivemos um acordo, tivemos uma reforma profunda unilateral da ortografia em Portugal. Por mais de 20 anos no Brasil continuou a ser usada a ortografia clássica portuguesa.

Disse que a Língua evolui; o acordo de 1990 não corresponde a uma evolução da língua, corresponde a uma evolução de mentalidade quintaleira portuguesa. Corresponde também aa correção de um erro da reforma portuguesa de 1911 que foi a manutenção execpcional de algumas consoantes mudas na falsa suposição de que serviam para alterar a pronúncia de vogal precedente.
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De Patrícia Reis a 03.02.2012 às 17:59

Meu caro, se a minha informação relativa a 1911 está errada, apresento as minhas desculpas, mas sempre existiram acordos, evoluções, etc. Não sou - nunca fui - a favor deste acordo e durante quatro anos andei a escrever, a discutir e assinar petições. Disse que a língua evolui e mantenho. Também mantenho que as diferentes geografias do português são uma riqueza, portanto diria que não estou em desacordo consigo PPorto (lamento, mas não sei o seu nome). Não sou especialista no assunto, sou apenas alguém que usa a escrita como profissão há 24 anos. Alguém que se preocupa com a fonética, com a etimologia das palavras, com o bom uso dos dicionários e gramáticas. Mais nada. Vasco Graça Moura sempre foi, como eu e tantos outros, contra este acordo. Uma decisão pessoal, como um cronista que opta por escrever fora do acordo e avisa que o que faz, compreendo. Uma decisão que afecta uma instituição, lamento, mas faz-me alguma comichão. De resto, amigos como dantes com P e C e B onde quiserem. Bom fim de semana
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De cr a 03.02.2012 às 15:03

Patrícia, obrigada por traduzir também o meu pensamento.
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De AEfetivamente a 03.02.2012 às 23:07

Oh Patrícia, que certeiro chamar-lhe birra... :) Eu não sou pro acordo , no sentido de ser acérrima, mas adotei-o, aos bocadinhos, que ainda não sei tudo, longe disso:) Compreendo que há quem seja contra mas as birras começam a saturar... com todo o respeito pelo direito à liberdade de opinião. Siga a marinha, há mais coisas o fazer...:) Bjinho, desculpe o atrevimento:)
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De AEfetivamente a 03.02.2012 às 23:19

Só para acrescentar duas coisas:
- não vejo nada disto como político - não quero ir por aí;
- é-me completamente indiferente escrever Egipto ou Egito:) não belisca nada a mensagem que quero passar
- tb não leio Milan Kundera no original nem Dostoiewski, portanto o ler no original não é relevante
(afinal eram 3:))
Bom f d s

Com todo o MUITO apreço que tenho por muitos delituosos que são contra e que respeito e compreendo. Não à guerrra! lol
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De João Carvalho a 04.02.2012 às 08:39

Gostamos de gente assim e nunca estamos à espera que toda a gente concorde connosco. Obrigado.
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De AEfetivamente a 04.02.2012 às 11:41

Obrigada por este seu pequeno grande comentário eu. Eu gosto à brava de vocês. Na total liberdade, como sugere. :) Excelente fim de semana para si.

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