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Gaspar a postigar

por Rui Rocha, em 01.09.11

Vitor Gaspar começa a fazer-me lembrar o saudoso (livra) Hélder Postiga. Preparado tecnicamente, trabalhador, esforçado. O problema é a relação com a baliza. Que, nas contas do Estado, terá o seu equivalente no corte da despesa e nas reformas estruturais. Postiga precisava de não sei quantas oportunidades para marcar um golo quando o Jardel fazia anos. Gaspar já vai em três conferências de imprensa sem cortar nada que se veja. No futebol, driblar, passar, pressionar e desmarcar-se são sempre muito importantes. Mas, aquilo de que o povo gosta mesmo é de golos na baliza do adversário. No que diz respeito às contas do Estado é também assim. É bom que Gaspar tenha presente que Postiga, com todo o seu valor, acabou mal-amado no Sporting. E vendido praticamente a custo zero ao Saragoça. Precisamos todos muito que Gaspar tenha um futuro diferente. Para isso, é preciso que comece a marcar golos rapidamente. A paciência dos adeptos, que nestas coisas se chamam contribuintes, está já tão esfrangalhada como a dos sportinguistas. E, para já, Gaspar parece estar a ganhar um lugar na história apenas pelo número de oportunidades falhadas. E, claro, pelo aumento de impostos.

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79 comentários

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De Pedro Ulrich a 02.09.2011 às 10:28

Caro(a) C. Costa,
Eu não estou a desculpar ninguém. A "culpas" ou "demónios" são conceito religiosos, muito cristãos, que pouco ou nada tem que ver com a política.
O meu 1º post tinha como objectivo, apenas, referir a esquizofrenia em que vive este país que tanto exige medidas de corte de despesa como quando estas aparecem se apressam a criticá-las. Preso por ter cão, preso por não ter...
Digo-lhe, também, com frontalidade, que "ainda" não coloco PPC no mesmo plano que Sócrates, no que diz respeito à capacidade de apresentar resultados, porque me parece prematuro. Mas quando começarem a aparecer os primeiros resultados da claustrofobia fiscal a que estamos a ser sujeitos, teremos todos a possibilidade de fazer uma reflexão sobre os resultados.
A diferença entre estes dois PM's, e que eu frizei anteriormente, está na percepção de ausência de rumo e de estratégia que se tinha há uns meses.
Perguntar-me-á se o o rumo desejável é este, e eu respondo-lhe que não sei, simplesmente parece-me prematuro dizer sim ou não. é só isto.
Eu estou disposto a aceitar decisões políticas diferentes das promessas de campanha por dois motivos: 1) a política orçamental é definida, em larguissima medida, quer o partido goste, quer não, pelo Ministro das Finanças, e esse só é conhecido (e convidado) após as eleições. Deveria ser assim? talvez não, mas para já é assim. 2) em país nenhum do mundo, no actual contexto, um partido venceria eleições se dissesse em campanha exatamente tudo o que se está a verificar agora para cumprir as metas. Lembremo-nos, por exemplo, que durante toda a campanha Sócrates e o PS nunca assumiram as dificuldades que viriam mais tarde. Chegaram mesmo a acusar o PSD de querer desmantelar o Estado Social e o SNS sem nunca explicar o que teriam de fazer para seguir as "ordens" da Troika. 3) esta é a principal. Estou disposto a aceitar desde que muito bem explicado, e neste caso, devo dizer que as explicações são muitissimo reduzidas em relação à diferença colossal entre o discurso antes das eleições e a prática políca após as eleições.
No fundo, parece-me que todos devemos ter algum bom senso e tentar olhar com alguma objectividade um pouco para além das nossas convicções políticas e partidárias.

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