A procura da felicidade
No Economix, Catherine Rampell tem dois posts interessantes sobre a correlação de algumas variáveis com a felicidade. No primeiro dá conta da correlação positiva entre rendimento e felicidade, no segundo remete para esta análise de Richard Florida, onde é identificada uma correlação positiva entre variáveis como o nível de escolaridade, a percentagem de homossexuais e a percentagem de estrangeiros com o grau de felicidade nos estados norte-americanos.
Sendo certo que correlação não significa causalidade - por exemplo, o facto dos estados norte-americanas onde existe maior felicidade terem maior quantidade de estrangeiro pode ser explicado pelos imigrantes procurarem deslocar-se para locais de maior felicidade - alguns dos dados não deixam de ser interessantes.
Sobre o tópico, o ano passado foi divulgado um estudo para o Reino Unido onde era dito que apesar do aumento da riqueza dos agregados familiares do país entre 1987 e a actualidade, os níveis de felicidade eram semelhantes para ambos os períodos. Conclusão: a riqueza não traz felicidade. Será?
Ao mesmo tempo que era divulgado este estudo britânico, Justin Wolfers e Betsey Stevenson divulgavam outro estudo onde chegavam à conclusão que as pessoas mais ricas eram mais felizes que as mais pobres; os países ricos eram mais felizes que os países pobres; e que à medida que um país enriquece, os níveis de felicidade tendem a aumentar [mais sobre o assunto aqui]. Vem isto contrariar aquilo que o estudo britânico sugeria? Sim, o caso britânico não será portanto a regra.
Mais do que isso, veio contestar o paradoxo de Easterling que tem dominado a ciência que estuda a felicidade, pondo em causa a ideia de que o bem estar dentro de uma sociedade, a partir de um determinado nível de rendimento, é motivado apenas pelo status quo e situações de desigualdade na distribuição do rendimento.
Mas o que verdadeiramente me interessa neste momento é: Can blogging make you happier? Parece que sim...

