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Gaspar a postigar

por Rui Rocha, em 01.09.11

Vitor Gaspar começa a fazer-me lembrar o saudoso (livra) Hélder Postiga. Preparado tecnicamente, trabalhador, esforçado. O problema é a relação com a baliza. Que, nas contas do Estado, terá o seu equivalente no corte da despesa e nas reformas estruturais. Postiga precisava de não sei quantas oportunidades para marcar um golo quando o Jardel fazia anos. Gaspar já vai em três conferências de imprensa sem cortar nada que se veja. No futebol, driblar, passar, pressionar e desmarcar-se são sempre muito importantes. Mas, aquilo de que o povo gosta mesmo é de golos na baliza do adversário. No que diz respeito às contas do Estado é também assim. É bom que Gaspar tenha presente que Postiga, com todo o seu valor, acabou mal-amado no Sporting. E vendido praticamente a custo zero ao Saragoça. Precisamos todos muito que Gaspar tenha um futuro diferente. Para isso, é preciso que comece a marcar golos rapidamente. A paciência dos adeptos, que nestas coisas se chamam contribuintes, está já tão esfrangalhada como a dos sportinguistas. E, para já, Gaspar parece estar a ganhar um lugar na história apenas pelo número de oportunidades falhadas. E, claro, pelo aumento de impostos.

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2 comentários

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De Anónimo a 01.09.2011 às 13:18

Vitor Gaspar e tantos outros que são parte deste governo da senhora Merkel e do senhor Sarkozy, que por sua vez são comandados pelos senhores sem rosto dos ditos mercados (deve haver mesmo muitos mercados e mercantilistas), são o protótipo daquilo que não devemos ter como políticos. Estou convencido que qualquer deles será uma excelente "mulher-a-dias", resta saber se fazem o trabalho na casa que dizem servir ou na do vizinho. Fartinhos estamos de pessoas que só sabem cortar ou gastar cegamente, é necessário que apareça alguém que saiba fazer.
Andamos com receitas que só adiarão a morte, e presumo que não saibamos que as dívidas jamais serão pagas, porque não existem condições em parte alguma do mundo para que assim aconteça.
Por outro lado, neste país entendem-se como reformas os cortes levados a efeito, que no fundo só alimentam o cancro e não o debelam. As corporações, nacionais e internacionais, devem ser o objecto das verdadeiras reformas. O que assistimos é ao espalhar da miséria para consolidar suas posições.
PS de Sócrates/PSD/CDS, esta troika que diz ter negociado com a outra troika, não negociaram nada de nada, ofereceram os recursos estratégicos da nação e delapidaram a intervenção do estado sobre os mesmos (EDP, PT, GALP, REN, Águas de Portugal...) a custo zero.
Todos sabemos que existirão sempre sectores que serão deficitários, mas entregar empresas cujos lucros, juntamente com os impostos pagos pelos cidadãos, servirião para equilibrá-los é de uma falta de razoabilidade inimaginável.
Ser técnico é estar técnicamente preparado para estabelecer equílibrios, e isto tem-nos faltado há já alguns anos; e continua a faltar.
Portugal é uma nação com múltiplas sensibilidades e realidades.
Não estamos a ser ajudados em nada, estamos a pagar um empréstimo com custos muito elevados. Ou o executivo toma mão em definitivo desta situação ou poderão surgir muitas mãos desesperadas a querer inverter esta realidade, e estabelerce-se-á o caos.
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De amendes a 01.09.2011 às 17:14

Era dum ministro das Finanças como este que o país precisava... pena ser "Anonimo" ... Aparece ´pá...dá as fussas... governa esta merda!

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