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Lado B

por Laura Ramos, em 03.07.11

Por culpa do post do Pedro Correia lembrei-me deste poema, espantosamente dito por certo diseur acidental, cá muito meu.

Hemingway tinha razão: Paris, os verdes anos,  o arrojo de conhecer e de quebrar, nunca torcer. A comoção da liberdade, o calor do idealismo,  a coragem do excesso (essa aptidão imprescindível para agarrar a vida pelos cornos, com as duas mãos, até cada um lhe chamar sua). E, claro, pois... a alegria da festa, para sempre.

Com Apolinnaire no prato (outro culpado). Sem contradição e desde então para sempre, também.

 

 

Sous le pont Mirabeau coule la Seine
Et nos amours
Faut-il qu’il m’en souvienne
La joie venait toujours après la peine

Vienne la nuit sonne l’heure
Les jours s’en vont je demeure

Les mains dans les mains restons face à face
Tandis que sous
Le pont de nos bras passe
Des éternels regards l’onde si lasse

Vienne la nuit sonne l’heure
Les jours s’en vont je demeure

L’amour s’en va comme cette eau courante
L’amour s’en va
Comme la vie est lente
Et comme l’Espérance est violente

Vienne la nuit sonne l’heure
Les jours s’en vont je demeure

Passent les jours et passent les semaines
Ni temps passé
Ni les amours reviennent
Sous le pont Mirabeau coule la Seine

Vienne la nuit sonne l’heure
Les jours s’en vont je demeure

 


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9 comentários

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De Eugénia de Vasconcellos a 03.07.2011 às 15:07

Olá Laura Ramos.

Há uns anos fui surpreendida nesta pont Mirabeau pela Sophie Auster - essa mesma, filha de Paul Auster, num cd cujas letras foram seleccionadas, e mesmo tratadas pelo pai que traduziu e recriou poemas neste álbum de apresentação da filha.

Talvez conheça. Deixo-lhe um link para o caso de não conhecer. http://www.youtube.com/watch?v=ZZi8P1-YIDI&playnext=1&list=PL40EC6A0B1AB602FD
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De Laura Ramos a 03.07.2011 às 18:15

Não conhecia mesmo, obrigada pelo link, Eugénia. Aqui temos a prova de que Apolinnaire é mesmo para sempre. E a recriação da Sophie Auster não traiu o sentimento dominante de suspensão, lassidão, espera, que há neste poema (e não é uma 'canção deseperada').
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De Pedro Correia a 04.07.2011 às 00:20

Que bela ideia, Laura. Há um reduto de cultura francófona que resiste (e bem) neste blogue.
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De Laura Ramos a 04.07.2011 às 03:53

Não me provoques... que eu perco os pruridos e desato a abrir os meus arquivos :)
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De Ana Vidal a 04.07.2011 às 15:52

Faz isso, Laura! Até proponho que "Lado B" se transforme num título de uma nova série à disposição das memórias dos francófonos do Delito. O que acham? ;-)
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De Laura Ramos a 04.07.2011 às 17:10

Neste caso o "Lado B" tinha a ver com o reverso da "festa": cara e coroa: Hemingway de um lado, Apolinnaire do outro. :-)
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De Ana Vidal a 04.07.2011 às 17:20

Mas também pode ser o "lado B" referente a um disco antigo de vinyl, Laura. Aquela faixa menos ouvida, mas muitas vezes a melhor.
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De Laura Ramos a 05.07.2011 às 00:18

E aqui era mesmo o vinyl, o lado B, 33'... mas neste caso também o lado não festeiro: a chamada ressaca. Portanto, olha se eu era capaz de passar a chamar regularmente ressacados aos francófonos / francófilos numa série :-) :-)
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De Ana Vidal a 05.07.2011 às 01:02

Pronto, I rest my case... :-)

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