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"A Madeira confronta-se com a maior taxa de desemprego de sempre, um número recorde de insolvências, um desproporcional nível de endividamento agravado pelo insucesso das sociedades de desenvolvimento que, tal como a zona franca, não têm servido, como era expectável, para alavancar a débil economia insular e criar postos de trabalho. Até no número de eleitores, o arquipélago atinge a marca máxima: 255.867 recenseados, mais do que toda a população residente que em 2009 estava estimada em 247.399 indivíduos.

(...)O exagerado número de funcionários públicos, que representam quase um terço da população activa, não consegue evitar que a taxa de desemprego atinja a cifra recorde de 13,9 por cento. Em Março último havia 17541 desempregados, o dobro do registado em 2008.

A Madeira atinge um recorde de insolvências, registando mais encerramentos de empresas nos quatro meses deste ano do que durante todo o ano de 2010. A dívida global, superior a seis mil milhões de euros, faz com que cada madeirense deva 24 mil euros, valor a que acrescem os 17 mil euros por conta do endividamento nacional. O passivo global do sector público empresarial atingiu 4.221 milhões de euros no final de 2009, traduzindo um agravamento de 140 por cento em quatro anos, quase três vezes o valor do orçamento da região que,mesmo com o programa da troika, desde 2007 teima em manter na gaveta a reforma da administração que exige a redução de funcionários, extinção e fusão de serviços e autarquias.

(...) Os meios financeiros extraordinários para a reconstrução no pós-temporal disponibilizados pelo governo da República - apontada como causa da crise que tem mais remotas e evidentes origens regionais - têm servido para atenuar os enormes atrasos de pagamentos a fornecedores de serviços e bens. Por falta de boa cobrança, alguns serviços têm sido suspensos, com prejuízo para a prestação de cuidados de saúde e de educação, sector em cujo ranking a Madeira tem das piores médias do país." - Tolentino da Nóbrega, Público, 27/05/2011  

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