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O melhor é reciclá-lo

por Sérgio de Almeida Correia, em 06.07.11

Foi dando gás enquanto pôde a Passos Coelho. Depois atreveu-se a dizer aos portugueses, no melhor do seu estilo demagógico-populista, que com ele na Presidência os mercados olhariam para nós de outra forma. Ele era a garantia que o País precisava para sair do atoleiro em que estava. Entretanto, o PEC IV foi chumbado, fomos para eleições, o líder do PSD multiplicou-se em contactos internacionais, apadrinhou cartas em inglês para acalmar os mercados, e como 85% dos portugueses votaram nos partidos que subscreveram os acordos com a UE/BCE/FMI, isto agora ia tudo andar sobre rodas. Depois veio o novo Governo, cheio de craques reconhecidos internacionalmente, e o programa de Governo que vai pôr ordem nas contas públicas e restituir aos portugueses o respeito e a credibilidade internacionais. Com ou sem corte no subsídio de Natal, a resposta dos mercados, essa entidade tão venerada pelo senhor primeiro-ministro e pelos economistas do Governo, veio da forma mais brutal. Um anúncio no New York Times e outro no Financial Times dizendo que o lixo é reciclável é capaz de fazer mais por nós do que acusar os senhores da Moody's de "terrorismo".      


10 comentários

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De Anónimo a 06.07.2011 às 12:57

A Moody's (e as outras rating agencies) limitaram-se a tirar dividendos de 2 factos:
1.º) Hoje há leilão da dívida portuguesa e quanto mais altos os juros, mas os clientes dela(s) lucram;
2.º) Não foi o próprio Primeiro-Ministro que, mal tomou posse, anunciou esta medida extra-extraordinária de corte do subsídio de Natal a acrescer (ir mais além, na expressão do próprio) às extraordinárias - mas consideradas suficientes - medidas impostas pela troika? Isto foi lido pelos "mercados" como A CONFISSÃO da incapacidade de Portugal cumprir.
Mas a "culpa" é do Sócrates!
E a inteligência e o tacto político são inteiramente do experientadíssimo Passos Coelho.
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De Carlos Pires a 06.07.2011 às 13:09

A culpa obviamente continua a ser do Sócrates. Ele arruinou a credibilidade do país. Não basta de governo para alterar isso. É preciso que este governo mostre que é diferente dos anteriores - e ainda não houve tempo para isso.
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De MFM1995 a 06.07.2011 às 15:51

Pode não ter havido tempo, efectivamente, mas os sinais dados pelo novo Governo, até agora, não são nada animadores ... é tudo mais do mesmo.
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De A pau a 06.07.2011 às 14:30

"experientadíssimo"
O acordo pornográfico a funcionar, é?
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De Anónimo a 06.07.2011 às 15:10

Pornográfico, diz bem, meu amigo.
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De Anónimo a 06.07.2011 às 15:09

Sorry,
experientíssimo... ou experimentadíssimo...
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De MFM1995 a 06.07.2011 às 14:10

Não vale a pena atropelarem-se todos para "postarem" os vossos comentários ... Desta é que ficam mesmo asfixiados!
Mas que diabo anda a fazer aquela entidade criada para controlar o cumprimento do Acordo com a Troika? 31 magníficos e não conseguem transmitir sinais positivos? Já agora quanto custam aos contribuintes portugueses aqueles 30 magníficos presididos pelo S.E.P. Moedas?
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De Anónimo a 06.07.2011 às 15:02

Custam um pouco mais do que o dobro do que se poupou com a supressão dos 18 directores gerais da Segurança Social anunciada (a supressão) há dias por Pedro Mota Soares.
Mas, o Governo deve chamar-lhe competitividade...! Ou melhor aplicação dos Fundos em prol do interesse nacional!
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De MFM1995 a 06.07.2011 às 16:13

Deve ser isso que apelidam de eliminar as gorduras do Estado.
São esses "pequenos" sinais que os especuladores da Moody's aproveitam...
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De torcato guimaraes a 06.07.2011 às 15:18

Sérgio,

Desculpe repisar. desculpe-me.

QUAIS são as RAZÕES CONCRETAS que nos dizem que a economia nacional vai recuperar? Que o pagamento da dívida vai ser efectuado com solvabilidade financeira?

A meu ver, nenhumas. Há anúncios disto e daquilo. as agências de rating não se baseiam em anúncios, em paleio. Baseiam-se em FACTOS.

Os factos são:
--paleio a mais: TSU baixa 4%, ou 6%, ou 11% há várias equipas a jogar nestes escalões. Tudo opina.

--o processo legislativo moroso. Até uma revisão constitucional...

--nenhum investidor português virá para aqui. Com uma legislação laboral aprisionada nos clichés marxistas, um licenciamento lento, uma burocracia desenfreada (em que cada funcionário debita uma fatia de queijo da sua autoridadezinha), uma justiça atenta ao compêndio e dependente do funcionário do processo ( vale o mesmo a acçãozeca dos 300 euros de dívida da loja das flores e a acção de 45 000eur da empresa com 20 trabalhadores, pois são ambos...processos), autarquias laxistas, ... ... ...etc..

--produção ? ...sem metalomecânica, sem química, sem pescas (só o calçado, o vinho, a cortiça, o cabo e o "gaitas" nos vale...), sem agricultura.

Não é LIXO, é LODO lamacento e asqueroso, ...é o resultado de 20 anos.

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