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Isto não vai acabar bem

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 31.03.09

O Procurador-Geral da República desmente que os magistrados que investigam o caso Freeport estejam a ser pressionados. O Sindicato do Magistrados do Ministério Público garante que sim, e vai fazer queixas a Cavaco Silva. Ora, ou estou a ver mal as coisas, ou alguém está a enganar-nos. Por outro lado, vindo as divergências sobre a matéria do mesmo corpo de magistrados, alguma coisa me diz que isto vai acabar mal.


19 comentários

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De Luís Reis Figueira a 31.03.2009 às 19:19

Também me quer parecer que não, embora tenha o pressentimento de que há alguém a quem isto até não vai correr nada mal... E até arrisco uma «previsão»: - o Sr. PM não vai sair minimamente beliscado disto e até já há quem esteja a pensar levá-lo em ombros. Ou até num andor, quem sabe?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:48

Pois, também me parece.
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De Zé Quitoles a 31.03.2009 às 19:38

Achei piada a o sr. PGR ter garantido que "fracassarão" quaisquer manobras para criar suspeição e desacreditar a investigação, como se a dita não o estivesse já.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:48

Está, não está?
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De Leonor a 31.03.2009 às 20:43

Isto sem tem uma leitura: os procuradores que se sentem pressionados (acredito na existência de pressões) não se reveêm no PGR, daí que o tenham "desmintido", e, mais ainda, parece não acreditarem nos seus pares (no próprio sistema) para resolver a situação preocupante que o caso freeport gera. Daí que tenham denunciado a situação publicamente e recorrido ao PR.

Não creio que acreditem que o PR resolva o que quer que seja, mas é tão-só a forma encontrada para dar relevância (pública, mediática) ao problema.

A ser correcta esta leitura, a Justiça está perdida e com ela toda a democracia.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:49

EStamos a ir por mau caminho, estamos.
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De Daniel João Santos a 31.03.2009 às 21:40

estes senhores não tem poder para dar um chapadão a quem os pressiona?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:49

Têm, mas parece que não querem.
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De john a 31.03.2009 às 21:56

Tenho cá para mim que isto vai acabar como tantos outros processos: com o caso arquivado, sem responsabilidades apuradas. E com Sócrates a passar airosamente por entre os pingos de chuva.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:49

Não seria espantoso, não.
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De joão santos a 31.03.2009 às 22:12

Seria interessante que se lançasse na blogosfera a pergunta/sondagem sobre o desfecho do caso Freeport : Sócrates vai ou não ser acusado?
Depois basta esperar uns tempos pela decisão do Ministério Público e veremos que a resposta é não. Não, Sócrates não vai ser acusado!

E não vale a pena discutir os factos e o Direito, coisas que de que pouco valem aqui...

O homem não vai ser acusado, ponto final parágrafo! Querem apostar?
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De vitor nunes a 31.03.2009 às 23:52

Acusado?Quem vai sair mal disto ainda vão ser os homens do ministério publico.Sócrates é muito sério muito mesmo,mesmo muito.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:50

Não faço apostas destas :-)
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De Pedro Correia a 01.04.2009 às 00:44

O Procurador-Geral da República que agora se desdobra em comentários e comunicados sobre o caso Freeport, sob pressão dos media, foi o mesmo que não se incomodou com a falta de investigação do processo durante quatro anos. Em termos de credibilidade, ficamos conversados. E é evidente também para mim, caro Joaquim, que isto só pode acabar mal. Para o Ministério Público, desde logo.
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De Anónimo a 01.04.2009 às 09:14

O PGR é o mesmo há quatro anos? Essa agora...

Lá que o que existe agora tem metido os pés pelas mãos no caso Freeport é outro assunto...
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:50

E como o MP é o garante da legalidade, ficamos mal todos, Pedro.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:51

Não, não é mesmo dos últimos quatro anos.
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De Paulo Sousa a 01.04.2009 às 14:25

Têm os magistrados liberdade de acção?

Se o Procurador achar que deve responder afirmativamente a esta pergunta, porque vem logo desmenti-los quando se queixam do contrário?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 01.04.2009 às 18:52

Parece ques esta é uma parte do problema. Saber até que ponto cada magistrado do MP é autónomo.

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