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Million dollars, baby...

por Laura Ramos, em 22.09.11

A Irlanda, através da NAMA (Agência de Gestão de Activos) está a resolver os problemas financeiros da sua banca recorrendo à venda de obras de arte e de outros bens penhorados durante a crise do sector imobiliário.

Naturalmente, o filão não se alimenta exactamente do património do cidadão comum, mas sim dos valores acumulados pelos especuladores, a quem fugiu o pé quando a receita da fortuna fácil se converteu na fórmula da bancarrota, arrastando vítimas.

Entre os bens colocados à venda, encontram-se helicópteros, jactos privados e hotéis de cinco estrelas.

 

E que tal lembrarem-se do mesmo por cá, nos casos do BPN e do BPP?
O que foi feito deste património bancário?

E deste aqui?

E deste?

 

Vão-se os anéis, está bem.

Mas ide aos deles, primeiro.


8 comentários

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De Ana Vidal a 22.09.2011 às 02:27

Unforgivable, se não se fizer isso.
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De Laura Ramos a 22.09.2011 às 12:50

Apetece dizer, como os brasileiros, que «está na cara». Para além dos 'million dollars', também esta medida teria um sabor a retribuição à sociedade. Sempre, sempre o exemplo...
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De Vergueiro a 22.09.2011 às 09:51

Infelizmente Portugal não é a Irlanda. :( Pergunto-me se algum dia a verdadeira fraude que se passou nesses bancos vai ser do conhecimento público, com detalhe.
Assim ao género da fantástica criatividade (e porque não história), do Alves dos Reis.
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De Laura Ramos a 22.09.2011 às 12:54

Comungo das suas interrogações.
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De zedeportugal a 22.09.2011 às 11:52

O que foi feito deste património bancário?

Deve estar a bom recato já... Tal como aconteceu aos bens móveis confiscados pelo Estado às ordens religiosas lá pelos idos de 1834 e que hoje são património dos descendentes dos homens do regime que então estava no poder.

Nota para a comentadora Ana Vidal: Hoje vim comentar mais cedo e... logo a seguir a um pequeno lanche a meio da manhã.
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De Laura Ramos a 22.09.2011 às 13:16

Pois, mas aqui funcionaria ao contrário: seria o Estado "confiscar", de pleno direito.
Tem razão quando lembra o exemplo da apropriação por particulares do património colectivo - ou mesmo do pertencente a outros particulares -, porque é grande... e foi sempre feito ao abrigo de uma espécie de legitimidade revolucionária. O caso das ordens religiosas, que citou; o caso de Pombal sobre os bens dos Távoras; o caso da Fundação da Casa de Bragança, que esbulhou a família de um património pessoal que jamais pertencera ao estado português, etc.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 22.09.2011 às 12:50

Há uns dias atrás, jantou num determinado restaurante da capital, um grupo de personalidades ligadas à politica, aos negocios, e à advogacia. E alguns a tudo isto simultaneamente. Se eu lhe dissesse quem eram os convivas, a Laura perceberia imediatamente porque essas coisas desapareceram. E porque é que o BPP e o BPN foram saqueados, e ainda não está ninguem a cumprir pena por isso.
Podemos dizer com ( ou melhor, sem) propriedade que em Portugal estamos entregues não aos bichos, mas a verdadeiros piratas. Não usam pala no olho, usam gravata e todos têm "choffeur".
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De Laura Ramos a 22.09.2011 às 13:29

Alexandre, esse é o nosso pior défice, mil vezes mais preocupante do que o outro: a corrupção, tornada quase trivial. E consentida. Este governo tem tudo para impor o exemplo, porque acredito que não sofre da doença incapacitante dos anteriores, e que era o facto de serem muitas vezes juízes em causa própria, abandonando o campo a 7 pés, está visto. Vamos ver se aproveitam a autoridade (moral) de que dispõem.

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