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Uma ideia genial!

por Luís Menezes Leitão, em 23.01.12

 

De facto, o que a União Europeia neste momento realmente precisava era de um embargo petrolífero ao Irão. No mesmo dia em que Christine Lagarde avisa a União Europeia para ter cuidado, pois a crise do euro pode significar uma nova Grande Depressão, nada melhor para apimentar ainda mais a coisa que criar um novo choque petrolífero, fazendo o preço dos combustíveis disparar ainda mais. E como a Espanha e a Itália estão em risco de precisar de uma ajuda externa que ninguém lhes pode dar, não há melhor que retirar-lhes desde já o acesso ao seu tradicional fornecedor de petróleo, forçando-as a procurar alternativas seguramente mais caras. Não sei quem foi o autor da ideia, mas ela merece desde já o prémio do disparate do ano ou, se calhar, do século.


16 comentários

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De Luís Menezes Leitão a 25.01.2012 às 06:05

Não, o meu amigo é que está certo. Não vai haver prejuízos nenhuns de um embargo petrolífero. O petróleo está muito barato, há poucos países a procurar petróleo e a Europa pode bem aguentar algum aumento do preço. E se não há multidões na rua é porque a decisão está certa. Realmente...
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De sampy a 25.01.2012 às 12:19

O meu amigo faz a figura daquelas pessoas que pensam que as gripes se apanham à conta das correntes de ar. Confundem causalidades com condicionantes.
A alta do preço do petróleo não se deve a embargos, mas sim ao que está por detrás disso: a prossecução do programa nuclear por parte do Irão e a perturbação que tal gera na região. Essa é a causa. Esse é o problema a ser resolvido.

Que espanhois e italianos (e brevemente japoneses e coreanos) sejam forçados a procurar alternativas, também é uma questão de perspectiva. Faz lembrar a da raposa que desdenhava das uvas por não chegar a elas. Na aparência, estão a ser forçados a aderir ao boicote; na prática, foram informados de que já não falta muito para o petróleo iraniano deixar de correr nos pipelines. Dir-se-ia que estão a ser forçados na mesma; mas forçados a encarar o problema de frente e a prepararem-se para o que aí vem.

Vem aí outro choque petrolífero? Em princípio, não. Precisamente porque a economia ocidental está como está, e a procura tem desacelerado; e porque os EUA têm controlo sobre várias das torneiras, a começar pela Arábia Saudita. É claro que nos espera (mais) algum sofrimento nas carteiras; mas vamos ter de aguentar.

As incertezas sobre a forma como se vai travar esta guerra são mais que muitas; e ainda mais sobre o seu desfecho. Mas uma coisa é certa: daqui a coisa já não passa. Precisamente essas incertezas levaram a que não se agisse até agora, e se tentassem todas as outras soluções. Nada resultou.
Agora, os dados estão lançados: a "primavera árabe" cumpriu a sua função, destabilizando os potenciais aliados do Irão (só este conseguiu resistir aos "ventos democráticos"); as forças militares ocidentais foram quase todas desmobilizadas dos palcos de guerra anteriores; os paióis americanos estão repletos; as eleições americanas estão a entrar em ponto de caramelo (sempre a "happy hour" dos lobbies da indústria militar); e os habituais clientes do petróleo iraniano estão a ultimar a transferência de fornecedor.
Comece a festa.

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