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Nos cem anos de Manuel da Fonseca

por Pedro Correia, em 15.10.11

 

Noite de sonhos voada

 

Noite de sonhos voada
cingida por músculos de aço,
profunda distância rouca
da palavra estrangulada
pela boca amordaçada
noutra boca,
ondas do ondear revolto
das ondas do corpo dela
tão dominado e tão solto
tão vencedor, tão vencido
e tão rebelde ao breve espaço
consentido
nesta angústia renovada
de encerrar
fechar
esmagar
o reluzir de uma estrela
num abraço
e a ternura deslumbrada
a doce, funda alegria
noite de sonhos voada
que pelos seus olhos sorria
ao romper de madrugada:
— Ó meu amor, já é dia!...

In Poemas Dispersos

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18 comentários

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De Anónimo a 15.10.2011 às 22:12

Esse perigoso Bolchevique....
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De Pedro Correia a 15.10.2011 às 23:24

Eheh. Você é persistente. Mas até acho alguma graça a isso...
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De IsabelPS a 15.10.2011 às 23:10

Faz-me falta um polegar para cima neste blogue (e já agora, um polegar para baixo também, para quando é preciso).
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De Pedro Correia a 15.10.2011 às 23:23

Fica a sugestão, Isabel. Vamos tratar disso.
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De Leonor Barros a 15.10.2011 às 23:32

Bem lembrado, Pedro.
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De Pedro Correia a 15.10.2011 às 23:36

Faz hoje cem anos que nasceu, Leonor. Queria ter deixado aqui um texto diferente, escrito por mim, mas não me foi possível. E que melhor homenagem a um escritor do que lermos a obra dele?
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De Leonor Barros a 15.10.2011 às 23:38

É mesmo. E faz hoje 7 anos que recebi uma menção honrosa num Prémio com o nome dele.
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De Pedro Correia a 15.10.2011 às 23:58

Não sabia, mas gostei de saber. Muito bem.
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De Ana Lima a 16.10.2011 às 00:20

Da obrigação de o ler na escola ficou a descoberta (através do "Seara de Vento"). Só mais tarde tomei contacto com a poesia. Combativa quando se tratava de denunciar a realidade de muitos, cheia de ternura quando se associava só a dois. Uma efeméride bem lembrada.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 13:33

Há pouco tempo visitei uma exposição dedicada a Manuel da Fonseca no excelente Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, Ana. Vale a pena ir lá só para ver com vagar este museu, que se tornou um dos focos de atracção cultural de Vila Franca, ali a dois passos do Café Central imortalizado na trilogia de Álvaro Guerra.
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De Ana Lima a 17.10.2011 às 00:07

Obrigada pela sugestão. Ainda não visitei mas já tencionava ir. Assim tenho mais uma razão. :)
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De Pedro Correia a 17.10.2011 às 01:05

Vais gostar, aposto.
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De Teresa Ribeiro a 16.10.2011 às 10:14

Há "munta falta de memória" neste país, também em relação ao melhor que temos. Bem lembrado.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 13:34

Pois é, Teresa. Compete-nos a todos lutar contra essa falta de memória. Os blogues servem também para isso.
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De AEfetivamente (blogue) a 16.10.2011 às 10:21

Bom dia:) Adoro Manuel da Fonseca, o neo-realismo, um tempo e uma literatura marcadas pela história, com sentido(s), a resistência, as palavras que se eternizaram... Viva os escritores, os bons, os sábios, os que se engajaram, os que viveram durezas e ao mesmo tempo nos alimentaram a alma.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 13:35

Eu também gosto do neo-realismo e de muitos expoentes dessa escola literária e artística, vários deles injustiçados por uma certa crítica pseudo bem-pensante a que nunca aderi.
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De mjm a 16.10.2011 às 21:08

Conheci pessoalmente, dava gosto ouvi-lo contar estórias, à mesa do café:)
Não consigo entender, porque deixou se ser obrigatório ler os seus livros no ensino ?
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De Pedro Correia a 17.10.2011 às 01:06

Que privilégio, ter conhecido pessoalmente Manuel da Fonseca. Eu conheci pessoalmente vários escritores já desaparecidos, como Jorge Amado, José Saramago, Alçada Baptista e Ruy Cinatti. E senti-me sempre privilegiado por isso.

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