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Modo de vida (15)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 06.09.11

Não sei se acontece convosco mas eu tenho aí umas quatro ou cinco profissões que gostaria de experimentar apenas por um mês ou, vá lá, um ano. Guia turístico é uma dessas profissões. Bastava-me um mês, se tivesse de passar todos os dias pelos mesmos lugares, ou talvez me deixasse ficar mais uns meses se pudesse perder-me, eu próprio, em roteiros ao acaso.

 

Não tendo ainda concretizado a coisa, e não estando para breve a sua concretização, aproximo-me tanto quanto possível da sensação disponibilizando-me para acompanhar estrangeiros que visitam amigos ou oferecendo o meu sofá a estrangeiros desconhecidos que querem saber algo mais sobre Lisboa. Isso mesmo: eu ofereço o meu sofá para que alguém, que eu não conheço senão de perfil web, possa não só dormir em Lisboa sem pagar como também conhecer uma outra Lisboa que não vem nos guias (quem estiver interessado em saber algo mais, aqui fica o endereço: http://www.couchsurfing.org/).

 

Nunca tive qualquer problema com os estrangeiros que recebi lá por casa, já que a segurança deve ser, de certezinha, aquilo em que estão a pensar. Antes pelo contrário, todos, sem excepção, foram de uma correcção notável. E através desses estrangeiros, que tento acompanhar ou, pelo menos, aconselhar, vou descobrindo (mais até do que ajudar a descobrir) uma Lisboa que nos espera, mesmo que não seja Agosto.


16 comentários

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De Ana Vidal a 06.09.2011 às 11:51

Adolfo, já conhecia o conceito de couchsurfing mas nunca me atrevi a praticá-lo (em nenhum dos sentidos). Interessante a tua experiência, e tens razão: quem vem para nossa casa também deve ter o mesmo pensamento em relação à segurança, porque arrisca tanto quanto quem recebe.
Além disso é um belíssimo pretexto para conhecermos melhor o nosso país.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 06.09.2011 às 11:55

É claro que é mais barato viajar assim mas acredita que todas as pessoas que recebi eram de um nível cultural notável, sabendo muitas vezes imenso sobre o país que estão a visitar. O dinheiro não é claramente o único factor na decisão de viajar através de couchsurfing: ficamos, de facto, a conhecer uma outra forma de ver a cidade (não que eu já tenha experimentado ser recebido, apenas tenho recebido eu) que não vem nos guias.
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De Paulo Sousa a 06.09.2011 às 13:30

Também estou registado e também já recebi desconhecidos no meu sofá, que por acaso é uma cama.
O conceito é fantástico e funciona em oposição aos cenários que nos acenam de desagregação europeia. Permite aos participantes conhecer o 'estrangeiro' pelo nome próprio, os seus gostos, as suas anedotas demais pontos de vista.
Não tivesse um caracter global e poderíamos dizer que estamos perante um projecto neo-federalista.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 06.09.2011 às 20:00

Melhor do que isso: funciona perfeitamente sem regulações estaduais :)
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De Maria Nunes a 06.09.2011 às 14:03

Eu faço parte do couchsurfing e do www.hospitalityclub.org desde 2005 e tenho tido conhecido pessoas fantásticas. Algumas vezes como anfitriã, outras como visita/hóspede, outras vezes ainda apenas jantares, copos, passeios com pessoas dos lugares que visito e também de pessoas que visitam Lisboa.
Sim, e de facto, a segurança é problema dos dois lados. Mas creio que o facto de haver comentários de outras pessoas, dá uma certa segurança, e uma melhor ideia das pessoas que vamos encontrar :-)
Ainda há gente hospitaleira e generosa :-D
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De Adolfo Mesquita Nunes a 06.09.2011 às 20:02

Sim, também me parece que o site está bem construído quanto a níveis de segurança. Até agora, a minha experiência tem sido sem mácula!
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De Leonor Barros a 06.09.2011 às 23:24

Olá Maria! :)))))
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De Leonor Barros a 06.09.2011 às 14:22

Também já estive para oferecer o meu sofá. Recomendas, pelo que vejo. E já ficaste também em casa de outras pessoas?
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De Adolfo Mesquita Nunes a 06.09.2011 às 20:01

Nunca fiquei, de facto. Já usei o CS fora, mas apenas para café e festa (é outra opção, disponibilizares-te apenas para estar algum tempo com as pessoas).
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De Fernando Sousa a 06.09.2011 às 19:13

E por fim leio um post que tardava. Não tendo nunca tido um farol, coisa que ainda hoje me chateia, tenho a certeza que nalgum dos seus anéis arranjaria sempre espaço fosse para um náufrago fosse para um viajante. Mas tenho uma casa grandinha, que se torna maior quando qualquer dos meus putos anda pelas dos outros, no estrangeiro, e disponível para receber quem quiser gozar o que resta de Sintra enquanto Património da Humanidade.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 06.09.2011 às 20:03

Em cada português há um hospitaleiro. Nem por acaso, Portugal é dos países que proporcionalmente mais couchsurfers tem!
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De Sara a 06.09.2011 às 23:30

Através do site oficial já fiz Couchsurfing por duas vezes. Sendo que o meu perfil ainda não tinha feedback de outros couchsurfers, as primeiras pessoas que me alojaram demonstraram total confiança com duas perfeitas desconhecidas (eu e uma amiga).

O primeiro foi um rapaz afegão. Deu-nos a chave para a mão na primeira hora, e a casa tinha portátil e dinheiro à mão de semear. E ainda nos mostrou a cidade (Antuérpia).
O segundo, um belga, exactamente a mesma coisa: chave para a mão desde o início e total liberdade para entrar e sair, mesmo que ele não estivesse em casa.

O Couchsurfing é fantástico. É bom viver algo deste género num mundo cada vez mais inseguro.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 07.09.2011 às 17:17

Também sou daqueles que dá logo a chave de casa, embora tenha algumas coisas de valor fechadas à chave. Mas a verdade é que o site não só não impõe isso como qualquer "hóspede" está preparado para a situação de ter de estar algum tempo à espera para entrar em casa :)
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De Laura Ramos a 07.09.2011 às 00:58

Conheço uma coisa parecida, o homelidays. Mais complicado... Mas aí há troca de casas, pura e simples. E segundo parece a moda, agora, é associar os carros à casa: eu vou para tua casa e uso o teu carro: Tu vens para a minha e usas o meu. Ovo de colombo turístico.
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De Maria Nunes a 07.09.2011 às 10:49

Leonorzinha!!! :-))))))))))
(a minha ideia dos Russos/Moscovitas é muito diferente da tua, mas adorei os teus posts!)

Laura, acho os conceitos muito diferentes, porque no Hospitality Club e no Couchsurfing tu convives com as pessoas no seus hábitos e modos de vida e podes ter mais intimidade com elas; no homelidays não há essa proximidade com as pessoas (sim, conheces a sua intimidade, mas em termos de conheceres a casa onde vivem) - para quem quer apenas alojamento gratuito, parece-me boa ideia.

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De Leonor Barros a 07.09.2011 às 10:58

Olá, Maria, adoro ver-te por aqui :))))
Pois, calculo, conheço quem tenha estado em Moscovo exactamente na mesma altura que eu e não tenha ficado com esta impressão. Beijos.

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