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Que eu...

por João Carvalho, em 15.12.11

 

... não pago!


22 comentários

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De singularis alentejanus a 15.12.2011 às 22:26

No meio desta confusão esclarecida, considero que a única coisa de bom que aconteceu, foi ficarmos a saber com quem realmente lidámos e lidamos, e que de uma forma tão sui generis assumiu a razão pela qual Portugal se encontra nesta situação.
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De João Carvalho a 15.12.2011 às 22:32

Exacto. Sui generis e singularis.
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De Pedro Correia a 16.12.2011 às 01:19

Olha os Trabalhadores do Comércio. As saudades que eu já tinha dessa alegre bandinha...
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De Bartolomeu a 16.12.2011 às 08:25

Como já comentei, todo este empolamento em torno de uma ideia que o "filosofo" (despretenciosamente) sugeriu lá de um recanto do campus de uma universidade francesa, não faz o menor sentido.
Atenção! Escrevi que o empolamento não faz sentido, e não, a ideia. Isto só para termos a certeza de que estamos a olhar para a mesma "árvore".
E digo que não faz sentido porque, como todos já certamente se aperceberam, o governo agora é chefiado por um tipo que se chama Passos Coelho e não José Socrates e o Ministério das Finanças tem um ministro que se chama Vitor Gaspar e não Teixeira dos Santos. Portanto, discute-se uma ideia veiculada por um "ex".
Ora bem, o mais natural, seria que a mesma ideia não colhesse, não cativasse o interesse suficiente para que o governo e os partidos da oposição a pesassem e a discutisem. Mas... fizeram-no! E fizeram-no porquê?
A resposta mais lógica que me ocorre; é porque ela (a ideia) à muito que infecta a mente do português médio (a maioria no país). E infecta a mente do português médio, porquê?
Ora, a resposta a esta até um puto da pré sabe responder... exacto, porque ha televisão, jornais e rádio, e o "tuga-médio" ainda assiste aos telejornais e aos blocos de notícias e, apesar de ileterado, ainda passa os olhos pelas manchetes dos jornais. Ora bem, mesmo ileterado, o "tuga-médio" percebe com clareza que lhe estão a "meter o dedo no cu". E estão porquÊ?
Porque a dívida do estado (exacto, aquela que todos pagamos com a redução dos subsídios, dos ordenados e o aumento dos impostos) continua a aumentar, mas a despesa do mesmo estado (pois... aí é que está o busílis; é que o estado é o mesmo, ainda se fossem estados diferentes...) acompanha o aumento da dívida.
Assim, o pobõe pensa: mazentão and'a pagar o quê... a quem... para quê?
Concluindo; aquela ideia que infecta a mente do "tuga-médio" e que cresce de tamanho, não tem a ver com infantilidade, nem boçalidade, nem ausência de sentido de responsabilidade. Tem a ver com racionalidade.
E o "filósofo", que é um "ratão" do camano, topou isso à légua (quantas léguas serão de Paris até cá?) e deve ter pensado lá para ele: pera lá Sócrates, vamos aqui lançar um rastilho que aqueles gajos lá de lisboa até se vão borrar todos pelas pernas abaixo.
E pelos vistos resultou.
Isto lembra-me aquele livro do Virgilio Castelo, "O Último Navegador" em que o Benjamim ameaça o bispo de Tomar, que lhe tinha enrabado o irmão, com um martelo pneumático; e o bispo, acagaçado, tentando fugir, despenca-se por um buraco, acabando por bater a caçuleta. Este episódio, é o que vai fazer com que governos caiam, guerras sucedam e um novo governo monarquico, uma nova ordem social, mais justa e equilibrada, surjam.
Vamos ver, cuméquevaiser...
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 09:48

Em suma (se bem entendi): a ideia do dito-cujo teve muito eco e isso permitiu que colhesse junto dos que ainda estão infectados ou que não estão imunes e ficam infectados. Ainda bem. Ficámos a conhecer mais um. Mais um que até ocupa um lugar político com certo relevo. Ficámos não só nós a conhecer, mas ficou também o actual líder deste e de outros infectados, o que é uma rica bota para ele descalçar.
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De Bartolomeu a 16.12.2011 às 10:21

