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Gaspar a postigar

por Rui Rocha, em 01.09.11

Vitor Gaspar começa a fazer-me lembrar o saudoso (livra) Hélder Postiga. Preparado tecnicamente, trabalhador, esforçado. O problema é a relação com a baliza. Que, nas contas do Estado, terá o seu equivalente no corte da despesa e nas reformas estruturais. Postiga precisava de não sei quantas oportunidades para marcar um golo quando o Jardel fazia anos. Gaspar já vai em três conferências de imprensa sem cortar nada que se veja. No futebol, driblar, passar, pressionar e desmarcar-se são sempre muito importantes. Mas, aquilo de que o povo gosta mesmo é de golos na baliza do adversário. No que diz respeito às contas do Estado é também assim. É bom que Gaspar tenha presente que Postiga, com todo o seu valor, acabou mal-amado no Sporting. E vendido praticamente a custo zero ao Saragoça. Precisamos todos muito que Gaspar tenha um futuro diferente. Para isso, é preciso que comece a marcar golos rapidamente. A paciência dos adeptos, que nestas coisas se chamam contribuintes, está já tão esfrangalhada como a dos sportinguistas. E, para já, Gaspar parece estar a ganhar um lugar na história apenas pelo número de oportunidades falhadas. E, claro, pelo aumento de impostos.

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5 comentários

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De Pedro Ulrich a 01.09.2011 às 12:48

Há algo de psicótico neste país, realmente.. Alguém me explica o motivo da ânsia de querer saber onde vão ser os cortes relevantes na despesa?
Porquê tanto masoquismo em querer acelerar algo que nos vai cair em cima ainda com mais força?
Será assim tão dificil perceber que o grosso da coisa está nas prestações sociais e ns salários dos FP's? É que no 1º caso, perdemos todos, e no 2º dificilmente não dará origem a despedimentos. O masoquismo social está assim tão pronunciado?
Isto já para não falar do "preso por ter cão, preso por não ter", uma vez que à medida que vão sendo anunciados às pinguinhas os cortes, vai aumentando o coro coorporativo de críticas... E o mais curioso é verificar que os principais críticos aos cortes já anunciados não têm qualquer problema em evidenciar um alegado "postiguismo" do Ministro das Finanças.
Ele há cada um, hã...
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De Maria a 01.09.2011 às 15:23

Oh Sr. Pedro. Isto, na minha modesta opinião, não tem nada a ver com masoquismo, mas simplesmente tem a ver com o desempenho deste Governo. Não foram eles que chumbaram o PECNÃOSEIQUANTOS porque não se podia estar a pedir mais sacrifícios aos portugueses. Não eram eles que diziam à boca cheia que tinham o trabalho de casa feito e que o anterior Governo tinha que cortar na despesa e já sabiam onde haviam de cortar. Não foi por isso que os portugueses lhes deram a maioria absoluta? Então!!!
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De Pedro Ulrich a 01.09.2011 às 15:48

Cara Maria, há aí muita coisa misturada.
Como diria este "Postiga", se não se importa, começarei pelo fim: não, não foi por isso que os portugueses correram com o Sócrates. Os portugueses (essa entidade abstracta e genérica) correram com ele porque estavam cansados de um estilo de fazer política quezilento e conflituoso que não trazia resultados. Mas mais do que isso, porque perceberam, tarde, é verdade, que dali já não viria mais qualquer solução.
Isto significa que a solução que existe é a melhor e mais eficaz? Não sei, e ninguém no seu perfeito juizo pode garanti-lo. O que sabemos é que os nossos credores continuam a dar boas indicações em relação ao comportamento que este executivo tem tido.
Está a agir ao contrário do que prometeu em campanha. Está! Ninguém diz o contrário, mas, em abono da verdade, PPC sempre disse que nos esperariam anos muito dificeis, coisa que o agora estudante de Filosofia sempre garantiu que não seria bem assim, mas mais ao lado...
E não me venha com o PEC pq é um discurso já estafado. É obvio para todos que a seguir ao IV viria o V e asim sucessivamente.
Parece-me evidente que, muito embora haja excessos nuns casos e faltas noutros, o país tem hoje uma perspectiva de ver a luz ao fundo do tunel que não teria se se tivesso mantido a legislatura ou se Sócrates tivesse ganho...
E quanto ao trabalho de casa, quando um aluno os faz e depois chega à escola e a professora lhe diz que está errado, o que é que este faz? insiste no erro ou aprende, emenda e faz de novo?
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De zequinha a 02.09.2011 às 03:24

Pedro Ulrich, você não diz coisa com coisa, e na verdade é apenas mais um FANÁTICO do psd = partido salazarista demente. A sua sorte é que deve estar "bem calçado", e até é capaz de lhe dar prazer ver esta AGONIA dos portugueses. Queria vê-lo a trabalhar no DURO 8 ou mais horas por dia, ganhar 485 Euros ilíquidos e passar a pagar o IVA do gaz e electricidade a 23% em vez dos antigos 6% e depois veríamos se ainda defendia esta COMISSÃO LIQUIDATÁRIA deste DESgoverno.
Quanto ao facto de o Eng. José Sócrates, já sabemos que é ele o culpado de tudo. Até da falência da Grécia com governo do psd lá do sítio. É também culpado dos maiores bancos portugueses estarem aflitos e também sujeitos a falirem. Se calhar é ele também o culpado por haver países em África sem pingo de chuva há mais de 3 anos. enfim, ele há cada mentezinha tão sem mente, isto é, mentecapta.
A verdade é que o Eng.º José Sócrates perdeu as eleições porque os portugueses dos quais infelizmente faço parte são na sua maioria uma CAMBADA DE "CARNEIROS" IGNORANTES, sem consciência política, que quer é futebol, novelas e Fátima, umas festinhas com um chouricinho e uma regueifa e umas azeitonas e uns tremoços, não passando pois de uns BRAÇOS BARATOS e de ESPINHA CAÍDA, sempre à espera da "caridade" do patrãozinho.

Sabe que já o grande Almeida Garret dizia:
"Portugal, país de BANANAS governado por S A C A N A S".

Também dizia que eram precisos " fabricar" 100.000 ( cem mil) pobres para produzir um rico. Sabe o que isso quer dizer???!!!. Temo que não saiba.

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE. Vivam os Franceses, os mais cultos e democratas da Europa.

Quem me dera ser FRANCÊS.

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De Pedro Ulrich a 02.09.2011 às 10:07

Caro Zequinha,
Como calculará, não me darei ao trabalho de responder à saraivada de imbecilidades que descorreu por aqui... digo-lhe apenas que será sempre feliz o país que pode contar com uma pessoa lúcida, objectiva, ponderada e respeitadora do eleitorado como o senhor.

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