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Já não era sem tempo

por João Carvalho, em 08.09.11

Com imenso tempo de atraso e uma despesona de custos e mordomias às costas, «o Governo aprovou, em definitivo, a extinção dos governos civis», pondo assim fim a uma das maiores aberrações administrativas da nossa tristíssima realidade, a qual só serviu para cobrir uma parte do compadrio político que passou a dominar este país. Sócrates encarregou-se de demonstrar isso mesmo a seguir às Autárquicas, quando ofereceu escandalosamente vários lugares de governadores civis aos candidatos socialistas que não tinham ganho autarquias por rejeição dos eleitores.


17 comentários

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De Anónimo a 08.09.2011 às 16:36

"Sócrates encarregou-se de demonstrar isso mesmo a seguir às Autárquicas, quando nomeou escandalosamente governadores civis os candidatos socialistas que não tinham ganho autarquias" .. coisa em que o PSD é/foi virgem em todas as vezes que foi governo.

O que não percebo é como se pode afirmar que se vai poupar - só em salários - 3M€. Então, vão despedir a malta toda? Se sim, não lhes pagam as indemnizações? Se não (ou seja, se vão colocar tal malta nas forças de segurança a nível local, não lhes pagam salário? Esta malta vai em regime de voluntariado?)

Há coisas em que só acredita quem é cego!
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De João Carvalho a 08.09.2011 às 16:42

Como não curto dialogar com gente sem nome, limito-me a registar que é preferível manter o que está torto, não vá a coisa dar para o mais torto. Certo? Acho isso uma conclusão muito inteligente. Ocorre-lhe mais alguma com idêntica importância?
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De Anónimo a 08.09.2011 às 17:13

João,

Escrevi-lhe um longo texto, mas acusou "erro" e não foi enviado/aceite para publicação.
Se fica mais satisfeito, tenho o prazer de me apresentar: "Anónimo, tem dias", titular do Cartão de Cidadão n.º 0987654321.
Não lhe aceito o "tom" do post anterior, por 2 motivos:
1º) no DO não estão proibidos os comentários sob anonimato;
2º) não lhe devo quaisquer explicações para o facto de comunicar sob anonimato, embora existam e sejam de natureza profissional (há quem trabalhe!, e por conta de outrém!) e pessoal.
O que em desagrada na extinção - mas que a si o satisfaz muito - é a não indicação de qualquer solução para futuro e como se a extinção resolvesse o problea de base.
O João vive em Lisboa (suponho). Não parece, pelo seu discurso, ser conhecedor dos caciquismos locais e respectivas "fidelidades", nomeadamente como é o meu caso (sou da província!), numa autarquia com uma cor política diferente da do governo. E onde, muitas vezes, cabia ao governador civil a reposição do pluralismo cívico e social.
O que eu não "engulo", pelo menos facilmente, é não me explicarem nada e já tiveram tempo desde 5 de Junho até agora.
Este corta agora e explica nunca, pode satisfazê-lo a si, o que não acontece comigo.
A não ser que se esteja a preparar a repetição da "extinção da Parque Expo"! Afinal, já não é para agora e para agora, nomeiam-se amigos para tratar da "coisa". A coisa deles, e não a Parque Expo.
Não gosto de ver palhaços a tentarem fazer de mim palhaço! Nomeadamente estes que tiraram o curso de palhaços nas Jotas!
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De João Carvalho a 08.09.2011 às 17:29

Já lhe disse que não gosto de dialogar com anónimos. Qualquer pseudónimo me parece aceitável, para que eu distinga o interlocutor, mas anónimos há muitos e não costumo dar-lhes importância, talvez porque tenho mau feitio. Sem embargo de o DO aceitar comentários anónimos, como está bom de ver.

Talvez se for ler o 'link' que coloquei no 'post' consiga descortinar alguma luzinha sobre o caso e as suas consequências.

Não, não sou de Lisboa e não vivo nem trabalho em Lisboa. Já morei em meio mundo e sei umas coisas sobre caciquismo e fidelidades.

Também sei que o que está mal deve acabar, em vez de se deixar continuar com receio do que possa acontecer (como se os acontecimentos não pudessem prever-se atempadamente).
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De Anónimo, tem Dias a 08.09.2011 às 17:45

João,

Só quero quma explicação do Governo.
A que, como elitor, tenho direito e legitimidade para pedir.
A minha divergência consigo está na necessidade de explicação, que julgo que o Governo deve.
Para si, é desnecessária, talvez pelo muito que viveu e morou em muito sítio.
Eu nunca sái do meu "buraco". Por isso, preciso que me expliquem...e se for devagar, devagarinho, não me importo.
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De Anónimo, tem Dias a 08.09.2011 às 17:53

João,
O seu silêncio sobre a Parque Expo significa concordância/aprovação com a nomeação da nova administração, depois de anunciada a extinção e dos milhões que se iriam poupar?
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 08.09.2011 às 18:02