Tá bem...abelha.
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 11:29

Se eu encontrar a abelha, entrego-lhe essa flor para ela fazer mel fresco. Antes que
.
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 12:08

Credo! Já não chegava a flor? Vire p'ra lá esses óculos!
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De Laura Ramos a 16.12.2011 às 12:58

Eh lá, mas o que é isto?! Ass: polícia de costumes. :))
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 13:04

O deputado? Um dos socialistas do costume!
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De Bartolomeu a 16.12.2011 às 13:05

Tem razão, caro João; a escolha do "boneco" não foi feliz da minha parte. Pode prestar-se a intrepretações com segundo sentido. E issagente não quer! (apesar de que, pessoalmente, estoumamarimbar).

;)))))))
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 15:46

'Inda bem!!!
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De Dina a 16.12.2011 às 11:28

Bom dia João
Já algum tempo que de vez em quando passo por aqui e tem-me dado algum prazer ler e reler alguns dos vossos posts, principalmente dos participantes iniciais, a Ana Vidal, o próprio João, a Teresa, o Pedro Correia. Nem sempre concordo, mas aprecio.Na maioria dos casos considero que são opiniões, respeito e por vezes através delas até tenho reconsiderado algumas das minhas.
Tenho-me apercebido que a maioria de vocês tem uma enorme pedra no sapato (com todo o direiro, obviamente):-Eng. José Socrates (digo Eng. com toda a legitimidade que é aceite aos licenciados a quem tratam por Drs., nos quais me incluo, mas contesto, e aos antigos (lembra-se?) regentes agricolas que com 8 ou 9 anos de escolaridade passaram a ser Engenheiros(!!). Trabalhei numa empresa onde os mesmos eram apelidados de Engs. do Nabo).Bom, mas isso agora não interessa nada. A minha dissertação tem a ver com o facto de que, contrariamente ao que esperava, também vejo em alguns dos vossos textos a tal agressividade e belicosidade verbal, a raiva acéfala, a intolerancia, que tantas vezes condenam! Ao ler isto vai dizer, claro, mais uma "infetada"! E sim, concordo, se "infetada" é ter votado ao longo de algumas dezenas de anos PS, com exceção das primeiras legislativas em que votei e votei PC, por motivos muito obvios para mim, na altura. Fui criada em ambiente de aldeia, onde não havia fome, mas também não havia dinheiro, onde só após o 25 de abril na fase dos "comunas" é que vi os meus pais poderem fazer um quarto de banho, uma sala, que até ai também servia de quarto, enfim, um cem numero de coisas que eram completamente impensáveis obtermos nos idos anos anteriores. A outra exceção, foi votar PRD(penso que eram estas as iniciais), em que a Manuela Eanes e o Herminio Martinho eram os principais rostos visiveis. Após isso, assentei definitivamente naquele que considero ser um partido que não sendo de esquerda, também não é de direita e sim, dei o meu apoio ao ex primeiro ministro, e sim continuaria a dar, apesar de achar que já em 2009 ele deveria ter perdido as eleições! Foi e tem sido o politico mais maltratado após 25 de abril, com razão, dirão vocês. Sim, em algumas situações, direi eu. Isto para concluir o quê? que não me considero infetada por qualquer vírus ou bactéria, muito menos pelo Eng. José Sócrates. Também não lhe dou a importancia que muitos parecem querer dar, se não vejamos, ele foi 1.º ministro de Portugal, de Espanha, de Itália, da Bélgica, da Irlanda, e quem sabe, da França, da Alemanha? Não, pois não? Mas serve de justificação para toda esta loucura que se está a passar na Europa, só não percebo é como! Como isto é um sítio de opinião, eu opino, mal provavelmente, que os "infetados" vêm do tempo do atual Exmo. Presidente da Républica e como a infeção foi de tal ordem, não houve quem tivesse ou quisesse aplicar o anti inflamatório apropriado. Agora parece-me tarde. A carga de antibióticos com que nos estão a bombardear, vai concerteza matar muitos de nós. Mas...quem é o culpado, obviamente o Sócrates e os Socratistas que deixaram o País e a Europa no estado em que estão! Será? A minha tolerancia aceita as várias opções e opiniões, sem que por isso apelide do que quer que seja, seja quem for, pelo facto de apoiar este ou aquele partido, este ou aquele líder.
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 12:04

