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O pós-jardinismo já começou

por Pedro Correia, em 09.10.11

Alberto João Jardim vence, ainda com maioria absoluta de mandatos mas já sem maioria absoluta no voto popular. Perde oito deputados, recua 16 pontos percentuais. Ao contrário do que pretendia, o Governo de Lisboa não levou sova alguma dos eleitores da Madeira. Pelo contrário, Pedro Passos Coelho viu reforçado o seu capital politico ao ter sido o primeiro chefe do Governo português a enfrentar directamente o senhor do Funchal. Com firmeza e sem rodeios.

Hoje ainda, Jardim pode fazer estalar algum fogo de artifício. Mas prepara-se já amanhã para o inevitável choque com a realidade. De alguma forma, o pós-jardinismo já começou.


9 comentários

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De Sara a 10.10.2011 às 00:20

Permita-me discordar :-) Achei que Pedro Passos Coelho não enfrentou Jardim com firmeza, mas que se limitou a cumprir os mínimos. Foi obrigado a enfrentá-lo publicamente porque os eleitores do Continente ainda são mais do que os da Madeira (e porque a situação é demasiado óbvia e grave), mas ainda assim o máximo que fez foi dizer que não iria participar na Campanha e fechou-se em copas, enquanto Jardim passou a criticá-lo abertamente, com a sua habitual verborreia. Imagine-se que o líder do Governo Regional era de outro partido, os comentários constantes que não ouviríamos de Passos Coelho acerca deste buraco e da arrogância que ainda por cima o presidente do Governo Regional ostenta a toda a hora...

De resto, esperou-se mesmo até ao dia seguinte ao das eleições para começar a falar do que terá de ser feito na Madeira, do que irá mudar. É que nem uma fuga de informação, nem uma declaração a adiantar propostas das medidas que poderão ser tomadas em conjunto com o Governo Regional... Quando veio a troika, não faltaram adiantamentos... ;-)
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De Pedro Correia a 10.10.2011 às 00:49

Sara, julgo que a questão da filiação partidária foi irrelevante para a posição assumida por Pedro Passos Coelho - uma posição que o eleitorado madeirense entendeu, como os resultados deixam antever. Repara: o facto é que, apesar de Alberto João Jardim também ser do PSD, isso não evitou que o primeiro-ministro criticasse a gestão danosa e a ocultação de relevantes dados de natureza orçamental na Madeira, algo que nunca nenhum outro primeiro-ministro fizera antes. Incluindo os socialistas, como António Guterres (que perdoou por duas vezes a dívida madeirense, reduzindo-a a zero) e José Sócrates (que presenteou Jardim com nova remessa financeira, a pretexto da catástrofe de Fevereiro de 2010, numa altura em que a região autónoma, segundo os relatórios do Tribunal de Contas, já revelava níveis de endividamento galopantes e preocupantes).
A política é sempre feita de comparações. Comparado com todos os antecessores, sem excepção, PPC foi o chefe do Governo que se expressou com maior clareza e frontalidade relativamente a Jardim.
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De Sara a 10.10.2011 às 01:07

Pedro, não havia outra hipótese. Numa altura em que nos cortam tudo, em que o nosso nível de vida desce, em que nos tiram o subsídio de Natal (até a quem, como no meu caso, nunca o recebeu), não havia manobra para fazer o que fizeram líderes anteriores. Os tempos são outros.
A filiação partidária está sempre presente, em todas as decisões tomadas e palavras proferidas destes políticos profissionais (acho que Jardim acaba por ser uma excepção). Está tudo estudado. Ousasse Passos Coelho ignorar o que se passa na Madeira e o país caía-lhe em cima. Acho que Passos Coelho foi inteligente em todo o processo. Como disse, limitou-se a desaparecer. Fosse Jardim um socialista e não preciso dizer-lhe que o papel de Passos Coelho seria, a meu ver, muito mais claro, duro e frontal.
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De Anónimo a 10.10.2011 às 12:53

PPC para confrontar directamente AJJ, só se lhe tivesse retirado a confiança política, coisa que não fez, este post é demagógico.
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De Pedro Correia a 10.10.2011 às 13:40

Dizer que o pós-jardinismo já começou é "demagógico" porquê? E a propósito de demagogia, anónimo: você por acaso não escreve umas coisas no Jornal da Madeira?
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De Pedro Correia a 10.10.2011 às 13:38

Sara, voltei a ouvir esta manhã Pedro Passos Coelho pronunciar-se sobre a Madeira e falou novamente em termos inequivocamente frontais, retirando qualquer possível margem de manobra a Jardim para as suas habituais piruetas. Como nenhum outro primeiro-ministro alguma vez falou antes dele.
Os tempos são duros e a linguagem política tem de endurecer na mesma proporção - é um facto. Mas isso não facilita a vida de nenhum governante, só a dificulta. A verdade é que Jardim não tem hoje a menor dúvida de que o tempo em que podia gastar aquilo que tinha e o que não tinha terminou de vez.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 10.10.2011 às 17:55

Notícias menos más da Madeira. E espero que se confirme o teu vaticínio - gostava de poder ir um dia à Madeira - onde nunca fui -, mas sem Jardim.
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De Pedro Correia a 10.10.2011 às 18:08

Nem sabes o que perdes, Joaquim. Madeira e Porto Santo são ilhas deslumbrantes. Vale a pena lá ir, governe quem governar.
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De Daniel João Santos a 10.10.2011 às 20:38

apesar de não apreciar muito Passos Coelho, a resposta que hoje deu a Jardim foi extremamente acertada. Diz Passos, que se a madeira pediu ajuda agora terá de estar à altura desse pedido.

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