Meu caro anonimo, voltaram todos às origens. Na cidade onde vivo, existia um governo civil; os boys e as girls que por lá andavam a fazer o pão caro, voltaram para os empregos de origem, no municipio, ou noutros organismos publicos de onde eram todos originarios. Que eu saiba, ninguem foi para o desemprego, mas se tivessem ido, não é nada que não tenha acontecido a quase um milhão de portugueses que nunca tiveram a oportunidade de ter um belo tacho!
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De Hugo Pereira a 08.09.2011 às 17:15

Para todos (incluindo os que desgraçadamente nunca foram abençoados com um nome próprio):
http :/ aeiou.expresso.pt governo-poupa-836435-milhoes-com-extincao-dos-governos-civis =f672579

Pelo que pude reter, a maioria dos funcionários transita para as entidades a que ficarão afectos os serviços que esses funcionários desempenhavam (PSP, Prot Civil, etc). Por aí não deve haver grande poupança. Mas deixarão de existir boa parte 106 funcionários dependentes do governador (assessores, secretários, etc.), alguns dos quais com vencimentos exorbitantes. Poupar-se-á também, pelo que entendi, em rendas. Quer porque os espaços que eram alugados deixarão de ser necessários, que porque os que são do Estado transitarão para outras entidades que neste momento estão em espaços alugados.

Se tudo isso dá os 3,5 milhões e se esse valor é relevante não sei nem quero saber. Todo o ganho é muito com a extinção daquele que, a meu ver, é um produto finamente acabado das manhas e requintes que por essa administração central e local afora se usam para, em bom português, arranjar tachos. E quem paga sempre não é o zé povinho, coitado, que esse não tem onde cair morto. Lembremo-nos que cerca de 60% das receitas fiscais do Estado vêm sempre daquele escasso meio milhão de indivíduos (singulares e colectivos) a que por vezes se chama classe média. (não é gralha, não, são mesmo 500 mil a encher o bolso a cerca de 4 milhões que directa ou indirectamente dependem do Estado...).
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De Hugo Pereira a 08.09.2011 às 18:02

Falando-se de tachos, acabei de ler no i esta notícia sobre boys na REFER:

http://www.ionline.pt/conteudo/147845-refer-ministerio-veta-boy-socialista-direccao-recursos-humanos

Bem no fim vem, para mim, a verdadeira notícia:
"Segundo o mesmo relatório [de contas da REFER], os gastos com o pessoal ascenderam aos 83,6 milhões, com um custo médio por trabalhador de 30 mil euros."

O meu pai sempre me disse que me devia ter posto na política...
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De Anónimo, tem Dias a 08.09.2011 às 18:11

Caro Hugo,

Esse passivo da REFER foi criado pelo "boy" que ia ser nomeado Director dos Recursos Humanos? ou pelo Conselho de Administração que lá está e este Governo não afastou?
Há quem goste de ser enganado...o que não é o meu caso!
Mas cada um come do que gosta.
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De Hugo Pereira a 08.09.2011 às 18:49

Quanta crispação perpassa os seus comentários caro Anónimo. Ou talvez seja eu que estou num dia mais sensível.
Quanto a factos, o meu comentário chamava a atenção para os vencimentos auferidos na REFER, que eu desconhecia serem de tal forma desmesurados e que aparecem quase em nota de rodapé na notícia on-line. Quanto ao teor principal da notícia sobre um dado boy e o passivo da REFER não me recordo de os ter comentado. E não os comentei porque com esses não me espantei. Portanto não percebo a sua resposta ao meu comentário, parece-me um non sequitur.

Olhe eu cá hoje à noite vou comer ali um petisco de que gosto muito, de facto. Mas já conheço a casa, não se apoquente que lá não me enganam ;) Bem-haja.
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De Anónimo, tem Dias a 09.09.2011 às 12:12

Acha escandaloso um trabalhador da CP/REFER auferir 30 mil Euros por ano?
Escandaloso, só considero as remunerações do Conselho de Administração!; mas devo estar em divergência com o Governo, porque manteve todos os membros...até agora!
Ou porque ainda não arranjou os seus próprios boys para ocupar estes postos ou porque acha que ganham em função das responsabilidade que assumiram enquanto administradores de mais este buraco nacional.
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De João Carvalho a 08.09.2011 às 18:28

E repare que se está a falar apenas de uma das empresas e instituições que há uns anos davam por um único nome: CP!
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De Hugo Pereira a 08.09.2011 às 18:51

Este país é mesmo, parafraseando, "uma choldra ignóbil". Mudámos assim tão pouco nos últimos cem anos?
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De Vergueiro a 08.09.2011 às 18:27

Algumas notas sobre a notícia do I.

Infelizmente isto é um caso comum. Tanto a nomeação como a perseguição a "boys" com o único objectivo de... substituir por outro boy de cor diferente e não por competência.
Quanto às empresas públicas, infelizmente não são só directores ou administradores que são boys. Existem motoristas,secretárias, administrativos, operadores, mecânicos, maquinistas, etc e tal que entram na empresa a ganhar valores que no privado eram proibitivos (5xmais que o valor normal do mercado).
O problema não é da empresa ser pública, é de que manda nela, é de quem a gere. Está na raça do tuga, seja ele rosa, azul e amarelo ou laranja.

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