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Questões de consciência

por Ana Margarida Craveiro, em 31.05.11

Roubado descaradamente ao Henrique Raposo

 

Sócrates classificou de "selvajaria" a actuação de jornalistas brasileiros . Porquê? Porque os jornalistas brasileiros, desconhecendo os costumes brandos da nossa imprensa, rasgaram o código deontológico do jornalismo e ousaram fazer perguntas ao nosso primeiro-ministro , perguntas que não estavam nos cartõezinhos do Luís.

Em Bruxelas, Sócrates insinua que jornalistas europeus estão ao serviço dos maléficos mercados . Porquê? Tal como os jornalistas brasileiros, os jornalistas europeus são péssimos profissionais e fazem perguntas difíceis.

Foi preciso um motim de Teixeira dos Santos para forçar José Sócrates a pedir ajuda . Reparem bem: foi preciso um motim do ministro das finanças para que o primeiro-ministro acabasse com o seu teatrinho. Ainda estou para saber como é que isto não dominou as últimas semanas em Portugal. São os mistérios da República do "ó Luís".

- O primeiro-ministro abandonou o parlamento no início da mais importante sessão parlamentar em décadas. Este desrespeito pelo parlamento não gerou polémica nos jornalistas e nos comentadores. E depois é o povo que não tem cultura cívica.

O governo quis silenciar a UTAO, essa instituição que já veio desmentir as contas do governo em relação à execução orçamental deste ano.

- O primeiro-ministro mentiu aos portugueses sobre o documento da troika, nomeadamente na questão da TSU.

- O governo não disse a verdade sobre o uso de fundos da Segurança Social para a compra de dívida.

O primeiro-ministro disse que algumas pessoas que se manifestavam contra o PS eram "pessoas que não sabem o que é a democracia". Ou seja, uma manif anti-PS só pode ser composta por bandidolas. Aliás, protestar contra o PS devia ser proibido.

 - No debate com Passos, José Sócrates disse que o líder da oposição não devia criticar o governo daquela maneira, porque isso punha em causa o país. Notável teoria política: criticar o governo é o mesmo que criticar a nação. O dr. Salazar ia gostar muito.

- No debate com Passos, Sócrates subia às paredes sempre que Passos dizia "bancarrota". Sócrates chegou a dizer qualquer coisa como isto: "mas v. está sempre a falar de bancarrota, que mania". Os contactos com a realidade são, de facto, raros na mente no nosso primeiro. A bancarrota já é um facto (é por isso que pedimos ajuda), mas Sócrates continua a negá-la.

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