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Grão a grão...

por José António Abreu, em 05.07.11

No último editorial que escreveu enquanto director da Ler, Francisco José Viegas anuncia para Setembro a implementação do acordo ortográfico na revista. É pena. Mas estamos em crise. E se, por falta de opção, pode vir a existir um momento em que eu comece a comprar livros, jornais e revistas escritos segundo o acordo, esse momento não será em Setembro de 2011. Para mim e por enquanto, a decisão da Ler representa uma poupança de cinco euros por mês.


36 comentários

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De VSC a 05.07.2011 às 21:29

Também tenho poupado uns tostões. Em Setembro, são mais uns euros que ficam no bolso.
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De José António Abreu a 05.07.2011 às 21:59

Nem mais, VSC. Mas talvez os responsáveis pela Ler esperem compensar a perda das pessoas que vão deixar de comprá-la por passar a seguir o acordo com as pessoas que não a compravam porque ainda NÃO seguia o acordo. Devem ser dezenas de milhar, não?
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De VSC a 05.07.2011 às 22:32

Eheh.
Francamente, só comprava a ler pelo Rogério Casanova, uma das minhas poucas admirações portuguesas, depois de Miguel Esteves Cardoso.
Ah, finalmente vejo reacções ao acordo. Já desesperava, pelo acordo em si, e pelo que tomei por persistência do antiquíssimo gosto pela acomodação do espinhaço à Autoridade. Obedecer é um vício português e se lhe acrescentarmos um pouco de desonestidade canalha, é um fadinho a que se não consegue fugir. Lá diz o secretário viegas, que é um caminho sem regresso.
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De Moderado a 05.07.2011 às 22:26

Sinceramente, não se continua a perceber o conteúdo das mensagens escritas de acordo com o novo acordo ortográfico?
Não será mais produtivo estar a escrever sobre livros novos do que a criticar um acordo ortográfico que, a mal ou a bem, faz com que as vossas mensagens sejam melhor entendidas por todos os outros que escrevem português de formas ligeiramente diferentes?
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De João Carvalho a 05.07.2011 às 23:24

Moderado (a sério?), V. tem um grande sentido de oportunidade, mas faltam-lhe outros sentidos. Por exemplo: quando diz (escreve) «que as vossas mensagens sejam melhor entendidas», devia dizer (escrever) "que as vossas mensagens sejam mais bem entendidas". Entendidos?

"Bom" ou "mau" não é o mesmo que "bem" ou "mal", sabia? E isto é verdade para todos os que escrevem português de forma igual ou «de formas ligeiramente diferentes»...
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:24

"E será que OS ingleses", claro. Com ou sem acordo, os artigos definidos mantêm-se.
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:25

Bolas, isto não é daqui!
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De VSC a 06.07.2011 às 00:27

A questão não tem nada a ver com entendimentos. Ninguém se atreve a dizer uma dessas. É questão não é linguística mas política e quem o disse foi malaca casteleiro. O problema reside aí: é que se trata apenas de política externa e interna, mas... brasileira.
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:21

Nunca tive problemas em entender a escrita do Machado de Assis ou do Rubem Fonseca. Acha mesmo que os brasileiros têm problemas em entender o Saramago? (Er, se calhar não é o melhor exemplo...) E será que ingleses não conseguem perceber que "color" é "colour"?
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:26

"E será que OS ingleses", claro. Com ou sem acordo, os artigos definidos mantêm-se.
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De Pedro Correia a 05.07.2011 às 23:24

Faço minhas as tuas palavras.
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:13

Ópptimo, Pedro. (Estou a pensar reagir ao acordo começando a acrescentar ainda mais consoantes mudas às palavras.) :)
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De Pedro Correia a 07.07.2011 às 00:37

Também eu. E a pronunciá-las. O mais curioso é que um 'acordo' que se destina sobretudo a suprimir as 'consoantes mudas' não começa por eliminar a mais muda de todas, que é o H.
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De João Carvalho a 05.07.2011 às 23:25

E eu não faço menos.
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:15

Hoje somos muitos, amanhã seremos... bom, a verdade é que provavelmente seremos menos.
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De Leonor Barros a 05.07.2011 às 23:26

Também já comecei a fazer poupança com as editoras já há alguns anos. Diz-me onde publicas dir-te-ei o que escreves :)))
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:10

Setária! (Estou a usar o acordo "Ana Vidal".)
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De Ana Vidal a 05.07.2011 às 23:39

Boa, também vou poupar em Setembro. Os fatos que a Ler publicar deixam de ser uma oção. Oviamente.
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De João Carvalho a 05.07.2011 às 23:50

