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A filosofia de Sócrates.

por Luís Menezes Leitão, em 07.12.11

 

Parece que Sócrates afirmou que "pagar a dívida é uma ideia de criança". Ou seja, os adultos devem aprender a ser caloteiros. O problema é que depois só os ingénuos lhes dão crédito. Com um Primeiro-Ministro com estas ideias, não admira que Portugal tenha caído a pique nas agências de rating e os juros tenham disparado, fazendo-nos passar pela situação actual. Confesso que não consigo entender tamanho desprezo pelos contribuintes e falta de contrição pelo estado em que deixou o país. Alguém que lhe explique que a dívida de hoje são os impostos de amanhã. E que os credores deixam de emprestar aos países que tiveram governantes que fazem declarações destas.

 

Adenda: Esta justificação a posteriori perante o escândalo das suas declarações é que parece mesmo uma ideia de criança.


15 comentários

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De Bartolomeu a 07.12.2011 às 16:33

Quanto aos credores, não sei. Mas suspeito que não sejam as "bocas" de ex-governantes, que os façam desistir de emprestar dinheiro a pobretanas, cobrando juros tão altos, quanto maior for a sua dívida.
Agora, quanto ao eleitorado... óh caro Luis Menezes, temo ter uma terrível notícia para lhe dar. É que, talvez não tenha reparado ainda, mas o eleitorado delira com tudo o que cheire a escândalo, preversidade, promiscuidade, vigarice, etc e tal.
é a velha máxima "quanto mais me enganas, mais gosto de ti".
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De Helena a 07.12.2011 às 16:44

Declarações destas quando se joga o futuro da Europa e da moeda única não sao infantis, sao incendiarias e irresponsáveis. Ou será que o senhor ex-primeiro ministro acha que os contribuintes europeus andam distraídos e não lêem a imprensa internacional?
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De João Carvalho a 07.12.2011 às 17:16

Os tempos é que vão ruins para aturar números de circo, mas a tal justificação a posteriori assemelha-se realmente a uma palhaçada para garotos.
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De Desconhecido Alfacinha a 07.12.2011 às 17:19

Relembrando o recente diferendo Galamba / Carlos Costa fica o mesmo perfeitamente esclarecido...
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De jj.amarante a 07.12.2011 às 17:20

A alegada "justificação" parece-me mais que razoável, trata-se duma clarificação que seria completamente desnecessária se não houvesse um conjunto relativamente numeroso de pessoas alérgicas a qualquer comentário emitido por José Sócrates. O que é estranho é o relevo dado a um comentário que está em sintonia com o pensamento económico dominante.
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De João Teago Figueiredo a 07.12.2011 às 17:24

a dívida pública é, por definição, eterna. ponto.

abraço,
jtf
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De l.rodrigues a 07.12.2011 às 17:26

Considerando-me insuspeito de simpatia para com o engenheiro filósofo, o que ele disse no video que vi é que a dívida de uma país é uma coisa que se gere, mas que é virtualmente eterna e permanente.
Não é nada de absurdo dizer isto. Dava era para perceber que era uma convicção ainda pouco consolidada e por isso deve tê-la adquirido há pouco tempo. Certamente depois do PEC 4.
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De Ego Sum a 07.12.2011 às 17:42

O sorriso cândido e irresponsável da foto podia bem ser substituído pela sua ex-vaso-comunicante , em pose libidinosa. Vá aponham aqui uma foto da Câncio e desanuviem o ambiente.
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De militante a 07.12.2011 às 17:55

Ena pá...

Temos homem... o Seguro que se segure bem!

O "Zurrinho" dirá: Em cada 100 militantes PS 199 preferem o Sócrates!

Como filosofo... parece e aparece melhor que o engenheiro-domingueiro.
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De Carlos Cunha a 07.12.2011 às 21:26

parece que o cândido postador nunca se perguntou, ou perguntou a alguém, porque os países ricos afinal têm dívida pública, que pula e avança em alturas de crise.
qualquer dia o cândido postador também vai ficar surpreendido quando ler ou ouvir que a dívida pública alemã, se repartida "per capita", é muito superior à dívida pública portuguesa, se repartida "per capita".
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De lucklucky a 08.12.2011 às 00:16

Espero que saiba que o rendimento per capita Alemão é bem maior que o nosso...

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