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As fronteiras da liberdade

por Pedro Correia, em 24.11.11

 

Em dia de greve geral suscita-se a questão: como vamos em matéria de direitos laborais por esse mundo fora? O melhor é consultar o relatório anual da Confederação Internacional de Sindicatos: nenhuma organização está tão bem informada nesta matéria.

O documento fica aqui, à consideração de quem o quiser consultar. Por mim, tomo a liberdade de citar alguns exemplos:

 

Bielorrússia: «Os sindicalistas têm sido detidos e demitidos.»

 

China: «Restrições maciças à liberdade de associação e ao direito à greve.»

 

Coreia do Norte: «Na prática, os direitos sindicais não existem.»

 

Cuba: «A lei não reconhece especificamente o direito à negociação colectiva nem o direito à greve.»

 

Irão: «Os sindicatos são severamente condicionados e as greves estão proibidas.»

 

Síria: «A negociação colectiva quase não existe e é praticamente impossível convocar uma greve legal.»

 

Vietname: «O Governo continua a reprimir os sindicatos independentes.»

 

Zimbábue: «Trabalhadores da administração pública não têm o direito de formar sindicatos nem gozam do direito à greve.»

 

ADENDA: faz agora um ano, neste blogue, escrevi isto.


14 comentários

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De Luís Reis Figueira a 24.11.2011 às 00:35

Ao ver esta fotografia, associei-a de imediato ao '1984', do Orwell. Tenho a impressão de que o BB deve estar ali algures, camuflado num dos candeeiros centrais, a anotar que a nº 35524 já olhou duas vezes para a parceira do lado, e está a baixar perigosamente a produção.
Já agora, quanto ao exemplos que aqui nos traz, o que é que a última edição do «Avante!» tem a dizer acerca deles? Talvez, como diria o Herman, "tudo mentira, Isidrio!»...
Abraço.
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 17:25

O 'Avante' solidariza-se com os regime opressores. Contra as classes trabalhadoras desses países.
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De Anónimo a 24.11.2011 às 01:27

É confortável citar exemplos de países em (vias de) desenvolvimento pró-comunistas sem os colocar lado a lado com países em (vias de) desenvolvimento mais liberais. É confortável defender uma sociedade mais-ou-menos social-democrata e defender mais-ou-menos mercado. É assim que funciona o mundo confortável mais-ou-menos ideológico. O Pedro Correia é um sujeito podre, mais-ou-menos parecido àqueles com que confortavelmente me rodeio no dia-a-dia.
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 17:26

Já chegaste a Pionguiangue para fugir da podridão capitalista ou ainda vais a caminho?
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De Laura Ramos a 24.11.2011 às 02:52

Nem mais. Chama-se a isto ciência comparatística.
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De Anónimo a 24.11.2011 às 13:08

Se é comparística então comparem-se os países capitalistas em desenvolvimento com os países comunistas em desenvolvimento. Se é mais do que comparística e carrega também um complexo de culpa, deixe (ou tente deixar de) de consumir coisas fabricadas em países onde não há direitos laborais e veja quanto lhe sobra. A falta de direitos laborais no mundo é o capitalismo a funcionar, o engraçado é ver como se consegue inverter a coisa e dar-lhe até uma maquilhagem social-democrata. Cambada de fascistas!
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 17:28

Segundo este patusco, a falta de direitos laborais em Cuba e na Coreia do Norte "é o capitalismo a funcionar". Não sei se ruma ao "socialismo". Mas já chegou seguramente ao astigmatismo.
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De Luís Melo a 24.11.2011 às 09:57

Sobre o mesmo tema, sugiro a leitura dos post Greve Geral de 24 Novembro: A razão de CGTP, UGT, PCP, Bloco... (http://eramaisumfino.wordpress.com/2011/11/24/24nov-a-razao-de-cgtp-ugt-pcp-bloco/)
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 17:29

Boa sugestão, Luís.
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De José Navarro de Andrade a 24.11.2011 às 13:11

A lógica é muito simples: parte destes regimes é do proletariado, outra parte é do povo. Assim sendo, só o burgueses farão greve para sabotar o governo popular. A greve é um instrumento da luta de classes, não tem nada a ver com as revindicações profissionais. Do mesmo modo só um louco poderá estar contra a belíssima utopia socialista. Ora se é louco tem que ser tratado em hospital psiquiátrico. Lógico, não?
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De g.a. a 24.11.2011 às 14:26

Estou cansada de ouvir o Sr. Carvalho da Silva e quejandos. Ufa! Por obséquio, envie-lhe o supracitado relatório anual.
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 17:29

Já está cansada? Ele ainda só é líder da CGTP há um quarto de século...
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De Rui Rocha a 24.11.2011 às 20:53

Oportuníssimo apontamento, Pedro. Pena também que, por cá, alguns não saibam respeitar o direito à greve. Tão grave é restringir o seu exercício como impedir quem quer trabalhar de o fazer.
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De Pedro Correia a 24.11.2011 às 23:14

A propósito disso amanhã publicarei aqui outro apontamento, caro Rui. Incomode quem incomodar.

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