O ponto em que os governos de José Sócrates mostraram indesmentível e gratificante previdência
Há um óptimo motivo para que os bancos portugueses não tenham cometido os exageros que os bancos americanos, islandeses e irlandeses cometeram – através das obras públicas, das PPP e de algumas opções «de futuro» (a política energética e os investimentos a ela associados, por exemplo), o nosso governo garantiu-lhes sempre uma excelente rentabilidade. Chato é pensar que se o Estado tiver mesmo de reestruturar a dívida pública, deixando de pagar vinte ou trinta ou cinquenta por cento desta (ou pagando-os muito mais tarde), os bancos nacionais, atulhados dela, entrarão em colapso na mesma. O que significa que afinal talvez tenham cometidos exageros tão maus como os dos bancos americanos, irlandeses e islandeses. Bolas. E esqueçam também o título.

