Como se corta a sério na despesa.
Ao contrário de Vítor Gaspar, que insiste em que os cortes na despesa exigem tempo e por isso só se podem fazer depois de muita calma, estudo e ponderação, Marques Mendes acaba de demonstrar como é possível apresentar em pouquíssimo tempo uma lista séria, ambiciosa e clara de ataque às denominadas gorduras do Estado. Concordo inteiramente com a sua lista de organismos a fundir. Só tenho uma observação a apontar: é que, ao arrumar a lista por ministérios, limita a fusão e extinção de serviços dentro de mesmo ministério, quando existe inúmera duplicação de serviços devido à distribuição das competências por vários ministérios. Dou o exemplo do Instituto Nacional da Construção e do Imobiliário e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, que tratam claramente de assuntos afins, mas estão distribuídos por ministérios diferentes. Em qualquer caso, a lista é um bom contributo para se começar a fazer o que há muito já deveria estar feito. O país que está exangue com os impostos não pode ver adiados os cortes na despesa do Estado.

