Também eu, António. Gosto muito igualmente daquela frase do Hemingway sobre Paris (que cito de cor): "Quem teve a sorte de viver em Paris aos 20 anos levará sempre a cidade consigo. Porque Paris é um feriado móvel." Bogart dizia o mesmo por outras palavras a Ingrid Bergman em 'Casablanca': «Teremos sempre Paris.»
Gosto muito da cidade, linda, romântica, ternurenta, monumental mas com bairros populares, culturalmente rica e diversificada. Contudo, tal como civilizações há muitas, homens civilizados não têm de se rever em Paris. Há outras cidades em que preferia viver e até nutro alguma antipatia pelo forma como Paris está a não saber ultrapassar e conviver com a expansão da cultura anglo-saxónica. Mas é uma belíssima cidade.
Esse não falhei, claro. Agora quero ver o Midnight in Paris, do WA, só porque me dizem que tem uma fotografia que nos transporta literalmente 'en place'. Estou curiosa.
Já ouvi dizer muito bem desse filme, Laura. Ao contrário de outros, gosto deste ciclo europeu do Woody Allen. Ele, aliás, sempre foi o mais europeu dos cineastas americanos.
Ia escrever: "We'll always have Paris", mas o Pedro já me roubou a tirada. :) Paris é uma cidade que adoro, mesmo sem conhecer. Gostava de ir lá, finalmente, no próximo ano, se o Estado não me levar os "troikos" todos.
Por razões várias viajo muito pouco. Mas, há alguns anos atrás, conheci Paris como alguns autores acreditam que se deve conhecer uma cidade: sozinha. E essa viagem mudou mesmo a minha vida. Por isso, para mim, é mesmo uma cidade que jamais esquecerei.
Ana: tinha 19 anos quando estive pela primeira vez a Paris, de passagem. Ia num grupo de jornalistas mais velhos que às tantas optou por ficar no hotel. Como nunca fui de andar em bandos, descolei do grupo e meti-me no primeiro táxi que me apareceu: tinha duas horas para ver a cidade e foi isso mesmo que fiz. Jamais me esquecerei dessa minha visita inaugural a Paris, conduzido por um taxista cambojano, fugido dos Khmers Vermelhos, que estava há dois meses em França e mal conhecia a cidade. Tinha uma mão no volante e com a outra segurava num guia das ruas, visivelmente atrapalhado. Às tantas tirei-lhe o guia e quem o «guiou» fui eu. Voltei várias vezes a Paris. Para ver o Louvre, o Pompidou, o Museu Picasso, o Musée d'Orsay, a Place des Vosges (uma das mais belas do mundo), a Opéra, La Defense, Saint-Germain, o boulevard Saint-Michel, Montmartre, etc. Mas jamais me esquecerei dessa visita inaugural. Viajar também passa por situações destas.