O problema é que a sociedade que temos só consegue entrar onde o Estado a deixa e com o Estado e não consegue fazer nada sem estar agarrado a ele. É o seu seguro, não de vida mas de subsistência. O Adolfo esteve bem na entrevista, como hoje também na AR, mas talvez seja melhor reformar primeiro a sociedade para depois construir um Estado decente.
Esse é um dos nossos grandes problemas estruturais, Sérgio: temos uma sociedade pouco autónoma e demasiado dependente do Estado. Reconhecer o problema é o primeiro passo para que seja encontrada a solução.
Este 'moço', como V. diz, é um deputado recém-eleito. Ainda bem que, apesar de tudo, existem ainda jovens dispostos a participar na vida política. Infelizmente já são poucos.
Concordo em absoluto. Ainda bem que há jovens a ser eleitos. Posto isto, não lhe devo especial respeito nem por ter sido eleito nem por ser jovem.
E isso não tem nada que ver com as minhas dúvidas: — O que é que ele entende por sociedade? O Estado não é uma instituição da nossa sociedade? Não estará ele a cair num dualismo que é redutor?
Sabendo que para os liberais o dualismo é entre público (estado) e privado (empresas), creio que a minha interrogação é no mínimo, legítima.
Um choque liberal é o que está a ter. Veremos se é o que precisa... Talvez sim, pela mesma razão que um coração dá um pulo quando leva um choque e morre eletrocutado se não se desligar a corrente.
Concordo com a frase do Adolfo. Sobretudo em tempo de crise, quando todos sabemos que o dinheiro não chega para tudo nem para todos. Pode e deve e tem de chegar àqueles que precisam mesmo.