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A sociedade dividida em três

por Ana Margarida Craveiro, em 30.03.09

Structurally, we are endangered because many of the Western democracies are becoming tripartite states in which one-third of all taxpayers are employed by government at some level, one-third of the people are crucially dependent in some way on government support (welfare, Medicare, Medicaid, farm subsidies, and a gazillion other untrackable support programs), and one-third produces the income (the tax base) paid out in supports for the first two-thirds.

 

William D. Gairdner, na New Criterion.

 

A ideia de Gairdner é interessante, e tem consequências neste contexto de depressão. A crise começou por afectar inicialmente desempregados e classes mais baixas, que passam a depender do estado. Para os muitos que trabalham para o estado, houve duas hipóteses: reforma antecipada, para quem a pediu antes de os valores descerem no início deste ano, e  um agarrar-se com toda a força ao emprego, para todos os outros. Há um egoísmo implícito: quem tem 50/60 anos, recusa-se a abdicar de um cêntimo do que tem, mesmo sabendo que isso fecha as portas aos seus filhos. O que conta é o salário ao fim do mês, e esse é pago a horas pelo estado, com ou sem crise.

Claro que há um problema grave; os programas de apoio não se pagam a eles mesmos. Nada têm de sustentado. É evidente quem vai pagar esta almofada de protecção: o último terço. São os profissionais liberais que vão aguentar este Titanic, com os seus impostos. 


2 comentários

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De Jorge Assunção a 30.03.2009 às 21:35

Gostei do artigo do William Gairdner. Um dos problemas de Portugal é exactamente a enorme massa de pessoas dependentes do apoio governamental que caracterizam a nossa sociedade, temo que se não tivermos cuidado na resposta à crise internacional, quando sairmos delas teremos desequilibrios internos ainda mais graves.
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De JMG a 30.03.2009 às 22:18

"São os profissionais liberais que vão aguentar este Titanic, com os seus impostos."

Essa é boa! Então os trabalhadores do sector privado, os empresários, as empresas?

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