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Fumaça

por Paulo Gorjão, em 28.03.09

Esta mega-operação poderia ter tido lugar antes da divulgação do Relatório Anual de Segurança Interna. Acontece que ocorreu imediatamente após a divulgação de números incómodos para o Governo. Como não poderia deixar de acontecer, salvo explicação convincente, esta iniciativa não escapa à suspeita que foi ditada puramente por critérios de necessidade política do Governo -- e do MAI em particular -- e não por objectivos operacionais de segurança. Nada de novo, portanto...

[Adenda]

A isto chama-se ironia de fino recorte ainda que involuntária: o Público não encontrou melhor fotografia para ilustrar uma suposta mega-operação policial do que uma imagem de viaturas policiais junto a uma esquadra que já não existe...!


8 comentários

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De Anónimo a 28.03.2009 às 16:55

Eu não diria suspeita, eu diria absoluta certeza. Ou já caíram no esquecimento ene espectáculos semelhantes proporcionados para sossegar o pagode, quando da onda de crimes do Verão passado?
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De André Couto a 28.03.2009 às 21:28

Defendes portanto que a seguir à divulgação de cada Relatório Anual de Segurança Interna negativo, as Polícias devem suspender as suas actuações e operações em curso?

Uma operação da envergadura da que aconteceu não se prepara em meia dúzia de dias, tenho pena que analises assim as coisas. É absolutamente ser preso por ter cão e por não ter.
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De Paulo Gorjão a 28.03.2009 às 21:43

Caro André, não tens de ter pena ou deixar de ter. Deves, sim, admitir que talvez estejas a ver as coisas de forma errada (conselho que naturalmente também admito para mim). Primeiro: a operação daquela 'envergadura', como a defines, é relativamente fácil de montar. Não são necessários propriamente seis meses para montar uma operação que visa o peixe miúdo. Acresce que o Relatório foi anunciado quando o Governo entendeu e estás a partir do pressuposto -- errado -- que o MAI só soube os números depois de divulgados (e que não teve tempo para montar uma operação de controlo de danos). Last but not the least, ainda no Verão passado houve algo semelhante -- depois da 'vaga' de criminalidade -- e houve testemunhos que confirmavam a natureza 'política' da operação. Em suma, não estamos propriamente a trilhar águas desconhecidas...
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De André Couto a 28.03.2009 às 22:10

Paulo, vou saltar por cima da parte em que um de nós estará a ver as coisas de forma errada por ser efectivamente algo subjectivo e muito uma questão de opinião.

Deixo-te antes uma reflexão sob a forma de pergunta: em última análise não é suposto que após um Relatório Anual de Criminalidade bastante negativo, o MAI envide esforços visíveis e fortes, não apenas para tranquilizar a população como também para repor o respeito no seio daqueles que ao longo do último ano mais desafiaram a autoridade?
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De Paulo Gorjão a 28.03.2009 às 22:53

Caro André é uma questão subjectiva, mas a leitura que faço sustenta-se em factos. Este ano houve duas supostas mega-operações, ambas a seguir a factos que colocaram o Governo em dificuldades. Coincidência?
Sobre a tua pergunta/reflexão: seguramente que do ponto de vista do Governo é suposto reagir. O spin a isso obriga. Do ponto de vista do interesse público a conversa é outra. Qual é a eficácia destas operações? Qual o seu contributo para o combate à criminalidade? Dizes que a operação visa "tranquilizar a população" e "repor o respeito". Isso consegue-se com operações desgarradas e sem políticas de segurança com continuidade? Duvido...
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De Berbigão a 28.03.2009 às 22:30

A cegueira pró-socretina obnubila a mente.
Dois pontos:
1) A "operação" em causa monta-se em poucas horas;
2) Os dados do relatório eram conhecidos do Governo muito antes de terem sido divulgados.
Shame on you, portanto.
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De Até Apostava a 28.03.2009 às 21:46

Não é por nada, mas André Couto é de certeza pseudónimo de Fernanda Câncio.
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De André Couto a 28.03.2009 às 22:12

Seria uma enorme honra para mim ser pseudónimo da Fernanda Câncio, pessoa por quem tenho uma enorme simpatia e admiração.
Mas não, não sou. Comprovadamente.

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