Nunca passei por isso, felizmente, mas tenho especial respeito por quem viveu com a falta de um sem-número (é sem) de coisas que já no passado deviam fazer parte do padrão mínimo da dignidade.

Percebe-se bem que não partilhamos muitos ideais, mas alguns seguramente são-nos comuns. O facto de já ter encontrado razões para repensar e reflectir a partir do que aqui publicamos parece ser prova disso e dá-nos grande satisfação.

Quanto à essência do que escreve, que é (digamos assim) a eventual omnipresença do Sócrates em comentários políticos, creio que se explica facilmente:
– arrastou-nos para uma dívida de loucos que agora temos de sofrer por muito tempo;
– foi um primeiro-ministro com uma vaidade insuportável que se manifestava sobremaneira pela intolerância em relação aos que pensavam de modo diferente;
– foi de uma desfaçatez sem limites em relação a quase todas as promessas que fez, traduzida pela lata para mentir em todos os momentos;
– deixou uma marca de notória incapacidade para governar e manteve alguns ministros piores do que ele apenas porque o bajulavam;
– a presença dele, pelos motivos acima, ainda se mantém demasiado fresca, infelizmente;
– a estrutura cimeira do PS ainda conserva muito do núcleo duro do Sócrates, porque o partido não foi ainda capaz de os mandar fazer a travessia do deserto;
– a actual liderança do PS tem sido tudo menos eficiente e eficaz para estar à altura do papel que se esperava.

Espero que encontre aqui uma mão curta de razões que, a meu ver, podem justificar ou apoiar a eventual "síndrome de Sócrates". Mas haverá sempre mais uma, no que a mim diz respeito: é uma tentação usá-lo (a ele e a alguns outros, como o Pinho e o Mendonça) no nosso anedotário. O que é bem melhor para elevar a moral do que ficarmos a perorar pela triste herança que ele nos deixou a todos.

Contamos que continue a visitar-nos, Dina. E vá deixando a sua marca por cá.
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De Dina a 16.12.2011 às 12:28

Aprecio a sua sempre disponibilidade para a correção ortográfica dos textos. Ainda bem que o faz.
A tudo o que referiu facilmente se pode mudar o nome de "síndrome de Sócrates" , para "síndrome" de um outro qualquer 1.º ministro e respectivos apaniguados.
Infelizmente para nós as diferenças parecem não existir!
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 12:39

Claro que sim, mas não tenho como líquido que seja uma síndrome, se bem reparou. Pela minha parte, o que prefiro e me parece mais decente e justificado é beliscar (salvo seja) aquele que deixou a pior "pegada" política destas três décadas.

Duvido que ele tenha alguma vez oportunidade para regressar ao exercício político, mas acredite que tenciono contribuir para que isso se torne realmente impossível.
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De Dina a 16.12.2011 às 14:30

Só para terminar. Tive uma colega de quem se falava muito, pelos piores motivos, achavam os delatores. Ela sabia, mas tinha uma postura em relação a isso que eu achava extraordinária. Dizia uma coisa do género: "ainda bem que falam, é porque me dão alguma importância e se lembram que eu existo, se assim não fosse é que eu me preocupava".
Bom fim de semana.
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 15:48

Isso é menos ele e mais eu. O dito é antigo e reza assim: não importa que falem mal; importante é que falem.
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De pink a 16.12.2011 às 09:49

Só os burros ficam calados. Viva o Nuno!
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De João Carvalho a 16.12.2011 às 09:59

Não sei. Alguns são do tempo em que os animais falavam.

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