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Sou republicano, adoro ouvir os discursos de Cavaco e ainda hei-de aproveitar o dia para visitar os jardins do Palácio de Belém. Mas acho que este feriado não faz sentido.

 

Adenda: É possível que no dia 1 de Novembro aqui coloque novamente a segunda frase, eliminando apenas a adversativa. E no dia 8 de Dezembro. E no dia 7 de Junho do próximo ano. E no dia 15 de Agosto. Quanto aos restantes feriados, provavelmente deixá-los-ei em paz.

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10 comentários

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De sampy a 05.10.2011 às 11:08

Penso que o feriado de 1 de Novembro continua a fazer sentido. Pois é a única oportunidade regular da sociedade como um todo se confrontar com o enigma da morte. Que permanece o grande tabu.

Faz falta um "dia dos mortos", um dia memorial, para que todos os dias sejam dias de pegar a vida, por mais dura que seja. Esconder os mortos, ignorá-los, é apenas criar um mundo de mortos-vivos. Uma sociedade de zombies é o que temos.
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De José António Abreu a 05.10.2011 às 11:50

Bom argumento, sampy. Ok, fiquemos pelos restantes.
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De Essa agora a 05.10.2011 às 15:36

O "dia dos mortos", como V. lhe chama, é 2 de Novembro e não 1, que é o de "todos os santos"...
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De sampy a 05.10.2011 às 23:37

Essa agora, não te aflijas que o próximo ano é bissexto.
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De Ana Vidal a 05.10.2011 às 16:53

Nunca tinha pensado nisso por esse prisma, Sampy. Estou totalmente de acordo.
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De sampy a 05.10.2011 às 12:07

Assaltou-me agora uma inquietação: com a prevista fusão ("agregação") de municípios, vamos ter fusão de feriados municipais? Vai ser um berbicacho...
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De José António Abreu a 05.10.2011 às 12:16

Apenas mais um em todo esse processo...
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De Essa agora a 05.10.2011 às 15:39

Ora, ora... Não vai haver qualquer fusão, agregação ou seja lá o que for de municípios. Ou V. ainda acredita em histórias da carochinha?
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De AMendes a 05.10.2011 às 12:32

Reporter da história:


..." De volta de dois meses de férias nas doces margens do lago Leman, cheguei a Lisboa na véspera da revolução.
Poucas horas depois de um breve tiroteio de barricada no alto da Avenida e de um lacónico bombardeamento proveniente de uma insubordinação de marinheiros a bordo de um navio de guerra, proclama-se perante Lisboa atónica e, imediatamente depois, perante a passividade do país inteiro, o triunfo dos revolucionários.
Este desenlace quase incruento ´em sua aparente superficialidade o trágico desmoronamento instantâneo de todo o velho mundo. É o reviramento, com o de dentro para fora e com o debaixo para cima, de uma sociedade inteiramente desarticulada. É uma nação ferida de morte na contiuidade da sua tradição e da história.
..." Pobres homens, mais dignos de piedade de que rancor, os quais inaginam que é com um carapuço frígio, talhado à pressa em pano verde e vermelho, manchado no lodo de uma revolta num bairro de Lisboa, que mais dignamente se pode coroar a veneranda cabeça de uma pátria em que se geraram tantos grandes homens, a cuja memória imperecível, e não aos nossos mesquinhos feitos de hoje em dia, devemos ainda os últimos restos de consideração a que podemos aspirar no mundo. Pobre gente! Pobre pátria!

Ramalho Ortigão
Farpas 1911
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De José António Abreu a 06.10.2011 às 09:45

Citação adequada, AMendes. Como referi no post, sou republicano (essa era uma das verdades). Mas admito que todo o processo de implantação da República - e, depois, a própria República - deixou muito a desejar.

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