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Delito de Opinião

A economia de Sócrates

João Carvalho, 07.12.11

A chusma de disparates sobre gestão governamental disparada por José Sócrates em terras de França e muito bem registada mais abaixo pelo nosso Luís Menezes Leitão ("A filosofia de Sócrates") é inacreditável. Tanto mais se tivermos em conta que o chorrilho aconteceu numa conferência com universitários da Sciences Po, a escola onde ele diz que estuda Ciência Política, perante alunos da secção latino-americana.

Se o latino-americano técnico de Sócrates tiver sido bem traduzido, reparem só nesta saída extraordinária: "Para um país como Portugal é absolutamente essencial, para a sua modernização e para o seu desenvolvimento, ter financiamento, quer para a modernização das suas infraestruturas, quer para a modernização das suas políticas, quer para o crescimento da sua economia."

Uma verdadeira pérola desse guru em economia que chefiou dois governos durante sete anos. Representa na perfeição e de modo explícito a incapacidade do primeiro-ministro afastado nas eleições antecipadas deste ano.

Sócrates pode falar muito da modernização de infraestruturas, com as autoestradas sem carros, com os aeroportos sem aviões, com as energias alternativas pagas por quem nem lhes sente o cheiro, com as linhas férreas e os aeroportos desenhados vezes sem fim sem nunca saírem das toneladas de papel dos projectistas e por aí fora.

Ele pode também falar da modernização de políticas erráticas que nunca soube corrigir. Até pode ainda falar do crescimento económico que só conseguiu fazer regredir ano após ano.

Sem modernização e sem desenvolvimento, claro que Sócrates afundou Portugal em dívidas que nunca pararam de crescer até correr com as fontes de financiamento. Fica-lhe bem perorar assim, à laia de lamento, depois de se ver apeado por deixar o País na maior penúria. O que lhe fica mal é fazê-lo em público a académicos.

"Foi o que eu estudei em Economia." Sim? Com algum exame enviado para casa e entregue em mão? Também me parece.

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