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Delito de Opinião

Duas perguntas desagradáveis

José António Abreu, 29.05.11

Assaltam-me duas perguntas quando vejo as notícias acerca das iniciativas do Banco Alimentar contra a Fome. Não gosto do que elas revelam sobre mim e sobre a minha relação com este país mas recuso fugir-lhes. São muito simples:

1. Quantas destas pessoas que vejo na televisão a entregar, imbuídas de genuína e louvável boa vontade, pacotes de bolachas e de cereais aos voluntários do Banco Alimentar fogem aos impostos sempre que podem? Por exemplo: quantas aceitam não pagar IVA ao contratar serviços ou não o cobrar, ao prestá-los? Sendo certo que uma coisa não substitui a outra, quantas percebem o conceito de caridade mas não o de responsabilidade?

2. Com o Estado que temos, especialista em malbaratar recursos, será essa a atitude mais sensata?

2 comentários

  • Mário: não sendo tão radical (apesar de tudo, algum dinheiro chegará a quem precisa), o meu ponto é precisamente esse. Mas tenho pena. Um país - ou, talvez ainda melhor, uma comunidade - não funciona bem dessa forma.
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