A tua perceção não é uma exceção.
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De VSC a 06.07.2011 às 00:30

Proponho que se comece a escrever oção!
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De Ana Vidal a 06.07.2011 às 01:12

Otimo. Por mim, já está ajudicado. :-)
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De Laura Ramos a 06.07.2011 às 02:38

Admiro as convicções fortes. A sério. Também tenho as minhas e atravesso-me em 3 tempos. Mas se me apetecer e tiver 5 oiros à mão, comprarei a LER, porque quem colabora não tem culpa. Preocupa-me muito mais o dia em que tiver de começar a escrever segundo o AO. Isso, sim, será muito violento (embora possam dizer-me que estou a ser incoerente e a prestar-me a confraternizar com o inimigo antes de a guerra estar decidida... :)
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De João Carvalho a 06.07.2011 às 03:40

Sim, sim, mas a poupança a partir de Setembro ia causar muito boa impressão ao FMI e aos mercados...
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:06

Laura: eu também gosto de ler muitos dos colaboradores da revista. Mas paciência. O meu problema não é o momento em que se decidir que é preciso escrever segundo o acordo porque não tenciono respeitá-lo. Tenho problemas mais prosaicos, como poder vir a ser obrigado a deixar de usar dicionários online por eles já só terem a versão pós-acordo.
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De JT a 06.07.2011 às 10:37

Tenho boicotado os livros que aparecem nos escaparates impressos "de acordo com o AO90". Por exemplo, durante anos adiei a compra de "Dune" à espera que fosse re-editado em português. Agora saiu uma edição AO90. Comprei um exemplar editado no UK. Prefiro ler em inglês do que ler AO90.
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:01

A minha estratégia é a mesma, JT. Ainda por cima tenho pouquíssimo espaço disponível em casa e um Kindle que ando a usar tão raramente...
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De Anónimo a 06.07.2011 às 11:50

Esse grande Devedor ao Fisco que dá pelo nome de Francisco José Viegas e desempenha actualmente o cargo de Secretário de Estado da Cultura vai continuar a ser comentador de televisão (TVI24horas)?
É política e eticamente condenável.
E ninguém se indigna?
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De José António Abreu a 06.07.2011 às 14:28

Anónimo: como eu nunca recusei publicar um comentário, aqui ficam as suas questões, tão adequadas ao tema do post.
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De Anónimo a 06.07.2011 às 14:57

Agradeço-lhe a atenção.
Creio que, atendendo à pessoa de quem se fala no post e que é um "homem do momento", se deve olhar a toda a sua "obra" (e não apenas à, excelente, Ler). Ou, se quiser, há que Ler nas entrelinhas.
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De Pedro Correia a 07.07.2011 às 00:39

Com o aborto ortográfico os anónimos não deviam começar a ser 'anônimos'?
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De Anónimo a 07.07.2011 às 13:41

Pedrinho,

Se não quer anònimos, anónimos, anônimos ou anonimos no seu Blog, proiba!
Não é vale é permitir e depois ficar ressentido com o que os ditos escrevem, usando de todos os meios para desvalorizar o anonimato.
Nem todos somos vaidosos, neste País de Vaidade!
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De Pedro Correia a 09.07.2011 às 17:38

Aqui não há proibições, anôniminho. Mas registo como a presunção da inocência se transforma logo em letra morta, na sua perspe(c)tiva, mal surge um conflito entre um cidadão e a administração fiscal. Na sua perspe(c)tiva, o cidadão que no exercício do seu legítimo direito de contestar uma execução fiscal torna-se instantaneamente um 'devedor ao fisco', até com direito a maiúscula. Nem o dire(c)tor-geral da administração fiscal é tão lesto em classificar um cidadão nesses termos.

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De Anónimo a 11.07.2011 às 15:44

Registo, Pedro, como a questão de FJV continuar a ser comentador de televisão lhe merece comentário.
o "D" maiusculo foi devido ao "respeitinho" e não visava tocar na presunção de inocência, a qual, aliás, se refere ao âmbito criminal e não ao âmbito tributário/fiscal....
Mas o Pedro lá saberá o que o direito criminal tem que ver com FJV e com a sua dívida fiscal em litígio...
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De Pedro Correia a 11.07.2011 às 16:58

Não há nenhuma questão com o FJV nos termos em que você a põe. Ele era comentador da TVI24 e deixou de o ser entretanto, como foi amplamente sublinhado no último programa em que participou. Ponto final, parágrafo.
Quanto à presunção de inocência, faço naturalmente uma interpretação extensiva do artigo 32º da Constituição da República. Que implica todas as garantias de defesa e a proibição da inversão do ónus da prova em detrimento do arguido.

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