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A encruzilhada da Monarquia

por João Carvalho, em 05.10.11

 

A Constituição não serve para nada?

Em meados do século XIX, com o Liberalismo ainda sem futuro garantido e o País em crise financeira, económica, social e, acima de tudo, de regime, Mouzinho da Silveira não tem dúvidas de que «os grandes vícios do País estão nas instituições vigentes, caducas e obsoletas, o que lhe permite expressar a ideia de que, para benefício dos cidadãos, é mais importante reformar as estruturas do Estado do que proceder à mudança do sistema de governar» (João Carvalho, O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal: Dois Séculos e Quatro Regimes de Memórias; STJ, 2003).

A Mouzinho, «verdadeiro estadista fundamentado no conhecimento profundo das causas públicas, até a Constituição lhe parece supérflua: com ou sem ela, é possível fazer mais e melhor, alterando radicalmente a teia institucional em que Portugal está enredado» (id., ib.).

 

Não, não sou monárquico. Mas sei cada vez menos se consigo ser republicano.

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22 comentários

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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 02:14

Claro que a chave das reformas não está na Constituição... mas em quem a fez: nós.
(Ao olhar para esta belíssima fotografia ainda pensei . talvez lá fossemos com umas bengaladas...?)
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 02:26

E gostaste desta "réplica" ao teu post anterior?

(A fotografia parece-me retirada do livro citado, de um desenho cujo original creio ser a carvão e que fiz publicar em página inteira, rompendo a mancha sem margens nem nada; o livro tem dimensões apreciáveis e o retrato tem muito melhor qualidade do que aqui se vê.)
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 15:12

Então não gostei? Primeiro apanhei um susto... porque saiu de relâmpago, logo a seguir ao meu. E ainda pensei: Olá...temos bordoada? E logo do João? :-)
Agora estou é interessadíssima neste teu livro, não te conhecia estas proezas autorais! Muito boa, a foto. Vou procurá-lo lá na biblioteca do meu local de escravatura diária.
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 16:09

Tens de ir a correr, porque pode esgotar-se! Eheh...
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 16:18

Faxavor de não brincar com a melhor biblioteca jurídica da península ibérica! Está lá tudo.
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 16:37

Vou querer que me digas que encontraste. Até porque a edição é do STJ, mas a distribuição exclusiva é da Almedina. E mai' nada.
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 16:47

Ainda que o nome arcaico de biblioteca fosse, de facto, livraria... esta biblioteca de que falo não é uma loja! Nunca ouviu falar de "depósito legal", sr. dr?! Amanhã vou verificar e logo digo ;)
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 16:48

Por acaso não tens aí à mão o isbn, não?
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 17:12

Apenas quis dizer-te que a distribuição é (ou foi) criteriosa. Por acaso já tinha percebido perfeitamente!!! Uma library não é uma bookstore, certo? Ainda chego lá, apesar desta provecta idade...

Depósito legal: 200291/03
ISBN: 972-98677-1-2
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 17:23

Não era nada disso!!!! Obrigada: munida dos códigos, aqui vou eu conhecer a tua obra.
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 17:42

Pfff... a parte menor da minha vasta obra...
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De Laura Ramos a 05.10.2011 às 17:47

Imagino! Mas a partir de agora vou estar em cima do acontecimento literário, não me escapas ;-)
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De Carlos Cunha a 05.10.2011 às 20:52

louvado seja o senhor:

TEXTO :
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Louvor
O adjunto do meu Gabinete João Manuel Machado de Castro Carvalho foi assessor de imprensa no Supremo Tribunal de Justiça, cargo que desempenhou com elevado sentido de responsabilidade.
Dedicou-se à investigação dos factos marcantes da Instituição do Supremo Tribunal de Justiça, com total dedicação e competência, patente na qualidade da obra que foi publicada O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal - Dois Séculos e Quatro Regimes de Memória.
Coligiu, entre outras coisas, as publicações anuais O Livro dos Juízes do Supremo Tribunal de Justiça.
As suas qualidades de trabalho, de educação, lealdade, profissionalismo, permanente disponibilidade, relacionamento franco e elevado sentido de responsabilidade, são atributos que muito me apraz registar e me levam a conferir-lhe público louvor e o meu reconhecimento.
19 de Julho de 2006. - O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Moura Nunes da Cruz.
http://pt.legislacao.org/segunda-serie/louvor-de-diario-da-republica-229-serie-ii-de-terca-feira-28-de-novembro-de-2006-supremo-tribunal-justica-elevado-646962
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De João Carvalho a 05.10.2011 às 22:41

A modéstia aconselhou-me a desaprovar este comentário. Enfim...
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De Laura Ramos a 06.10.2011 às 00:26

- Carlos Cunha, a partir de hoje fica V. Exa nomeado o grande Hercule Poirot do Delito de Opinião... Bom trabalho!
- João... muito bem... e não é nada que me espante. Agora já percebi porque és tão calado: com essa folha no cv, o que tu sabes, meu Deus!
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De João Carvalho a 06.10.2011 às 03:05

É como digo: a modéstia impede-me de divulgar o quanto estou acima dos simples mortais...
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De Laura Ramos a 06.10.2011 às 08:42

Não, João! Falo dos secrets d' état...
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De João Carvalho a 06.10.2011 às 10:47

STJ não é Secreto Tribunal de Justiça...
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De Laura Ramos a 06.10.2011 às 13:05

Estou descoroçoada :( Joãozinho, tenho a comunicar-te que o teu livro não existe. Isto é, não teve entrada na BGUC (depósito legal obrigatório!) nem na BFDUC, o que, na prática significa que não foi publicado.
E eu, que me preparava para enriquecer a minha hora de almoço com essa deleitosa descoberta!
Obs: Muito feio, vou já riscar o STJ da lista de ofertas do Boletim de Estudos! Ou há reciprocidade ou não comem nem mais uma colher de alimento científico! Vou escrever uma cartinha a ajustar contas.
Dixit.
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De João Carvalho a 06.10.2011 às 23:30

Espero que o faças quanto antes. Por outro lado, se a memória não me trai, creio que o depósito legal obrigatório ficou a cargo da Almedina ou da Gráfica de Coimbra.
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De Laura Ramos a 07.10.2011 às 00:39

Ui... que mandatários esses. Hoje já não tive tempo, mas agora aguçaste-me a curiosidade e já não há remédio. Amanhã, sem falta, inicio diligências para lançar o "desacato", podes crer. Depois conto :-)
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De João Carvalho a 07.10.2011 às 03:07

Ainda bem que te encontro na vida! Fico à espera.

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